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Empreendedorismo | como vender vestidos de noiva pela internet como a Noiva nas Nuvens


Três irmãs acabam de assumir um grande desafio: vender vestidos de noiva pela internet. Esqueça o atendimento personalizado e aquela imensidão de vestidos para experimentar, Samantha, Daniela e Tatiana Fasolari querem trazer praticidade para uma das mais importantes escolhas feitas antes do casamento.

A ideia para o e-commerce Noiva nas Nuvens surgiu no início de 2012 depois do casamento de Samantha, à frente do projeto. Antes, em 2010, ela precisou abandonar o emprego que tinha na Unilever e se mudar para Nova York. Como estava noiva, ela começou a procurar o seu vestido por lá. “Nos Estados Unidos, eu encontrava vestidos benfeitos e com preços razoáveis. Quando vinha visitar o Brasil, achava os preços muito altos. Voltei definitivamente para o Brasil no começo de 2012 e uma dúvida ficou na minha cabeça. Como conseguir entregar bons produtos com bom custo-benefício no Brasil? O mercado de e-commerce nos Estados Unidos é muito forte. 20% das noivas compram os seus vestidos na internet. Fiquei com a pulga atrás da orelha”.


De volta ao Brasil e empregada - Samantha começou a trabalhar no marketing da Flora, empresa de higiene e beleza do grupo JBS - ela decidiu dividir a dúvida, e a ideia, com as suas duas irmãs. Por trabalhar com marketing, Samantha tinha em mãos alguns números sobre a classe C – eles estavam conectados e estavam consumindo online. As três começaram a pesquisar sobre o mercado e os dados as deixaram animadas. Foi nesse momento, em meados de 2012, que Samantha decidiu empreender. “Comecei a analisar alguns números. Comecei a ver muita gente procurando sites gringos no Brasil e por aqui não tinha nenhum site brasileiro oferecendo vestido de noiva. Foi aí que eu decidi pedir demissão e mergulhar no projeto”.

Durante um ano e meio, as três irmãs fizeram cursos sobre lojas virtuais e diversas pesquisas no segmento, o objetivo era entender o que as noivas brasileiras gostavam e queriam. Sem muito dinheiro para investir - até o momento elas desembolsaram R$ 350 mil - as três começaram a produzir as próprias pesquisas e foram visitar ruas famosas de vestidos de noiva, como a São Caetano, na região central de SP. “Conversando com as noivas, descobrimos que o site precisava ser seguro, que teríamos que informar o nosso endereço e teríamos que trocar as peças. Nós tivemos que saber exatamente o que a nossa cliente queria. Nós percebemos que não dava para não ter renda e tule na nossa coleção, por exemplo”, afirmou Samantha.

Munidas de informações, Samantha, Daniela e Tatiana laçaram o Noiva nas Nuvens no último dia 30. Diferentemente de outros sites que apenas entregam os vestidos, a loja virtual das Fasolari possui uma estilista que desenha os modelos, que são mandados para serem produzidos em fábricas. Além da estilista e das fundadoras, só mais duas pessoas integram a equipe da startup. “Melhor começar pequeno e ir expandindo do que ao contrário. Vamos dar um passo de cada vez. A gente pensa que é fácil fazer site, mas para fazer direito não é”, afirma Samantha. As donas do negócio pretendem faturar R$ 500 mil em 12 meses e vender de 15 a 20 vestidos por mês.

Com valor médio de R$ 2,5 mil, o diferencial do site é o preço, que, segundo Samantha, é até 30% mais barato que o de lojas físicas. Outro diferencial é a pronta entrega por tamanho em apenas cinco dias úteis. O site também oferece vestidos feitos sob medida, em que a noiva informa suas medidas no próprio site, com entrega em 100 dias. Os vestidos serão enviados via Sedex e o pagamento poderá ser feito em até seis vezes sem juros, ou pelo PagSeguro em até 12 vezes. A cliente só poderá trocar a peça se não tiver optado pelo vestido sob medida.

Sobre o desafio de vender vestidos de noiva pela internet, Samantha respondeu que está a procura da noiva menos tradicional. “Eu entendo que é um desafio. A credibilidade da entrega nos EUA é maior, mas nós queremos focar em clientes que possuem o que nós classificamos como baixo envolvimento. Independentemente da classe social, o foco é na consumidora mais dinâmica, que já compra pela internet e que sabe que só vai usar o vestido uma vez na vida, por exemplo. Vamos focar na noiva mais racional”.

Fonte: Época Negócios

Mulheres de Negócios | perfil de mulheres empreendedoras mostra que ela não trocaria o seu negócio por um emprego fixo

Foi divulgada recentemente - em comemoração ao mês da mulher - uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O tema está na agenda do dia: o perfil das empreendedoras brasileiras.

Realizada nas 27 capitais do país, a pesquisa procurou identificar quem são e o que querem as mulheres donas de negócios no Brasil. O que mais chamou atenção nos dados coletados foi a dedicação destas mulheres aos seus empreendimentos. Elas não os trocariam nem por um emprego fixo nem se o companheiro pedisse.

Pela pesquisa, ficou claro que o que mais atrai estas mulheres ao mundo empreendedor é a flexibilidade (83% delas afirmaram conseguem flexibilizar seu horário de trabalho). Mais do que a paixão pelo que faz ou a perspectiva de ganhar muito dinheiro, o que estas mulheres prezam é a liberdade e a possiblidade de conciliar trabalho, filhos e casa.

Quem é mulher, dona de casa, esposa e mãe sabe a dificuldade que é equilibrar todas estas funções. E, apesar do quadro estar mudando, elas ainda trabalham o dobro de horas que seus maridos nos afazeres domésticos.

A diferença é que, para as empreendedoras, parece possível levar os filhos ao médico no meio da tarde e compensar o trabalho durante a noite sem ter que encarar o olhar questionador do chefe ou dos colegas de trabalho.

