Da indústria de cosméticos às academias de bairro, o varejo brasileiro já começa a se adaptar ao consumidor acima de 60 anos. Não à toa. O comércio está de olho no potencial de consumo desses idosos, estimado em R$ 255,6 bilhões ao ano. Segundo especialistas, ao apostar no público mais velho, o varejo faz bem: além de renda, ele tende a ser fiel.
- Uma pequena parte do varejo está preparada para atender com excelência o idoso. Nossas pesquisas apontam que, além de mais fiel, quase metade desses consumidores gasta mais do que esperado - comentou Nuno Fouto, professor do Programa de Administração do Varejo (Provar).
O setor do turismo foi um dos primeiros a apostar no nicho. Segundo pesquisa do QuorumBrasil, viajar é o desejo de consumo da maioria (58%) dos idosos. Por isso, por exemplo, o Ministério do Turismo tem há quase dois anos o "Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem", em que o idoso paga metade do valor da hospedagem. Além disso, hoje, 60% dos passageiros de cruzeiros têm mais de 60 anos. Até o segmento de intercâmbio já se rendeu. Na agência Student Travel Bureau (STB), por exemplo, o intercâmbio para a terceira idade representa 2% dos viajantes de EUA, Canadá e Inglaterra.
- Fomos eu e uma amiga para o Canadá, onde meu filho estava, fazer um curso de inglês. Estávamos num jardim de infância: éramos, sem dúvida, as mais velhas da turma. Mas fizemos amigos de outros países, passeamos e nos divertimos muito - disse Dircea Ferreira, de 62 anos, que já sonha com o cruzeiro que fará em 2010.
Programas de condicionamento físico para idosos aparecem em academias, como a Companhia Athletica. Já o Instituto de Dança, de Dona Arlete, 73 anos, criou a aula Dança Fisio. que une dança e fisioterapeuta.
- Temos alunos com mal de Alzheimer, Parkinson, depressão e dificuldades de locomoção, porém, durante a dança e com o fisioterapeuta, eles se reintegram à arte de sorrir e vivem a juventude - conta o professor Antônio Carioca.
No segmento de beleza, a Natura mudou há alguns anos a forma de tratar esse público: em vez de estimular a beleza jovem, a empresa apresenta a beleza de cada idade. E em potes de cosméticos, há indicações para quem tem acima de 60 anos.
- Essa consumidora é exigente, não acredita em milagres e lê rótulos - explicou Renata Ortolani, gerente de Unidade de Negócios de Natura.
Nos salões de beleza, o tratamento também é diferenciado. Alfredo Pedroza, gerente do Crystal Hair, explica que suas clientes idosas compartilham vivências. Em média, gastam R$ 800 por mês. No Éclat, o movimento surpreendeu os donos:
- Tudo foi pensado para esse público. As cadeiras e lavatórios oferecem regulagem extra para oferecer mais conforto - disse Márcio Mello, sócio do Éclat.
Sentada num sofá imitando couro preto, Zaida Hernández conversa com sua amiga Ana no King's Pub, na Cidade do México. O ambiente é pouco iluminado, a música é alta e a oferta especial da noite é de pizza e frozen mojitos, servidos numa ampla taça de martíni.
Mas Hernández, uma estudante de design de rosto redondo, não está tomando nenhum mojito. Ela está bebendo a cerveja Duff Beer, a preferida de Homer Simpson.
"Estávamos buscando algo diferente", disse ela, olhando com atenção o rótulo, que é praticamente o mesmo que aparece nas latas do desenho animado. "Quando alguém oferece Duff para você, acho que você basicamente tem que experimentar."
É exatamente isso que Rodrigo Contreras, o produtor da Duff Beer da vida real, queria ouvir. Como alguém que trabalha com marketing, Contreras sempre teve olho para uma boa publicidade. O investimento de US$ 140 mil (R$ 242 mil) para montar sua companhia, a Duff, veio dos rendimentos de um livro que ele escreveu sobre Vincente Fox, um ex-presidente do México que é lembrado por tudo o que não conseguiu fazer durante seu governo. O livro, "Tudo o que um grande presidente e um grande homem faz por um grande país", tem 136 páginas em branco.
A primeira vez que Contreras pensou em produzir a cerveja Duff foi em 2002, enquanto assistia aos "Simpsons". "Pensei comigo mesmo inúmeras vezes: 'Alguém deveria fazer isso'", disse. "Então pensei: 'Por que não eu?'"
