DNRB - Dia Nacional da Roupa de Baixo no Brasil

Lula Marques/Folha Imagem
Melhor que não ter praia é ter gente de roupas de baixo passeando pelas ruas. E por que não começar no meio do país. Brasília é palco pela terceira vez no ano do Dia Nacional da Roupa de Baixo, versão candanga e brasileira da 'National Underwear Day', que acontece todos os anos na Times Square, em Nova York.
Resultado? Mídia espontânea. Depois de 3 anos, a recompensa merecida.
Vamos checar tudo:
- Produto -> Roupas de baixo
- Preço -> com certeza foi de graça, produção de moda tem dessas
- Distribuição -> Brasília
- Promoção -> Esse sim, desfilar pelas ruas e pontos mais movimentados de Brasília. E por que é um ótimo lugar para esses tipos de manifestações?
1 - Onde tem políticos, tem um monte de??? Jornalistas e mais, imprensa internacional.
2 - Lugares públicos sempre chamam a atenção, principalmente se você avisá-los, ou seja, boa relações públicas, assessoria de imprensa, contatos boca-a-boca, etc.
3 - Pessoas semi-nuas em um lugar que nem tem praia é um ótimo foco de atenção alheio.
4 - Modelos gatíssimas de calcinha e sutiã sempre chamam atenção, até na LUA.
Mas deixando o velho 4P's do Marketing bruto de lado, vejam os resultados da mídia espontânea, que é um dos "suprasumos" que todo marketing deve ter.
Isso é um ótimo exemplo de que eventos bem intencionados podem se tornar bons marketing para qualquer empresa. E claro, nada se faz da noite para o dia.
E seja lá se houve ou não planejamento da dimensão dos resultados que iriam atingir, mostra claramente que tem muito mais potencial ainda não explorado. Quem sabe não está nascendo aí um movimento da parada da roupa de baixo ou o dia do Pijama!!!! Olha que bacana, dia do pijama. Todo mundo de pijama andando pelas ruas. Quem sabe um dia isso se torne realidade e iniciamos a inversão das tendências exportando o movimento para outros países, não?

Informações Turísticas

viajou por aí e teve a necessidade de alguma informação turística? Alguma dica, alguma necessidade de saber onde fica tal lugar, como chegar ao ponto turístico X, que horas abre o mercado ou que ônibus pegar para chegar ao destino de que tanto falam? Pois é, você não é o único a ficar na mão da população local para lhe dar as informações. Ao contrário de alguns pouquíssimos lugares turísticos que possuem boa estrutura de informação turística, a maior parte das cidades brasileiras carece de uma boa estrutura de informações turísticas.
Conto com o apoio de vocês para deixar aqui registrado os locais em que existe um posto de informações turísticas da sua cidade. Mas como aqui estamos falando de Marketing, o que isso impacta? Cidade que não tem informações a um turista, faz ele ficar menos tempo, gastar menos, conhecer menos e se bobear, nunca mais voltar para a cidade, ou nem ao menos indicar a cidade. Quem nunca ficou louco atrás de um mapa da cidade em que está?

Existem alguns lugares em que esses mapas ficam. No Brasil, quando a cidade é grande você encontra essas informações estáticas (mapas, informes, guias gratuitos) nas estações centrais de rodoviárias ou aeroportos. Fora isso é como achar agulha no palheiro. Há, claro, há os famosos folhetinhos que deixam nos hotéis, muito mal explorados por sinal. Esquecem que informação é tudo em Marketing, imagine para movimentar o turismo em uma cidade. Em Londres, que não é assim uma cidade como Paris, há máquinas espalhadas pela cidade para a venda de mapas da cidade, com os principais pontos. Vejam bem, é cobrado para se ter um mapa desses. Mas você pode conseguí-los nos centros de informações e estações centrais. E no Brasil? Continuo aceitando colaborações para que me indiquem onde encontrar esses tais centros de informações turísticas. Em lugares mais turísticos podemos até contar com um kioske que indica hotéis para nós. Nosso vizinho argentino tem dois quiosques bem no centro da cidade. Em São Paulo eu nunca vi.

Fico imaginando o dinheiro que as secretarias de turismos dessas cidades brasileiras gastam para divulgar a cidade e melhorar a infra-estrutura turística, acho que esqueceram das placas ou desses centros de informações. No exterior é fácil, você, perdido, vai a um centro desses de informações turísticas e sai de lá querendo conhecer tudo quanto é coisa na cidade. Aqui, parece que se achar o quiosque de informações turísticas é como apostar na loteria, você acha que vai acertar e nunca acerta. Na estação central de Bruxelas, tem tanta gente querendo informações turísticas que locais que só vendem passagem chegam a colocar cartazes de que não informam informações turísticas. Isso é para vocês verem a quantidade da demanda que possui lá, imaginem aqui? Não é à toa que muito do turismo brasileiro para os brasileiro só cresce por agências de turismos, elas têm a informação.