De acordo com o estudo, aproximadamente 36% das empresárias casadas admitiram que deixariam o relacionamento conjugal caso o marido ou companheiro dissesse: “Ou eu ou o trabalho”. Quarenta por cento das entrevistadas disseram que precisariam pensar mais a respeito antes de tomar uma decisão - "não descartando a possibilidade de romper com o relacionamento" – e somente 25% das mulheres afirmaram que, com certeza, abririam mão do trabalho. “Ainda que haja uma defasagem histórica na remuneração das mulheres na comparação com homens, é perceptível uma maior inserção delas nas atividades fora do lar”, afirma economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, por meio de nota.

Segundo o SPC, quase a metade das entrevistadas (44%) não possui cônjuge, o que reforça o perfil de autonomia na vida pessoal e profissional entre as empreendedoras solteiras.

Quanto à participação no orçamento doméstico entre as casadas ou que vivem em união estável, 70% responderam que pagam todas as contas ou parte delas. Dessas, 14% se responsabilizam sozinhas pelo pagamento das despesas e 56% dividem os custos com o marido. “Esse alto percentual é um exemplo prático da participação marcante da mulher nas finanças da família, reforçando o perfil de autonomia e maior independência econômica por parte delas”, destaca a economista Luiza Rodrigues.

A pesquisa foi feita como parte das comemorações ao Dia Internacional da Mulher. Foram entrevistadas 601 mulheres donas de algum empreendimento do ramo de serviços ou comércio nas 27 capitais brasileiras.

Muitas jornadas

O levantamento indica que, em 47% dos casos, as mulheres empreendedoras são as únicas responsáveis pelas tarefas do lar, como cuidar dos filhos, lavar, passar e cozinhar. O percentual é maior entre as empreendedoras cujo negócio é informal (58%).

Do total de empreendedoras, 55% disseram que não foi necessário abrir mão de nada para se tornarem empresárias e que, portanto, conseguem equilibrar o tempo entre a vida familiar e a profissional. "33% confessaram ter renunciado aos próprios momentos de lazer e 21% tiveram de abrir mão do tempo que dedicavam à família", diz a pesquisa.

Ao serem questionadas se abandonariam o negócio próprio em troca de um emprego fixo, com carteira assinada, trabalhando oito horas por dia e ganhando o mesmo que conseguem hoje, apenas 14% responderam que aceitariam a proposta contra 72% das que preferem continuar com o atual negócio.

Fontes: G1, Exame

Expansão | Allia Hotels anuncia mais um empreendimento no Rio de Janeiro

Já são mais de 10 hotéis em desenvolvimento no estado do Rio de Janeiro. Rede opera atualmente em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal

A rede Allia Hotels acaba de confirmar a assinatura de contrato para implantação de mais um hotel da rede no estado do Rio de Janeiro. O empreendimento será na cidade de Itaguai, a 69 quilômetros da capital.

 De categoria supereconômica, o Bristol Easy Hotel Itaguai tem previsão de inauguração em novembro de 2017. São 200 apartamentos (400 leitos), área de eventos e restaurante em uma área construída de 7,8 mil metros quadrados.

 Segundo Marcello Medeiros, Diretor de Desenvolvimento da Allia Hotels, Itaguai é uma cidade que entrou para os planos da rede por seu desenvolvimento contínuo. “O município é considerado um dos três que mais crescem no estado, com uma demanda interessante para sua atuação com um empreendimento supereconômico”, explica o executivo.

 Além da proximidade com a capital Rio de Janeiro, Itaguai conta com investimentos da Companhia Siderúrgica do Atlântico, do Porto de Itaguai e de novos portos privados como o Porto Sudeste. “São várias perspectivas muito positivas para a cidade”, continua Medeiros.

 A rede Allia Hotels anunciou recentemente outros projetos no estado, tanto na capital como em outras importantes cidades como Campo dos Goytacazes, Macaé, São João da Barra e agora em Itaguai.

Sobre Allia Hotels

A Allia Hotels nasceu em outubro de 2010,  a partir da fusão da rede mineira Bristol Hotels com a paulista Plaza Inn, com capital 100% nacional e conta hoje com 31 hotéis em operação nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal. Os investimentos previstos na rede já passam de R$ 1,2 bilhão de reais no país.


Em Minas Gerais

Só em Minas Gerais, a bandeira Bristol, do grupo Allia Hotels, vai inaugurar 13 hotéis. Os novos empreendimentos serão em Belo Horizonte, Betim, Lagoa Santa, Itabira, Itabirito, Ipatinga, Montes Claros, João Monlevade, Ubá e Viçosa.

Somente em Belo Horizonte serão cinco novos hotéis, dos quais um, o Bristol Jaraguá Hotel, já foi inaugurado em maio de 2012, próximo à UFMG. Um dos empreendimentos que merece destaque em BH é o Bristol Stadium Hotel,  na Pampulha, próximo ao Mineirão/Mineirinho, que será o primeiro 5 estrelas da rede.
O investimento total das 13 unidades de Minas Gerais é de R$ 351.714.800,00 (R$ 351,7 milhões)


Os Hotéis da bandeira Bristol/grupo Allia Hotels que serão inaugurados em Minas Gerais:

Bristol Center Hotel – (BH)
Bristol Convention Hotel – (BH)
Bristol Stadium Hotel – (BH)
Bristol Palladium Hotel – (BH)
Bristol Betim Hotel
Bristol Ipatinga Hotel
Bristol Itabira Hotel
Bristol Itabirito Hotel
Bristol Lagoa Santa Hotel
Bristol Monlevade Hotel
Bristol Montes Claros Hotel
Bristol Viçosa Hotel
Bristol Ubá Hotel

Fonte: Multitexto

Empreendedorismo | Como é o perfil do empreendedor digital brasileiro

Além da maioria ser homem, viverem no sul e sudeste, mais de 80% possuem curso superior.



Fonte: Exame

Empreendedorismo | alguns começam na faculdade e o Brasil tem apenas 33 centros de empreendedorismo contra 400 nos EUA


Como o ensino do empreendedorismo não deve se limitar à sala de aula, as instituições de ensino superior investem na criação de centros dedicados ao assunto. No Brasil, existem 33, muito pouco se compararmos com os mais de 400 em funcionamento nos Estados Unidos. Esses dados fazem parte de estudo, patrocinado pelo Sebrae-SP, e foi conduzido pelo professor Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo da Faap.