Uma das razões é a Fox, a gigante da mídia e dona de "Os Simpsons". Num caso que foi relatado no final dos anos 90, a cervejaria Lion Nathan na Austrália foi obrigada a retirar sua Duff Beer do mercado depois que a Fox entrou com uma processo por violação de direitos autorais - embora o produto não tivesse nenhuma semelhança com o da série de TV.
A Fox não confirmou a informação. Quando questionada sobre a Duff Beer de Contreras, a rede disse que não comentaria nenhuma ação legal que poderá ou não tomar. Ela simplesmente afirmou: "'Os Simpsons' são propriedade da Twentieth Century Fox, e a Fox têm os direitos sobre o universo de 'Os Simpsons'. Temos a intenção de proteger nossos direitos."
Contreras insiste que ele contatou a Fox em 2006, e foi ignorado desde então. Ele também alega que contatou a Gracie Filmes, produtora da série. "Eu queria assegurar a eles que eu não era um ladrão e que não queria roubar suas ideias", disse. Ele estava buscando uma parceria mas, sem nenhuma resposta, decidiu levar seus planos adiante.
A cerveja é produzida em Tijuana por uma companhia chamada Simpson's Brewing Company, o que é uma coincidência, enfatiza Contreras.
Ele diz que as vendas na Europa, onde ele lançou a cerveja, agora variam entre 25 e 30 contêineres por mês - um contêiner comporta 1.716 caixas de 24 garrafas cada - comparado aos seis que vendia quando começou, em 2006.
No México, as vendas aumentaram de dois contêineres por mês, quando ele começou a produção, para cerca de dez no começo deste ano.
Esse crescimento é impressionante, dado que Contreras não gastou quase nada em publicidade. Mas como diz Javier Suarez, gerente do King's Pub: "No momento em que oferecemos aos fregueses a Duff Beer dos Simpsons, eles praticamente arrancam-na das nossas mãos."
Mas a mesma razão para o sucesso da bebida também pode ser um obstáculo. A maioria dos consumidores sabe que a bebida ficcional é uma paródia do tipo de cerveja produzida em massa e encontrada em todo o território dos Estados Unidos. Além disso, seu consumidor mais famoso dificilmente é um modelo de comportamento para a maioria das pessoas. E Contreras admite: "Adoramos Homer, mas não necessariamente queremos ser como ele. Meu maior medo é que as pessoas comprem Duff Beer só uma vez para guardar a garrafa."
Contreras diz que o próximo passo é começar a produzir a Duff em latas, como as que Homer bebe. A ideia é fazer uma produção inicial de 300 mil latas no México. Ele investiu cerca de US$ 400 mil (R$ 691 mil) para colocá-las no mercado, e a cervejaria de Tijuana investiu mais US$ 1,1 milhão (R$ 1,9 milhão). Contreras também pretende estabelecer 35 bares em todo o México onde venderá a cerveja.
Mas o maior prêmio é os Estados Unidos, onde a cerveja está disponível em algumas empresas que a importam do México, mas onde Contreras ainda precisa registrar sua marca.
"Não vou entrar lá antes de saber se eles [a Fox] irão lutar comigo ou se juntar a mim", diz.
Levando em conta o silêncio da Fox, talvez ele tenha que esperar algum tempo.
Campanha ligada na tendência do uso dos celulares, a campanha da Skol “Garota do Tempo” trás como uma das divulgações o site web http://www.skol.com.br que disponibiliza download de ringtones, wallpapers (para computador) e emoticons.
Por meio dele são disponibilizados diversos ringtones, inclusive os jargões da campanha como, por exemplo, “Ah o verão” que podem ser baixados gratuitamente.
Como toda cultura latina, é melhor baixar de graça do que pagar por algo. Agreguem essa estratégia em suas campanhas.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
ROI = Retorno sobre investimentos. Este vídeo resume em poucos minutos alguns cases de resultados obtidos unicamente com a plataforma da internet em ações nas mídias sociais. A maioria dos resultados são acessos diretos (quem acessa e impactado diretamente, melhor do que anunciar em algum lugar que você não sabe quantos realmente foram impactados) e vendas. Novas mídias, novos indicadores.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Michael Porter abriu o terceiro dia de palestras da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para duas coisas que estão acontecendo no momento estratégico das empresas. A primeira, explicou, é que estamos no meio de uma crise econômica e muitos setores sofreram a desaceleração. “A crise estimulou uma atividade tremenda dentro da empresa. Estamos fazendo mudanças rápidas e notáveis no jeito de fazer negócios”. Porter afirmou que nesta crise há muitos desafios e oportunidades, o que torna mais importante ter uma idéia clara e precisa de estratégia. “Isso afeta a atitude e o pensar de muitos gerentes”.