Temos que aprender com as cidades estrangeiras mesmo. E isso é uma mega oportunidade. Ainda mais em tempos que cidades, como São Paulo, estão restringindo a propaganda externa. Um bom mapa ajuda a indicar não só os principais pontos, como os pontos comerciais em que o turista poderá gastar seu dinheiro com prazer, afinal, alguem vai ter que bancar. Então, em vez de cartões "MICOS" de graça, por favor, coloquem mapas de graça!

Atendimento ao cliente, internet, telefone, e-mail, o que mais?

Você já foi vitma do telefone que fica na musiquinha por horas e não é atendido? É daqueles que ao ligar para um SAC briga com as teclas para chegar até a um atendente? Gasta seus preciosos créditos de celular no atendimento ao cliente? Pois é, inúmeras empresas vendem a "capa" de uma mulher linda lhe atendendo, lhe cortejando, lhe dizendo: "Bom dia. Em que poso lhe ajudar?" Sem contar na pré-identificação por número de cliente, CPF, RG, no famoso: "Com quem estou falando?" Essa é a imagem que as empresas querem vender, se é que pensam nisso. Na verdade elas começam a pensar nisso quando já têm um telemarketing, pois ou ele surge para vender produtos ou quando a quantidade de gente que liga torna o negócio parte do telemarketing.

Mas o que as empresas deixam de pensar é que o telefone, além do contato com o cliente, geração de estatísticas, performance, resultados, é a porta de entrada da empresa para todo mundo, incluindo todo tipo de gente, empresas, governos e quem sabe E.Ts!

Um caso específico de uma provedora da internet é que ela nunca coloca o seu endereço físico, já pararam para pensar nisso? Como processar uma empresa por mal atendimento se ela não disponibiliza o endereço dela na internet? Será que é estratégico não disponibilizar o endereço da empresa? Mas tem coisa pior. Sempre que você clica em "Fale Conosco", só tem o famoso formulário ou o e-mail da empresa. Mas o tempo de resposta é lerdo. Ou padronizado, como um computador: "Obrigado por entrar em contato. Em breve retornaremos...." Ou seja, você quer falar com a empresa e:

1 - lhe tratam como número?

2 - você é mais um, acredite.

3 - você fica horas no telefone, afinal, você ganha para isso, não é?


E se fosse o tal: "Você sabe com quem está falando?"

Se fizermos um teste, tenho 100% de certeza que a maioria das grandes empresas irá pisar na bola em alguma fase do processo de fazer você chegar a quem você quer.


Exemplo:

Fiz um contato com o Terra para saber com quem falo no Sonora.

Pergunta enviada por e-mail, resposta enviada por e-mail. Mas depois de 3 trocas de e-mails, pediram para ligar no telefone através do link indicado (ou seja, nem no site eu conseguia achar).

Ligando para o telefone, encontro um problema: Qual ligar? Ok. Ligo para aqueles que estão no menu empresas. Problema típico de atendimento telefônico, espera, etc. Pedem para ligar para outro telefone (existem apenas 2 tipos de telefone no Terra, para pessoas físicas e para empresas - e para pessoas virtuais, será que tem?). Ligo para o outro telefone e me informam que devo ligar novamente para o outro telefone que tinha acabado de ligar. Resultado: AINDA NÃO CONSEGUI FALAR COM A PESSOA QUE CUIDA DO SITE SONORA. Incrível saber que alguém que trabalha no site do Sonora, ou o gerente que cuida dessa área simplesmente é "inacessível".


Sabe o que isso significa, que se eu fosse o presidente do próprio Terra, não conseguiria falar com o meu funcionário que cuida do site. Quer outra perspectiva? Se um artista que estivesse bombando lá nas rádios do nordeste, com shows com mais de 40 mil pessoas e resolvesse incluir seu disco no site do Sonora, ele não conseguiria, pelo menos não sem antes sofrer um pouco.

Imagina que a Amazon quisesse comprar o site Sonora por um estalo e resolvesse chegar aos diretores da área, isso fica só na imaginação mesmo.

Ou seja, da mesma forma que perdem contatos com clientes, pessoas reais, a porta de entrada pelo atendimento ao cliente também perdem OPORTUNIDADES de negócios. Fica a pergunta, uma empresa que vive do virtual sobreviveria no mundo real? O que se fala dentro das empresas sobre atendimento é o que fazem na prática? Pensem nisso e se não souberem a resposta, perguntem para mim!