Existe até um encontro dos centros, o Global Consortium of Entrepreneurship Centers (Gcec), realizado nos Estados Unidos. “Vários estudos já demonstraram que apenas o conteúdo da disciplina não é suficiente para o aluno. É preciso complementar com outras atividades”, pontua Hashimoto.

É nesse ponto que entram os centros, que promovem workshops, palestras, organizam competições de planos de negócios e, em alguns casos, implantam até mesmo as incubadora de negócios.

Hashimoto foi responsável pelo centro do Insper e chegou este ano na Faap para implantar um programa semelhante ao da universidade concorrente. “Existe uma certa predisposição do aluno da Faap de qualquer curso em montar seu próprio negócio. Ou ele está sendo preparado para assumir os negócios da família”, analisa.

O Centro Universitário da FEI também vai implantar estrutura semelhante, sob a coordenação do professor Edson Sadao – ele foi responsável pelo modelo adotado pela Fecap. “Alguns centros ficam focados no ensino ou na extensão, criando incubadoras de empresas. Na minha ótica, o centro tem que articular ações nesses três campos: ensino, pesquisa e extensão”, afirma.

Na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios existe há oito anos. A instituição realiza competições de planos de negócios, palestras e prepara atualmente a implantação de uma incubadora. “Temos pesquisas que mostram que 25% dos alunos, em média, depois de dez anos de formados, se tornam empreendedores”, afirma Tales Andreassi, coordenador na FGV.

“Quando falamos de empreendedorismo vem na cabeça a ideia de criar um negócio. Existem alunos que não têm essa vocação. Mas isso não quer dizer que o empreendedorismo não é importante”, diz o diretor de novos projetos acadêmicos do Insper, Irineu Gianesi. O diretor explica, inclusive, que diversas grandes empresas buscam profissionais com essa visão. “O papel do centro é desenvolver essa competência.”

Apoio ao empreendedorismo faz com que empresas comecem já na faculdade

A universidade estimulou o empreendedorismo e o resultado é o surgimento de novas, e promissoras, pequenas empresas

Não faz muitos anos, as universidades brasileiras passaram a estimular o empreendedorismo entre seus alunos – seja na graduação ou em cursos de especialização. E o resultado o País começa a colher agora: há uma série de novos negócios, que surgiram ainda nos câmpus, e que têm tudo para ganhar espaço no mercado.

É o caso de Marisa Peraro, que criou a Pró-Corpo Estética. A empresa nasceu do seu trabalho de conclusão de curso, ainda em 2006 na faculdade de administração, e hoje ela fatura R$ 2 milhões por ano. “Fiz um bom plano de negócios e escolhi montar uma empresa que oferecesse serviços com preços justos e para mulheres que não têm muito tempo”, conta.

Quando formou-se, Marisa enxergava dois caminhos: seguir na área de recursos humanos ou montar uma empresa. “Eu tinha um brilho dentro de mim que a ideia do TCC daria certo e fui muito incentivada pelo meu sogro. Ele disse que eu tinha perfil empreendedor e as palavras dele foram decisivas.”

O investimento inicial para abrir a clínica foi de R$ 17 mil e hoje a Pró-Corpo possui seis unidades próprias e uma franquia. “Quero alcançar 500 lojas em cinco anos”, afirma Marisa.

Os engenheiros Luiz Lamardo, Laio Burim e Marcelo Koga se conheceram na faculdade de engenharia da Universidade de São Paulo e, quando se reencontraram na pós-graduação, resolveram retomar um projeto de automação. Era o estopim para a criação da Mvisia, empresa incubada no Cietec desde o começo de 2012.

O trio de empreendedores desenvolveu uma máquina que usa uma tecnologia chamada visão computacional, além de aspectos da inteligência artificial, para selecionar e separar mudas de flores por categorias, isso conforme o tempo que levarão para crescer.

Até agora, o investimento feito foi de R$ 30 mil. O objetivo da empresa é vender dez máquinas em dois anos e, dessa forma, faturar R$ 750 mil. Mas o salto poderá ser ainda maior. Segundo Koga, a invenção consegue ser usada para separação de frutas e legumes em áreas de seleção ou controle de qualidade. “Existem soluções similares na Europa, mas os equipamentos são muito caros, nossa ideia é fazer máquinas com preços mais baixos”, diz Lamardo.

Outra empresa que nasceu do trabalho de conclusão de curso da faculdade, no Senac, é a Consultoria Escolha Verde. Beatriz Couto, Bruna Cavassa e Gaby Degaky são sócias do empreendimento, também incubado no Cietec desde o ano passado. A empresa pretende atender o segmento têxtil. “Queremos propor uma produção mais limpa às confecções, para elas aumentarem sua ecoeficiência”, diz Beatriz.

Um dos casos mais conhecidos – e até usado como modelo por jovens empreendedores brasileiros – é o da criação do Mercado Livre. A ideia do negócio foi do argentino Marcos Galperin, e tudo começou quando ele cursava MBA nos Estados Unidos. Galperin conta que desenvolveu o plano de negócios durante o curso e conversou com muita gente sobre o projeto, incluindo um professor que facilitou o contato entre ele e um investidor.

“Muita gente não acreditava no comércio eletrônico na região (América Latina), mas eu abandonei o meu emprego da época na área de finanças e montei o Mercado Livre”, afirma o empreendedor.

Atualmente, o empreendimento opera em 13 países e movimentou US$ 5,7 bilhões no ano passado. Mas o sucesso da companhia, garante Galperin, não teria chegado nunca sem o mais importante: encontrar as pessoas certas e que acreditavam na importância que a internet teria nos anos seguintes. Ele e a equipe estavam certos.

Ambiente acadêmico estimula novas ideias

Para o professor de economia Jose Eduardo Amato Balian, da ESPM, o ambiente acadêmico é importante para que o aluno desenhe o seu futuro profissional. “Os estudantes podem enxergar que há opções diferentes de carreira, que eles poderão trabalhar em grandes empresas ou investir em seus negócios próprios”, diz. Segundo o especialista em empreendedorismo, que também coordena projetos na incubadora de negócios da faculdade, “atualmente há muita interação entre as ideias empreendedoras e as matérias da escola”, afirma.