A segunda, é que na avaliação dele, o Brasil está avançando. “Não me lembro de uma época tão promissora”, declarou, enfatizando que o País está indo muito bem. “Há uma espécie de energia no ar”. Porter afirmou que o crescimento do Brasil vai ser relativamente rápido, e o planejamento estratégico se faz importante neste momento. "Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa demais. Mas ela quebra por crescer rápido demais", declarou. É preciso tomarmos muito cuidado com o desenvolvimento dos negócios para não andar rápido demais. As empresas brasileiras estão bem posicionadas para transformar crise em oportunidade. Isso só vai acontecer se houver clareza no pensamento estratégico.
Porter foi categórico ao afirmar que não podemos confundir estratégia com metas e objetivos. Para ele, a estratégia não é um sonho, é uma coisa muito concreta, específica e clara. Ele afirmou que a meta fundamental de uma empresa é obter um retorno superior do investimento no longo prazo e que o crescimento só é bom se permitir obter e manter um retorno superior do capital investido. “A lucratividade tem de ser medida com realismo, determinando-se o lucro efetivo da totalidade do investimento”. Porter ainda chamou a atenção para o erro de se fixar metas irrealistas de lucratividade ou crescimento, que podem prejudicar a estratégia da empresa.
Eficácia operacional não é estratégia Para o especialista tanto eficácia operacional como estratégia são essenciais para o desempenho superior, que, afinal, é o objetivo primordial de todas as empresas. Mas elas atuam de formas diferentes. “O papel do administrador é entender essas melhores práticas e trazer as mesmas para a empresa. Isso não vai te trazer vantagem competitiva se for feito isoladamente. A melhoria dessas práticas são necessárias,mas não suficientes”. Ele explicou que se você não for bom na execução das suas práticas operacionais, a sua estratégia não vai servir para nada. Quanto melhor for a sua estratégia, melhor o seu desempenho.
A eficácia operacional significa ter um desempenho melhor do que os seus rivais nas mesmas atividades. Abrange a eficiência, mas não se limita apenas a esse aspecto; diz respeito a quaisquer práticas pelas quais a empresa utiliza melhor o insumo. Em contraste, o posicionamento estratégico significa desempenhar as atividades diferentes das exercidas pelos rivais ou desempenhar as mesmas atividades de maneira diferente. “Eficácia seria como fazer a mesma corrida, mais rápido. E estratégia, correr um caminho diferente”, exemplifica.
Porter enfatizou que os concorrentes conseguem imitar com rapidez as técnicas gerenciais, as novas tecnologias, as melhorias nos insumos e as formas superiores de atender às necessidades dos clientes. “As soluções mais genéricas são as de mais rápida difusão”. A competição com base na eficácia operacional desloca para fora a fronteira da produtividade, elevando os padrões para todos os participantes. No entanto, embora acarrete melhorias absolutas na eficácia operacional, essa modalidade de competição não gera aprimoramentos relativos para qualquer concorrente. O professor explicou que a competição baseada apenas na eficácia operacional é mutuamente destrutiva, levando a guerras de desgaste que terminam apenas com a limitação da competição. O resultado é uma competição de soma zero, com preços estáticos ou declinantes e pressões de custo que comprometem a capacidade das empresas de investir no longo prazo do negócio.
“Se você fizer o que todo mundo faz, vai gerar uma competição destrutiva”. Para Porter, todas as vantagens competitivas mudam rapidamente, porque tudo pode ser copiado muito rapidamente. É preciso melhora operacional e foco estratégico. É fazer a mesma coisa, só que melhor e com um jeito único de competir. Em conjunto, ao mesmo tempo. “Você não vai copiar nada. Você vai sempre adaptar o que existe para a sua estratégia”, declarou.
Porter explicou que parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer. “O que você optou por não fazer? Isso faz parte da sua estratégia”. Você precisa agir assim para ter sucesso. E completou dizendo que um bom estrategista precisa deixar alguns clientes infelizes. Você deve saber quais clientes você deve ouvir e quais não deve. “Muitas empresas destroem as suas estratégias por ouvir demais os clientes”.