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* Sua empresa quer ter Marketing
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* Quer quebrar paradigmas e velhos conceitos
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Dicas de Marketing – 1: Alianças

Uma das estratégias mais comuns que existem é fazer alianças. Você sabia que a Fiat vende motores para a GM na Europa? E no Brasil os motores da GM equiparam carros da Fiat? Sim, alianças entre concorrentes pode parecer o cúmulo do absurdo, mas o importante é o ganho que isso pode dar para a sua empresa, organização ou relacionamento pessoal. Quantos de vocês já não fizeram uma aliança com os membros de um grupo da escola ou faculdade para terminar um trabalho.

Claro, para tudo tem um objetivo, uma intenção, um interesse. Esse é o poder de se fazer alianças. O casamento é um típico exemplo de aliança econômica do lado racional. Duas pessoas dividem a mesma geladeira, o aluguel, o condomínio e até o carro. Já imaginou a mesma estrutura para duas pessoas, o custo que isso não daria?

Uma empresa funciona da mesma forma. Uma padaria pode fazer aliança com o seu fornecedor dando exclusividade para seus produtos e comprar com preços menores, aumentando a sua margem de lucro. Um estacionamento pode fazer a aliança com um restaurante e dar um desconto para os clientes que forem almoçar, garantindo fluxo de ocupação de espaço no estacionamento. Uma banca que vende bijuterias em uma feira pode se aliar a outra que vende bolsas para que uma indique os produtos da outra aos clientes ou simplesmente, venderem os mesmos produtos, sendo que uma é dona das bijus e a outra das bolsas. Uma loja de informática pode se aliar a uma de telefonia celular e aumentar a gama de produtos aos clientes de ambas as lojas.

A empresa pode ser pequena, média ou uma mega empresa. Não importa o tamanho dela, o que importa é o resultado que a aliança irá trazer. No passado a TAM fez uma aliança com a Varig e puderam compartilhar as mesmas rotas, economizando e maximizando o número de assentos ocupados. Sua empresa não pode deixar de ter alianças. Elas lhe dão mais coesão em seu mercado e podem lhe proteger até de concorrências desleais. Enfim, aliança é isso, é a união de duas ou mais empresas com um fim comum de ganha-ganha.

O Fim do Marketing?

Depois de assistir a várias palestras neste ano, de celebridades, best-sellers, etc. A última deixou um recado interessante. O Marketing de Kotler morreu! Ééééé, exatamente, as teorias de Kotler, a exaltação dos 4P’s, a idéia de satisfazer as necessidades dos clientes, já e-r-a. Mas não desanimem, não dá para ler nas entrelinhas. Mas o fato é que há duas vertentes, uma que toda boa prática se torna uma teoria, e que toda teoria vem de uma boa prática. O resto é teoria da teoria das coisas que podem acontecer sem que ninguém tenha feito ainda. Como ciências sociais aplicadas, o marketing é uma prática e como uma história, ela representa os fatos, as histórias e os reflexos de um momento, um povo, um comportamento, um local, uma cultura e tudo o mais. Mas para tudo há bases estruturais e podemos dizer que as teorias de Kotler e outros são reflexos de momentos pelo quais passam as sociedades. Mas tudo muda, tudo é acrescido, como a moda que vai e volta, muda de cara, mas o tecido continua o mesmo, a linha é a mesma, mas a forma de entrelaçar é que muda.

Quem disse que um pedaço de tira da sobra de um tecido não poderia se tornar numa fita de chapéu de mulher, tempos depois se transformaria em um cinto e depois em uma faixa amarrada na altura do abdômen. São os tempos, são as modas, são as necessidades ou são as adaptações da evolução da sociedade?

Uma coisa é certa, quem não inova, quem não se adapta, morre e não serão as teorias do Kotler que irão destruir o seu negócio e sim você que não soube utilizar da estrutura da sociedade para transformar o Marketing em ferramenta de resultados.

Exposição em Supermercados

Um cliente comum não percebe, mas os produtos que estão expostos em grandes quantidades em um supermercado quase sempre acabam pagando para estarem lá! Mas nem tudo está perdido, afinal o cliente sai ganhando, ou melhor, paga menos. Quem acaba pagando a conta é o fornecedor, que se vê forçado a pagar para promover o seu produto. É como se a prateleira, gôndola para os marketeiros, fosse a "luva" do ponto comercial. Quem paga mais, fica com os melhores lugares, aqueles localizados na altura dos olhos. Então vamos pensar, margens reduzidas, preços pequenos, vendas enormes e quem paga o pato? Claro que não é o cliente, é o fornecedor! A exposição fica por conta deles também, o supermercado é apenas mero coadjuvante. Mas também são bonzinhos. As vezes os repositores dos supermercados são generosos e sempre colocam os produtos nos lugares certos. Recaptulando, exposição paga x não paga. Promotores é de fornecedor e repositor é de supermercado. Um paga a conta para expor, o outro ajuda com a outra metade e quem sai ganhando é o cliente! Bom pelo menos em uma coisa eles têm em comum, o cliente final. Mas será?