Ainda segundo Balian, quem inicia o empreendimento no período em que ainda está estudando pode sair na frente. “Não deveria haver diferenças entre uma empresa que nasce na faculdade e outra que não, mas é fato que dentro da incubadora há um acompanhamento mais próximo e muita dedicação e orientação para o empreendedor, o que auxilia principalmente no início”, analisa.

O que pode ser negativo para quem começa a empresa ainda nessa fase de estudos, conta ele, é a falta de vivência no mundo do trabalho. “A pessoa pode ainda estar muito crua, por isso, o nosso acompanhamento é um diferencial”, completa.

Mas ter organização é importante. No caso de Marisa Peraro, por exemplo, ajudou o fato de a empreendedora ter elaborado um bom plano de negócios. Mas sua proposta de clínica de estética não teria dado certo caso ela não tivesse encontrado um diferencial em relação aos concorrentes: a agilidade na prestação do serviço.


Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Estadão

Investimento para empreendedores deve crescer até 40% em 2013, saiba como conseguir

Roberto Rehder conseguiu crédito para a fábrica da empresa Novo Mel 

Pequenas e médias empresas brasileiras contrataram R$ 107 bilhões em crédito, em 2012, nas agências de fomento, bancos públicos comerciais e bancos de desenvolvimento regionais e estaduais. O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE). O balanço ainda aponta a liberação de R$ 7 bilhões para operações de microcrédito. Para este ano, a entidade estima aumento de 35% a 40% na procura pelas linhas de crédito.

“O crédito é fundamental para o desenvolvimento. É impossível que haja crescimento de um País, de uma empresa, sem a disponibilidade de crédito”, afirma Marco Antonio de Araujo Lima, superintendente-executivo da ABDE.

Sobre o aumento da concessão este ano, apesar da turbulência na economia, Lima afirma que a previsão corrobora a missão das agências de fomento e bancos de desenvolvimento de atuarem de maneira anticíclica, de modo a intensificar a concessão de crédito em momentos de menor atividade econômica. Essas instituições têm como característica oferecerem crédito com taxas de juros mais competitivas em relação às ofertas tradicionais.

Apenas na Desenvolve SP, instituição mantida pelo governo do Estado de São Paulo, foram liberados R$ 125,1 milhões entre janeiro e abril deste ano, trata-se de 9% a mais em relação aos R$ 115,2 milhões ofertados no mesmo período de 2012.

“Diferentemente dos bancos convencionais que financiam capital de giro, o papel das agências de fomento é financiar a expansão e a introdução de novas tecnologias para dar mais competitividade às empresas”, afirma o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos.

Do total de recursos liberados pela instituição paulista, 70% foram direcionados para projetos de investimentos ligados à modernização e ampliação e apenas 30% para as operações de capital de giro.

Após pesquisar em outras instituições, Roberto Rehder optou por uma linha do banco de desenvolvimento paulista para financiar a construção de uma nova planta para a empresa Novo Mel. “Com o início das exportações e a criação de uma startup de biotecnologia para desenvolver ingredientes naturais a base de extrato de própolis, vislumbramos a necessidade da expansão da nossa planta que estava perto do limite da capacidade de produção”, diz Rehder.

A empresa obteve R$ 960 mil de crédito, sendo R$ 800 mil para obras e R$ 160 mil de capital de giro. O montante será pago em quatro anos, com taxa de 9% ao ano mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além dessas condições, a carência de 12 meses foi fundamental para a empresa se estruturar. “Precisamos abrir as portas para começar a dar retorno. Sem esse período, não conseguiríamos”, afirma Roberto Rehder, que exporta os produtos da Novo Mel atualmente para China, Canadá, Estados Unidos, Angola e Dubai.

Os recursos foram liberados em dezembro de 2011 e as obras da nova planta, em Cotia, duraram um ano. A empresa processa 100 toneladas de mel por ano e faturou R$ 2 milhões no ano passado.

Orientação. Para o superintendente da ABDE, o empresário interessado no crédito precisa procurar as agências e bancos de desenvolvimento do seu estado. Nos sites das instituições é possível pesquisar, simular opções e até solicitar o financiamento. “O sistema nacional de fomento está trabalhando no sentido de viabilizar e mostrar a importância de retomar o investimento. E tem recursos disponíveis”, afirma Lima.

:: Confira algumas dicas da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Abde) para capitalizar a empresa em cada uma das cinco regiões brasileiras ::

Sudeste A Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) tem o fundo UPP Empreendedor, que concede financiamentos de R$ 300 e R$ 15 mil, com juros mensais de 0,25% e até 24 meses para pagar, para microempresários de comunidades pacificadas como pacificadas como Cidade de Deus, Batan, Babilônia, Chapéu-Mangueira, Tabajara e Complexo do Alemão. Mais informações no http://www.agerio.com.br/index.php/pt_br/para-voce/fundo-upp-empreendedor

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tem crédito para empresas que faturam até R$ 30 milhões ao ano. Liberação em até 5 dias. Para saber mais, o site é http://www.bdmg.mg.gov.br

No Espírito Santo, o Banco de Desenvolvimento do Estado (Bande) concede crédito de até R$ 10 milhões para MPMEs interessadas em realizar obras civis ou investir na renovação de máquinas, equipamentos, móveis e utensílios. O site da entidade é http://www.bandes.com.br/site/

A Desenvolve SP, Agência de Desenvolvimento Paulista, tem como foco projetos de expansão, ampliação e modernização das plantas, o chamado investimento em capital fixo, necessário para o crescimento do País. O limite máximo de financiamento é de R$ 30 milhões. Informações no http://desenvolvesp.com.br/

Sul A Fomento Paraná realiza financiamento para pessoas físicas que estão iniciando um empreendimento ou que já exercem uma atividade produtiva, mas ainda não formalizaram o negócio, seja como empreendedor individual ou empresa, que tenha faturamento bruto anual de até R$ 60 mil e que precisem investir para iniciar, melhorar ou ampliar o empreendimento Para saber mais, acesse http://www.fomento.pr.gov.br

Nordeste A Agência Estadual de Fomento de Pernambuco (AGEFPE) tem o Programa de Microcrédito Produtivo Orientado e Integrado, cuja meta é oferecer linhas de financiamento especiais a empreendedores de pequeno porte, formais e informais, rurais e urbanos, inclusive artesãos e artistas plásticos. O prazo é de até 12 meses, incluindo três meses de carência. Mais detalhes no www.agefepe.pe.gov.br/‎

Em Alagoas, a agência estadual de fomento (Desenvolve) liberou mais de R$ 3 milhões em crédito produtivo este ano. Confira as linhas disponíveis em http://www.desenvolve-al.com.br

A Desenbahia oferece capital de giro de até 100% a proprietários de micro ou pequenas unidades econômicas. No site http://www.desenbahia.ba.gov.br/, o interessado pode realizar simulações de acordo com seu perfil.