O professor ensinou que as empresas precisam fazer a seguinte pergunta: Onde somos únicos?. E aconselhou: “Seja ainda mais diferente. Aprofunde a sua posição. 90% dos seus clientes precisam ter consciência do seu valor”. Para crescer estrategicamente, o especialista deixou os seguintes passos:
1 – Torne a estratégia ainda mais distintiva – introduza novas tecnologias, recursos, produtos ou serviços que se amoldem à estratégia e potencializem outras atividades distintas da cadeia de valor. 2 – Aprofunde a posição estratégica em vez de ampliá-la – aumente a penetração dos clientes/necessidades escolhidos/as. 3 – Expanda geograficamente para desbravar novas regiões ou países usando o mesmo posicionamento – reposicione agressivamente as aquisições estrangeiras em torno da estratégia da empresa. 4 – Expanda o mercado para aquilo que só a empresa pode oferecer – encontre outros clientes e segmentos que valorizem a estratégia.
Porter encerrou a manhã enfatizando que toda atividade da cadeia de valor atinge as comunidades dos locais onde uma empresa opera. Esses impactos podem ser positivos ou negativos. “Você precisa fazer com que o aspecto social faça parte da sua estratégia”, afirmou. Como você pode integrar as questões sociais à sua estratégia? É preciso saber como integrar a estratégia e responsabilidade social corporativa. “Haverá uma nova maneira de lidar com o social que certamente trará muitas vantagens competitivas”.
O professor afirmou que o compromisso com a estratégia é posto à prova todos os dias. “Os presidentes gastam 25% do seu tempo comunicando as decisões e se fazendo entender de uma forma simplificada para todos”, declarou reforçando a importância de todos os funcionários saberem qual é a estratégia da empresa. “Se eles não souberem qual é a estratégia, eles só vão fazer as melhores práticas”.
Porter destacou ainda que as empresas que têm boas estratégias, tem líderes dispostos a liderar, a fazer acontecer e a saber dizer não. “A estratégia é testada diariamente. Você tem de estar preparado para tudo isso”, concluiu.
E eu concordo, estratégia tem que ser praticada, aquela que faz no papel e guarda na gaveta "não existe". Estratégia é uma prática diária. Se vocês vissem reuniões de estratégia com diretores e o conselho, vocês iriam morrer de rir. Às vezes nem a presidência sabe para que lado ela quer ir.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Mais uma pergunta dos leitores via MKTmais.com: ---
Boa tarde Jony,
Li sua matéria a respeito deste assunto (Software para Gestão de Campanhas).
Estamos pesquisando alguma ferramenta que possibilite a melhor mensuração das iniciativas de marketing.
Você recomendaria alguma? Principalmente voltada a construção civil?
Ricardo P. Soares Analista de Negócios - TI
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Olá Ricardo,
Obrigado pela visita ao blog e pela pergunta.
Sobre mensuração de ações de marketing vou lhe dar dois tópicos para pensar:
1 - É difícil mensurar ações que são subjetivas. A tendência de quem quer mensurar, nesse caso, é utilizar sistemas racionais que não refletem 100% do resultado e do alcance de uma campanha, por exemplo. Alguns fazem propaganda na TV e acham que se vender um apartamento, legal, teve resultados. Nem sempre é fácil mensurar e o resultado, venda, nem sempre está ligado diretamente à uma campanha. 2 - Legal, vamos mensurar, não há sistemas que mensuram ações de marketing que sejam totalmente de prateleira. Significa que para cada campanha de Marketing haverá uma forma de mensuração.
Assim, se seu trabalho é mensurar ações de marketing, sugiro que converse com o gestor da área para que ele defina junto com a área comercial os melhores indicadores a serem mensurados. Entenda o contexto. A partir daí sim, fica fácil adaptar a melhor ferramenta para mensurar.
Conheço empresas que mensuram marketing por vendas, outras por ligações, outras por e-mails, outras por acessos à internet. A própria mídia social está mensurando por acesso a sites, seguidores de seus grupos, mas isso são só formas cartesianas de ver o resultado.
Vou lhe dar alguns exemplos complicadores: - Como mensurar o valor de uma marca? Há muita gente que não concorda com os critérios do Top of Mind. - Como mensurar se os acessos ao site se convertem em vendas? Com mais perguntas de como chegou até nós (empresa) ou se o cafezinho servido é que determinou a compra? Ser[a que não foi o decote da vendedora? - Como mensurar o nível de satisfação dos clientes pelo relacionamento que os clientes fazem com a empresa se todas as áreas atendem telefone?
De maneira que o importante é definir indicadores e critérios. Mas lembre-se, subjetividade se mensura com subjetividade. Cono medir uma emoção? Medir felicidade pela quantidade de gente que responde que está feliz pode ser uma armadilha. Como se mede a satisfação das pessoas ao saírem de uma sala de cinema? Com câmeras escondidas das pessoas sorrindo? Ou colocando mulheres lindas em roupas apertadas perguntando para as pessoas loucas para ir ao banheiro responderem a algumas perguntas?
Uma maneira clássica em marketing é medir o break-even, ou quantas vendas são necessárias para pagar o valor da ação. É meio que uma conta de português. Para que gastar 1000 reais, tenho que vender 30.000 reais, por exemplo. Algumas empresas não medem o ROI, simplesmente colocam em suas políticas comerciais que x% do faturamento é para marketing, ponto!
Sobre o que recomendar para a construção civil, lhe digo que dentro da construção civil você dificilmente irá descobrir. Nesse caso é melhor contratar alguém de fora, que possa levar outras formas de fazer marketing e mensurar marketing. Em uma empresa cartesiana como a construção civil, uma pergunta dessas é simples: Quando de vendas as campanhas de marketing vão gerar?
Se a pergunta fosse feita para a Coca-Cola, eles responderiam algo como: invista 1 bilhões em marketing. Ou seja, relativo. O importante para a construção civil é levar outras visões de ações que possam ser mensuradas, senão você cairá no trivial e o que já é oferecido pelo mercado, como pesquisa de mercado, etc. Que as vezes não são necessários e custam muito caro.
De maneira geral, o que importa para o marketing é cruzar dados de clientes com vendas, um bom datamining atrelado a indicadores da sua área. Se você achar um software que faça isso e seja específico para a construção civil, me avise.
Veja o vídeo postado hoje sobre o ROI em mídias sociais. A forma de medir é a mesma, quantidade, cartesiana. No final das contas tudo é transformado em números e percentuais. Até a subjetividade. A mente tem um poder imenso, ao mesmo tempo que faz você existir, cria coisas que você nunca imaginou, faz preto virar branco e associar indicadores onde não existe resultados não é incomum, só tome cuidado.
Espero tê-lo ajudado. Alguém tem mais alguma pergunta? Algúem gostaria de complementar?
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
--- Quais são os principais passos para pessoa adquirir um conhecimento maior sobre Marketing?
Jeferson Souza
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Olá Jeferson,
Obrigado pela visita e pela pergunta que deve estar te perseguindo.
Vou colocar na sua resposta um pouco dos meus anos de experiência.
Marketing é ciência social e como tal, não existe teoria. Teoria é aquilo que você faz quando ferve a água no nível do mar e quando atinge 100 graus ela começa a ebulir. Você pode fazer isso várias vezes e o resultado é o mesmo. Em marketing isso não acontece. Tenha isso em mente.
1 - Leia bastante, mas não leia qualquer coisa. Se você quer ter mais conhecimento em marketing, faça como os gurus. Eles lêem bastante, são acadêmicos, quase nunca trabalharam em empresas. Mas dão palestras caras e são contratados por diversas empresas mega globais para dizer poucos conceitos genéricos e altamente estratégicos.
2 - Tenha prazer em visitar lojas, supermercados, ouvir clientes, analisar, ver cenários e ambientes. Para conhecer mais sobre marketing, você tem que gostar de marketing. Senão não faz sentido.
3 - O Marketing, como todo conceito, se resume a poucas variáveis, o resto são variantes dessas variáveis, suas aplicabilidades e seus resultados. Descubra essas variáveis e entenderá todo o resto que ler sobre marketing.
4 - Escreva, escrever cria um senso lógico das coisas. Somos metade racionais, metade emocionais. Qualquer coisa escrita que faça sentido potencializa suas futuras ações de marketing.
5 - Sabia diferenciar o que é marketing, vendas e comunicação. Muita gente confunde marketing com vendas e principalmente com propaganda. Cuidado, o marketing é o guarda chuva que abriga tudo isso. Saiba diferenciar, assim você analisará cada macaco no seu galho.
6 - Converse com profissionais que trabalham em volta do marketing. Não precisa ser gerente ou diretor, as vezes eles mesmos não sabem todo o processo. Converse com os analistas, coordenadores, supervisores. Estes colocam a mão na massa do que é feito e sabem como medir o resultado das ações. Profissionais de vendas também são boas fontes de informações. Quando aprender a converter informações em aplicações, saberá como tirar proveito de cada conversa.