Norte O Banco do Estado do Pará tem a linha Banpará Comunidade, que é destinada a financiar micro e pequenos empreendedores, pessoas físicas do setor formal e informal, em atividade há pelo menos dois anos. Para saber mais acesse http://www.banparanet.com.br

A Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) oferece financiamento fixo e misto para capitalizar micro e pequenas empresas, inclusive auto-escolas e consultórios odontológicos. Mais informações no http://www.afeam.am.gov.br/.

Centro-Oeste Em Mato Grosso, a MT Fomento oferece até R$ 15 mil para que MPMEs possam viabilizar o financiamento de bens (novos e usados), serviços necessários à implantação e ao desempenho da atividade, adequação e/ou melhoria das instalações. O site da entidade é http://www.mtfomento.mt.gov.br/

Em Goiás, a agência estadual de fomento oferece financiamento de até R$ 2 milhões para empresas que decidem investir na região Centro-Oeste. Mais detalhes no http://www.fomento.goias.gov.br/index.

Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
Fonte: Estadão

Cases | empreendedores criam mercado de docerias em São Paulo e faturam alto


Da loja que vende pedaço de bolo à casa que faz bomba de chocolate, as docerias paulistanas não são mais as mesmas. Na onda da ‘gourmetização’ das receitas, elas investem em ingredientes sofisticados e reinventam clássicos que por gerações garantiram a fama das vovós no café da tarde com seus netos.

O resultado disso é um mercado novo, dominado por micro e pequenos empreendedores, e que se consolida de dois anos para cá. Um segmento que cresce, sobretudo, entre os bairros dos Jardins e Pinheiros, conhecidos como o eixo chique do comércio paulistano.

A quantidade dessas docerias, porém, ainda é incerta. A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) não monitora o segmento, mas segundo especialistas no assunto, São Paulo conta com cerca de 70 empreendimentos – o número mais que triplicou a partir de 2011, pelo menos na opinião de Luisa Mandetta, da agência Márcio Rodrigues Consultores Associados.

“Essas cerca de 70 docerias representam um fenômeno recente. Há cerca de dois anos, elas não eram mais do que 15, 20 estabelecimentos pela cidade”, afirma a especialista. “A percepção que temos é de que esse fenômeno tem ligações com o aumento do consumo. A pessoa, por exemplo, viaja pra fora, conhece produtos mais sofisticados e começa a procurar por eles aqui”, destaca.

A explicação de Luisa encaixa-se bem com a rotina dos sócios João Mario Hoff e Fred Gavioli, que lançaram há um ano uma loja de balas artesanais na Alameda Tietê, nos Jardins. Decorada com imagens e miniaturas de Kombis, o cliente pode, inclusive, assistir a produção das balas na Rock Candy.

“É um produto que traz uma nostalgia maluca”, conta Hoff, referindo-se muito mais ao universo lúdico do ambiente do que ao produto, que não tem tradição no Brasil. O plano para começar a empresa surgiu quando João se impôs um período sabático e mudou-se para a Austrália. Lá, ele conheceu a bala artesanal, típica da Inglaterra, conhecida como hard candy.

De volta ao Brasil, convenceu o amigo Gavioli a investir em algo parecido na cidade de São Paulo. Eles aplicaram aproximadamente R$ 600 mil para iniciar a operação da loja, que hoje fatura até R$ 60 mil por mês. Agora, o empreendimento estuda iniciar o processo de expansão por meio de franquias. “Tem gente que vem aqui toda semana só para acompanhar a fornada. Virou uma espécie de programa”, conta Hoff.


Bombas. Há um ano e meio, a publicitária Mariana Araújo montava a La Bombe na Rua dos Pinheiros. Hoje, a casa especializada em ‘bombas’ e que faturou R$ 1,2 milhão no ano passado, acaba de inaugurar sua segunda unidade – ela fica na Rua Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi. “As coisas aconteceram de repente”, avalia a empresária. Mariana conta que não sonhava em ter a loja de doces até fazer um curso de gastronomia para aliviar a pressão do trabalho. “Foi depois que pensei em fazer algo para resgatar a bomba, um doce que era muito comum na minha infância, mas a gente não escutava mais falar”, lembra.

Ela montou uma estratégia de forma a empregar apenas ingredientes de primeira linha nos produtos – um ponto comum a quase todos os negócios do nicho gourmet – e desenvolveu 15 sabores doces e sete salgados. “Montei a empresa com cabeça de publicitária. Criei uma marca e agora quero crescer, abrir franquia talvez a partir de 2014”, diz Mariana, que estuda montar uma cozinha central para turbinar a produção.

Uma estratégia, aliás, que segundo a consultora Luisa Mandetta é determinante para a sobrevivência dos negócios no segmento. “Geralmente, a venda no balcão não é suficiente para equilibrar os custos fixos desses empreendimentos. Pensar em formas de ganhar escala e vender em diversos canais é uma maneira de permanecer saudável”, indica.

Sonia Bonifazi, da Conti Confetteria, sabe disso. Ela pagou cerca de R$ 183 mil para adquirir a licença da marca italiana de amêndoas confeitadas no País. Mas o faturamento mensal de R$ 40 mil a R$ 70 mil na loja da Alameda Franca, lançada em 2011, ainda não paga o negócio.