7 - Tente enxergar como era o marketing na pré-história, no período romano, na época dos Faraos, nas religiões e onde mais puder aplicar o marketing, isso exercitará a sua mente e você irá descobrir se é ou não criativo.
8 - Coloque a mão na massa. A melhor forma de aprender mais sobre marketing é praticando. Quando eu tinha 7 anos de idade eu ganhei o meu primeiro dinheiro fazendo um pedaço do marketing de uma loja de auto peças. Fique aí imaginando que parte do marketing eu fiz com 7 anos de idade, mas o importante é que eu fui lá e fiz.
Acho que com essas 8 práticas você pode começar a conhecer mais sobre marketing. Muitos profissionais que trabalham com marketing acabam fazendo só um pedaço do marketing e para a felicidade ou não deles, fazem durante 5, 6, 10 anos a mesma coisa. É como se você repetisse a receita de uma omelete com algumas variações. O produto é o mesmo, o resultado que ele vai trazer é diferente, mas o cheiro, o gosto, sempre serão iguais.
E nunca deixe de estudar, o melhor aprendizado para ter em marketing ou qualquer outro assunto é não parar nunca de aprender. Recentemente falei com um ex-superintendente do Bradesco, hoje aposentado. Aprendi com ele em uma conversa de 20 minutos e ele aprendeu comigo alguns dos meus pontos de vista. Em outra oportunidade conversei com o presidente de uma editora pequena, ele me mostrou o que muito empresário faz, tem medo de arriscar em algo que foge do comum. E no marketing, o que é comum é commoditie. Não traz um lugar ao sol, só o mesmo limite, os mesmos resultados e lembre-se, o mundo evolui dinamicamente. Como dizem, nunca almoce sozinho. Espero tê-lo ajudado. Tem uma pergunta? Pergunte-me como!
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Isso muita gente já sabe, mas não custa nada lembrar aos empresários ou aprendizes de empresários que a internet é uma grande aliada como plataforma de informação e publicidade.
A administradora de empresas Mariana Malucelli gasta cerca de 30% da sua renda com consumo. “Compro cosméticos, bolsas, sapatos, joias e gosto de viajar”, diz ela. Apesar de ter acesso a produtos caros, ela diz que é racional na hora de comprar.
“Aprendi cedo a lidar com dinheiro, não compro por impulso e invisto em qualidade”, afirma ela, que na última sexta-feira estava interessada em um par de chinelos da linha luxo das Havaianas na loja Bazaar Fashion. “Compramos cerca de 400 pares. Vendemos tudo”, diz Marcia Cardoso de Almeida, diretora da loja. De acordo com ela, o público de alta renda gosta de se informar na internet e saber sobre as tendências. “Há clientes que pesquisam na rede e chegam sabendo exatamente o que querem. Estamos em plena coleção de verão e muitas clientes já querem a de inverno que está nas passarelas”, acrescenta.
Tecnologia é outra área de interesse do público A e B. O fotógrafo e estudante de publicidade Felipe Pinheiro está à procura de um smartphone. “A vantagem é o acesso fácil à internet com um equipamento pequeno. Além disso quero instalar alguns aplicativos”. O celular que ele pretende comprar custa em média R$ 1,9 mil, menos os descontos que pode ganhar por ser um cliente pós-pago.
Ele diz que é fiel às marcas com as quais teve boas experiências como consumidor. “Não é o nome, é a qualidade dos produtos, especialmente os de áudio e vídeo. Se o produto que quero comprar é fabricado por uma dessas marcas, dou preferência”.
Quer saber mais como usar a internt à favor do seu negócio? Pergunte-me como.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Quando lançam um condomínio, o que a área de marketing acaba fazendo? Se for de classe média alta, tem até feijoada. Se for de pobre, se não te ligarem cobrando é lucro. Há tempos, abanar bandeirinhas no meio da rua parece que não está mais atraindo os compradores e o pior, não fecha vendas. Felizmente, o aquecimento do mercado tem feito a construção civil ter menos trabalho com os gastos em marketing. Mas isso é aparentemente. Com a atratividade do setor de construção, o que pipoca de construtoras novas não é brincadeira, mas o fato é que tem aumentado a competição pelos clientes. Se estes são investidores ou se serão futuros moradores, não interessa, o que interessa é fechar a venda. Afinal, fechar a venda é assunto pra horas e vários treinamentos de qualquer área comercial. E é aí que o marketing entra para tornar o ato de vender supérfluo, como diria Drucker.