“Eu pensei que o retorno seria mais rápido. O brasileiro ainda não conhece o produto”, afirma Sonia, que investe hoje no mercado de eventos sociais e corporativos para ampliar os resultados. Atualmente, a cada dez clientes que entram na loja, quatro são noivos preparando a festa de casamento. Um a cada cinco são clientes corporativos. “Recebo de 15 a 20 clientes por dia. Eles ficam uma hora aqui dentro”, conta a empresária.

:: Para acertar ::

Qualidade
O modelo gourmet pressupõe cuidado especial do negócio com o processo de fabricação. Assim, é consenso entre os empreendedores do setor que a escolha dos ingredientes passa pela qualidade.

Ganhe escala
A atmosfera caseira deve funcionar da cozinha para fora. Do lado de dentro, invista na automação. Existem máquinas que entregam quantidade sem perder a qualidade.

Além do balcão
Geralmente, a venda no balcão não é suficiente para equilibrar os custos fixos desses negócios. Portanto, invista em vender para o segmento corporativo e aposte muito nas vendas online.

Ponto certo
Não é à toa que parte considerável dos negócios buscam os bairros dos Jardins e Pinheiros. Essas regiões funcionam como caixas de ressonância para os hábitos de consumo das classe A e B.

Parcerias
Uma estratégia que deve ganhar força nos próximos meses é a costura de parcerias entre empresas do setor – produtos de lojas distintas, que se complementam, para a formatação de ações pontuais de venda e marketing.

Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
Fonte: Estadão

Novos produtos | Food Huggers usou o site Kickstarter para sair do papel e promete preservar os alimentos cortados



Empresa cria capa para vedar frutas e legumes cortados e preservá-los por mais tempo. O material, feito de silicone, promete preservar por mais tempo as sobras de alimentos que ainda serão usadas.


Pedaços de alimentos cortados, como metades de maçãs, podem escurecer se não forem embrulhados de forma adequada. Foi pensando em resolver esse problema que as duas empreendedoras da Food Huggers criaram capas de silicone para armazenar sobras de frutas e vegetais que ainda serão utilizadas.









O objetivo delas com esse novo objeto é preservar por mais tempo os pedaços de alimentos que serão guardados. Os produtos também prometem proteger mais alguns deles, como cebola, e não deixar que o seu odor seja absorvido por frutas e legumes que estão armazenados no mesmo ambiente.

O design da capa foi pensado para vedar diversos tipos de alimentos. Para abacates, a capa preenche o espaço do caroço, garantido a vedação. A empresa também pensou em variantes da capa que podem ser usadas para tampar latas.


As empreendedoras Michelle Ivankovic e Adrienne McNicholas apresentaram seu projeto, que está em fase de protótipo, no site de financiamento coletivo Kickstarter. Em 1 mês, captaram 720% do objetivo e já devem estar produzindo. Quer comprar? Visite: https://www.trycelery.com/shop/3b2pby

Mande de presente para mim que eu testo!

Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios - jonylan@mktmais.com

Fonte: estadão, Food Huggers

Marketing Digital | 4 mitos sobre internet que os empreendedores ainda seguem


Veja o que as pequenas empresas ainda acreditam que é bom fazer, mas não dá mais certo quando o assunto é marketing digital


Cada vez mais promissor, o marketing digital pode fazer com que pequenas empresas atinjam um alcance enorme, sem gastar fortunas com publicidade. Mais democrático, os especialistas enxergam este como o meio de divulgação mais poderoso dos próximos anos. O problema é que, como quase tudo na internet, a informalização e o jeitinho reinam.

Com isso, muitos empreendedores não dão a devida importância e acabam criando ações improvisadas, sem métricas nem objetivos bem definidos. Para acabar com os mitos sobre marketing digital, os especialistas Thiago Costa, professor de comunicação e mídias sociais da Faap, e André Siqueira, diretor de marketing e sócio-fundador da Resultados Digitais, falam sobre as principais ideias equivocadas sobre o assunto que muita gente ainda tem.

1. E-mail marketing sempre compensa

Durante muito tempo, os empresários fizeram um uso indiscriminado do e-mail marketing. Enviando mensagens a muita gente, sem objetivos nem métricas de resultado. Alguns defendem que a era desta ferramenta está quase no fim e pode não valer a pena investir. “Se a gente pensar, já temos uma geração que nem lê e-mail mais. Dependendo do seu público-alvo, não faz sentido ter esse tipo de atividade”, indica Costa.

Alguns empresários, no entanto, ainda estão comprando listas de e-mails e enviando mensagens sem critérios. Para Siqueira, a estratégia pode ser boa, desde que bem pensada. “A gente vê muita gente achando que não funciona mais, que as pessoas estão nas mídias sociais. A gente sempre acreditou em mídias sociais, mas o e-mail marketing ainda é uma mídia poderosíssima, com taxas de cliques mais de 10 vezes maior que as mídias sociais”, diz Siqueira. A conclusão é que a ferramenta pode ser boa, se o seu público quiser receber as mensagens e tiver afinidade com este tipo de comunicação.

2. Sem dinheiro, não tem como ter presença online

Outro mito comum é de que as coisas só funcionam para empresas que investem muito dinheiro. É fato que o retorno pode ser proporcional ao investimento, mas é possível se destacar com estratégias bem elaboradas. “A gente ouve muito que o micro e pequeno tem dificuldade de orçamento, não tem dinheiro para fazer grandes ações, mas isso não significa que ele não vai poder fazer alguma coisa de forma profissional. Têm fornecedores no mercado que podem suprir necessidade de acordo com o recurso disponível”, explica Costa.

Vale mais a pena incluir este investimento no planejamento da empresa do que deixar a tarefa nas mãos de alguém que supostamente entende do assunto, como um parente ou colega sem capacitação. “Tem que dedicar o mínimo de tempo e dinheiro pra fazer bem, nem que sejam ações pontuais. Para e pensa, ou vai jogar dinheiro fora e gerar uma demanda que não vai conseguir atender depois”, diz o professor.

3. Na internet, tudo é de graça e rápido

Assim como é um equívoco pensar que toda estratégia de marketing digital custa caro, também não é verdade que o resultado acontece sem investimento. “Muita gente acredita que é fácil e barato resolver, comprar listas de e-mails ou fazer mais seguidores. Se você não tiver consistência, dificilmente vai conseguir extrair valor disso”, diz Siqueira.

Mesmo investindo pouco, é preciso ainda investir tempo na produção de conteúdo relevante. “Aí se mistura um pouco o grátis com fácil, algumas empresas acham que por ter uma conta no Facebook, já sabem fazer marketing digital. Existe um investimento em capacitação que é necessário. Se não for bem feito, não dá resultado. Se for bem feito, não é grátis”, indica Siqueira.

4. O importante é fazer barulho online

Quando uma campanha ganha status de viral, muita gente é impactada e o retorno tende a ser bastante lucrativo para a empresa. O problema está em gerar todo este buzz sem ter capacidade de atender a demanda. “O empreendedor precisa ter consciência de que há uma possibilidade boa de gerar demanda grande e ver se ele está pronto para atendê-la”, diz Costa.

Segundo ele, não há nada pior do que dizer ao cliente que não pode solucionar sua necessidade por falta de estoque. “Isso acaba com a credibilidade”, afirma. Isso acontece também quando o empresário busca vaidade e volume ao invés de qualidade e resultado. “Não adianta ter um milhão de pessoas e só falar de besteira, cosias que não têm a ver com o negócio. É preciso construir resultados”, afirma Siqueira.

Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Exame

Empreendedorismo | livro Disciplined Entrepreneurship dá 24 passos para ser uma startup de sucesso

Empreendedores já nascem empreendedores? Para Bill Aulet, diretor do Centro de Empreendedorismo do MIT, é possível ensinar praticamente qualquer um a empreender. No livro, Disciplined Entrepreneurship, lançado neste mês nos Estados Unidos, Aulet defende que existem 24 passos até que uma startup alcance o sucesso. Seguindo sua fórmula, é possível aprender a empreender.

Como o nome do livro indica, Aulet acredita que empreendedores de sucesso têm uma característica importante em comum: disciplina. Segundo a obra, empreendedores de sucesso não nascem com nada especial ou diferente do resto do mundo, mas têm a capacidade de pensar em produtos bons de verdade.

É para criar algo inovador que Aulet propõe que os empresários sigam seus 24 conselhos. Ele fala sobre a importância de ter foco, ensina sobre os principais obstáculos enfrentados e explica como se destacar dos concorrentes.

Além de diretor do Centro de Empreendedorismo do MIT, Aulet é professor da Sloan School of Management, também no MIT, foi executivo da IBM e ajudou a lançar várias startups.

Em entrevista ao The Boston Globe, o autor diz que o ensino de empreendedorismo não segue as regras tradicionais. “O empreendedorismo pode ser ensinado. Ele está sendo ensinado como matemática em sala de aula? Não. Tem que ser ensinado de uma maneira diferente. É difícil ensinar empreendedorismo, mas fazemos isso o tempo todo. Isso não significa que você é sucesso garantido. Mas o empreendedorismo precisa ser pensado como uma disciplina”, disse.

No livro, cada capítulo traz um passo para o sucesso. As dicas são divididas em seis grandes temas: quem é o seu consumidor, o que você pode fazer por esses consumidores, como ele compra hoje, como você ganha dinheiro com este produto, como este produto será desenhado e construído e como o negócio vai ganhar escala. O primeiro passo é fazer uma segmentação adequada do seu mercado.

Veja no vídeo abaixo o professor falando um pouco sobre o livro, em inglês:


Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Exame

Gestão e Estratégia | os 7 erros de Eike Batista na queda do grupo EBX

Histórias de sucesso inspiram. Histórias de fracasso ensinam. Como executivos e empresários de qualquer setor podem aprender com a incrível ascensão e a fulminante queda de Eike Batista?

Em seu livro Como as Gigantes Caem, o pesquisador americano Jim Collins afirma que as grandes corporações passam por cinco estágios até sua morte definitiva. São eles: o excesso de confiança proveniente do sucesso, a busca indisciplinada por mais, a negação de riscos e perigos, a luta desesperada pela salvação e a entrega resignada à irrelevância.

Essas fases costumam levar anos, décadas — muitas vezes, gerações. Grandes empresas não passam do sucesso ao fracasso do dia para a noite. É por isso que a história do empresário brasileiro Eike Batista chama tanta atenção. Nunca se viu queda tão rápida como a do grupo EBX, controlado por Eike. Sob a ótica de Collins, ele levou meses para percorrer etapas que, em situações normais, levariam décadas.

De 2005 a 2012, Eike Batista captou investimentos de 26 bilhões de dólares para as empresas que levou à bolsa. Também financiou o conglomerado com o sempre solícito BNDES, cujas operações com o grupo EBX somam 10,4 bilhões de reais, e por bancos privados como Bradesco e Itaú.

As empresas X foram desenhadas para atuar de maneira complementar nos setores de mineração, energia, petróleo, logística e construção naval. Todas partiram do zero e tinham data marcada para entregar resultados. O prazo chegou, mas o resultado não veio. Hoje, Eike acumula dívidas, tem investimentos enormes a fazer, pouco dinheiro em caixa e, pior, ninguém está disposto a financiá-lo.

Diante da crise, o grupo EBX está em liquidação. O golpe potencialmente fatal aconteceu no dia 1o de julho, quando sua principal empresa, a petroleira OGX, anunciou que iria parar de investir em seu maior campo de petróleo. Em 2013, as ações da OGX caíram 90%. Em um ano, as empresas de Eike perderam 23 bilhões de reais de valor de mercado.

O que explica queda tão rápida? Nas últimas semanas, EXAME ouviu ex-funcionários, executivos do grupo e especialistas em gestão para listar os erros que levaram ao colapso em curso atualmente. Se casos de sucesso servem de inspiração, histórias como a de Eike Batista são um alerta para qualquer empresário ou executivo.

Oferecem lições em áreas tão distintas quanto estratégia de remuneração de executivos e jeito certo de diversificar negócios sem colocá-los em risco. Os sete maiores erros de Eike são descritos a seguir, um roteiro acabado do que não fazer.