A equação é simples, quanto mais se gasta em marketing, tecnicamente deve ser menos custoso de se vender. Tecnicamente, pois nem sempre é assim. Dentro desse contexto, as construtoras estão cada dia criando novas formas de vender apartamentos, lotes, casas, condomínios.
Quer ver como o marketing é cada vez mais presente nas ações das contrutoras?
Veja essa análise de MKTmais.com de um folder eletrônico da Tenda
Qualquer comunicação de marketing na realidade tem vários itens que ajudam na venda ou no objetivo em si. Nesse caso a meta é vender. Para isso, veja os argumentos: 1 - Ratinho, garoto propaganda que se identifica com o público alvo. Popular e com credibilidade. 2 - Natal, tema da época, próprio para mostrar que estão antenados, como se fosse propaganda de varejo. Típico folder para explorar o calendário comercial da época. 3 - "Muda Brasil", slogan utilizado para ativar o seu inconsciente. Algo como , quer mudar, então mude. Poucas palavras, fortes e grandes. 4 - "Preços imperdíveis", uma bola de natal só para esse argumento. Poderia ser para anúncio de móveis, eletrodomésticos, geladeira, carro, qualquer coisa, esse slogan é do varejo. 5 - Vários outros argumentos de vendas, como "Prestação a partir de R$ 300,00", "Subsídios de até 23 mil reais", e outros fatores comuns nesse tipo de anúncio de construção civil que já se tornaram obrigatórios. 6 - Endereços limpos no rodapé das formas de atendimento ao clientes com todas as opções de contato.
O legal de analisar é que você entende o porque de cada item na comunicação de marketing e se bobear, podemos chutar aqui os temas dos próximos anúncios. Algo como: Comece 2010 com imóvel novo. Para que esperar até o carnaval se você pode comprar nas férias. Verão só se for de apartamento novo. E por aí vai. Slogan é comigo mesmo.
Mas voltando pra análise, só faltou colocar prestação a partir de R$ 299. Afinal número ímpar puxa o valor do imóvel na cabeça do cliente para baixo. Já que metade do anúncio parece anúncio de varejão, porque não, né? Fica a dica. O resto, deixa como está, imóvel que custa pouco não gasta muito, ainda mais se estiver faltando produto para vender.
Agora vamos para um empreendimento mais de alto nível. A Fazenda Boa Vista, do grupo JHSF, localizado em Porto Feliz. Essa é a imagem retirada do site do empreendimento lançado no final de 2007. O condomínio é composto por três tipos de villas e por residências, em lotes de 2 mil m² a 7 mil m², com projetos dos nove arquitetos do empreendimento, e por estâncias, onde o dono constrói a casa com seu próprio projeto, aprovado pela administração do condomínio, em lotes de 7 mil m² a 80 mil m².
Bom, estamos nos finalmente de 2009 e o que faz a tenista russa Maria Sharapova em Porto Feliz? Bonita, jovem, estrangeira, veio ao Brasil para fazer o que mais gosta, jogar tênis. Fez uma apresentação em uma quadra especialmente montada para ela dentro do condomínio, em partida contra a argentina Gisele Dulko.
Apenas 800 convidados receberam convites para assistir à partida.
Durante o evento que recebeu as estrelas do tênis uma das preocupações dos organizadores foi o trânsito de helicópteros, já que o condomínio tem um heliponto com seis vagas.
A apresentação das tenistas durante a inauguração do condomínio é organizado pela empresa Maior, do Grupo ABC, controlado pelo publicitário Nisan Guanaes. O objetivo é reunir o PIB financeiro do País que aprecia e pratica o tênis.
Analisando, o que temos: 1 - Condomínio de luxo tem que ter argumentos, ainda mais em são paulo o diferencial foi se posicionar como o "melhor" condomínio de luxo do Brasil. Afinal o que fará alguém trocar uma casa na praia por uma no meio do mato? 2 - Apenas 800 convidados. Empreendimento de luxo tem dessas, em vez de ter uma avalanche de compradores, o mercado de luxo precisa de RSVP, assessoria, mailing VIP, socialites e sabe lá mais as formas de contatos para esse evento. 3 - Início de dezembro, ou o evento acontecia agora ou já era. Afinal, rico viaja muito e mais alguns dias o evento não teria tanto impacto. 4 - Partida de tênis. Tem esporte que representa melhor esse mercado que tênis? Quem gosta de luxo, tem que saber jogar tênis. Que é bem mais bacana e demorado que um jogo de Pólo ou uma corrida de lanchas. E o melhor, em um pequeno espaço você consegue manter as pessoas reunidas por alguns minutos. 5 - Claro, não teve feijoada, afinal estamos em um empreendimento AAA, teve champagne. Mais adequado à esse público. 6 - Cobertura da imprensa.
O que eu mudaria? Nada, quem sabe já convidando para o próximo evento, preenchendo a agenda dos convidados.
Bom, viram a diferença? Tudo bem, foram exemplos gritantes de diferentes. Com certeza o back office, a preparação, os eventos e o esforço para tentar reunir alguns dos 800 convidados deve ter sido enorme. E tudo isso para vender o condomínio, reforçar a marca da confiança como empreendimento de luxo e tentar ganhar um pouco mais de mídia espontânea.
Vocês perguntariam: Como medir as duas ações? Como saber qual vai dar resultado? Faça como todo mundo, o sucesso está na última linha. Se fechar as contas, está ótimo. Esse posicionamento e esses cases geram a seguinte conclusão que sempre digo e repito: O Marketing faz parte de qualquer negócio. Quem diz que não faz marketing, quem diz que não investe em marketing, cuidado. O "silêncio do não investimento" é um ato que produz um fato que qualquer cliente percebe. Basta existir o seu empreendimento para ter marketing, mesmo que você, empresário, afirme que não investe. Na verdade você investe, só que provavelmente mal e o pior, sem noção de que isso pode prejudicar as suas vendas.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Gostou? Pois é, tem empresa que diversifica em qualquer coisa. Se a marca adere ao produto, por que não? O Real Madrid tem expandido sua marca mundialmente. A próxima ação será conquistar os torcedores que gostam de dormir com estilo. O símbolo do clube vai ser destaque de uma coleção de roupas íntimas. Uma empresa de Valência chamada Little Kiss divulgou as fotos das roupas que devem chegar ao mercado apenas em março de 2010.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
Transação cria o terceiro maior laboratório de capital brasileiro e o quarto maior em operação no País.
A Hypermarcas anunciou nesta segunda-feira, 7, compra do Laboratório Neo Química, fabricante de medicamentos genéricos e isentos de prescrição que será incorporado pela subsidiária Hypernova Medicamentos Participações. O valor do negócio é de R$ 686,737 milhões e envolve emissão de 17,5 milhões de ações da Hypermarcas, a serem subscritas pelos acionistas do Neo Química. A operação total está avaliada em cerca de R$ 1,3 bilhão. Ao final da transação, os controladores do Neo Química deterão 7,3% do capital total da Hypermarcas e participarão do bloco de controle da empresa.
Em comunicado, a Hypermarcas afirma que a transação cria o terceiro maior laboratório de capital brasileiro e o quarto maior em operação no País. No setor a Hypermarcas atua com a divisão DM em medicamentos OTC e a Farmasa em medicamentos de prescrição. Após a aquisição, o segmento deve representar 40% do faturamento total da Hypermarcas, conforme comunicado à imprensa.
"Completamos cinco aquisições no ano, com valor total de cerca de R$ 2 bilhões, em linha com a estratégia anunciada durante a oferta pública de ações da companhia, em julho deste ano", afirma o CEO da Hypermarcas Claudio Bergamo em comunicado.
O montante será pago em três parcelas, a primeira, de R$ 235.737.931,00, na data de implementação da operação, que depende de "autorizações societárias previstas nos termos dos respectivos estatutos sociais, e desde que verificadas certas condições estabelecidas no acordo", conforme o fato relevante. As outras duas parcelas, de R$ 225,5 milhões cada serão pagas no primeiro e no segundo aniversários, com correção pela variação do CDI. A Hypermarcas convocará assembleia geral extraordinária (AGE) de acionistas para aprovar o negócio, em data ainda não divulgada.
Fundado em 1959, o Neo Química tem faturamento bruto de R$ 380 milhões, com Ebitda (lucro antes de impostos, depreciações e amortizações) de cerca de R$ 95 milhões.
Parece que a Hypermarcas quer se tornar a Unilever ou Procter & Gamble brasileira.
Abs,
Jony Lan Especialista em estratégia, marketing e novos negócios jonylan@mktmais.com
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