1 Diversificou, mas concentrando riscos

Um dos grandes truísmos do mundo dos negócios é aquele que prega a diversificação como melhor forma de reduzir riscos. Eike criou um grupo que chegou a ter 16 empresas — mas de uma maneira que concentrou riscos em vez de espalhá-los.

Seu conglomerado atuava em mercados que vão do petróleo, com a OGX, ao entretenimento, com a IMX, que organiza os espetáculos do Cirque du Soleil no Brasil. Mas, por trás de tanta diversificação, estava um grupo altamente dependente de suas cinco principais empresas — feitas para auxiliar umas às outras .

Uma estrutura ótima quando as coisas vão bem, já que uma puxa o crescimento da outra. Porém, quando um dos negócios entra em parafuso, o resto corre o risco de ir junto. Entra-se no pior dos mundos: um empresário com atenções divididas entre mais de uma dezena de empresas, todas complexas, e com uma contaminando a outra.

Grupos que diversificam com sucesso o fazem aos poucos, tendo como eixo central uma empresa sólida e rentável. Finalmente, para se proteger, um conglomerado entra em negócios que sofrem efeitos diferentes em caso de crise. Assim, um mau ano na unidade de mineração da Votorantim, por exemplo, pode ser compensado pelo sucesso da área de cimentos.

No caso de Eike, nada disso aconteceu. O eixo do grupo era a petroleira OGX — um projeto de alto risco que acabou indo à lona — e, como eram novatas e carentes de financiamento, as demais empresas sofreram igualmente com a crise de confiança que abalou o grupo.

2 Não protegeu a empresa de seus próprios defeitos

Empreendedores de sucesso imprimem na cultura de suas companhias traços marcantes de suas personalidades. É comum que sejam geniais, teimosos e pouco afeitos a compartilhar seu poder. A Apple é tão revolucionária e misteriosa quanto era seu criador, Steve Jobs. Elie Horn manda no dia a dia da construtora Cyrela até hoje.

Há um bom motivo para isso — como criaram companhias bem-sucedidas, é mesmo provável que eles entendam como poucos das peculiaridades de seus setores. No caso de Eike, seu arrojo, destemor e poder de convencimento foram fundamentais para transformar o grupo EBX num gigante. Ele mesmo se dizia um criador de empresas — mas jamais viria a reconhecer que gestão não era seu forte.

Na hora de administrar as empresas criadas, os mesmos traços de personalidade que eram virtudes fundamentais se transformaram em defeitos.

O otimismo exagerado o levou a fazer pouco de obstáculos que amedrontariam qualquer um, com aquilo que os analistas do Deutsche Bank chamaram de “indisciplina financeira” — Eike pagou o maior ágio da história dos leilões de petróleo do Brasil e depois gastou 5,3 bilhões de dólares numa campanha exploratória que não deu retorno.

Acabou metido em projetos que provou ser incapaz de administrar. No início, trouxe executivos de renome para comandar as empresas, como Rodolfo Landim, ex-presidente da distribuidora BR. Mas logo escanteava quem o tratava de igual para igual. Os conselhos de administração, repletos de nomes “de peso”, nunca impuseram limites à megalomania de Eike.

A falta de poder dos conselhos é exemplificada por um episódio recente. Em 2012, Eike prometeu um bilhão de dólares para a OGX caso o conselho requisitasse. Mas, como a crise se agravou e ele não quer torrar esse dinheiro, os conselheiros independentes deixaram o cargo. Hoje, o conselho tem apenas quatro membros. Eike, o pai, seu braço direito, o tunisiano Aziz Ben Ammar, e Rodolfo Riechert, presidente do banco Brasil Plural.

3 Guiou-se pelo mercado acionário, e não pela dinâmica de cada setor

Pessoas que trabalham ou que já trabalharam com Eike Batista costumam defini-lo como um exímio vendedor. Tal habilidade foi fundamental para levantar os 26 bilhões de dólares de investidores que financiaram seus negócios. Mas financiar tantas empresas iniciantes no mercado acionário teve um custo alto.

O grupo ficou dependente do preço das ações, encantado com seu próprio sucesso — e se esqueceu de dedicar-se a construir as empresas. Eike inventou um modelo de “criação” de negócios, numa fórmula que, para funcionar, precisava transformar os projetos em empresas com alto valor na bolsa. Foi algo inédito no mundo.

Projetos em setores como petróleo, mineração e energia costumam ser financiados por investidores especializados, que conhecem os riscos de cada setor e estão dispostos a esperar pelos resultados. Mas, como o mercado acionário estava encantado com Eike e disposto a pagar caro, as maiores empresas acabaram abrindo o capital.

O resultado foi um grupo “viciado” em bolsa, em que tudo era guiado pelo preço das ações, da remuneração à estratégia. Desde sua criação, a OGX divulgou 55 comunicados relacionados aos blocos sob sua concessão. Analistas recomendam que o início da produção de um novo campo seja tratado como teste por, pelo menos, quatro meses.

Nesse período, as empresas não costumam divulgar informações porque as previsões podem simplesmente não se confirmar. Mas, contrariando a praxe do setor, na primeira semana de produção de seu campo de Tubarão Azul a OGX informou que esperava 15 000 barris ao dia em cada um dos quatro poços.

Seis meses depois, quando se descobriu que eles tinham capacidade para 5 000 barris ao dia cada um, teve início o colapso da OGX. Enquanto isso, a empresa cometia pecados banais no setor. As petroleiras separam os times de exploração, responsáveis por encontrar petróleo, dos engenheiros que definem se o reservatório tem viabilidade econômica.

A OGX tinha uma equipe de exploração tirada a peso de ouro da Petrobras. Ela era responsável pelas “descobertas” e por embasar os anúncios ao mercado. Faltava, no entanto, uma equipe tarimbada de produção, que efetivamente tirasse o petróleo de lá. Na hora do aperto, ter tantas empresas abertas só potencializou a crise de confiança e acelerou a queda do grupo X.

4 Desenhou uma estratégia tudo ou nada

O sucesso da venda de parte da mineradora MMX para a Anglo American, em janeiro de 2008, inflou o otimismo de Eike Batista. Para ele, aquela era uma prova de que seria possível criar empresas e vendê-las para grandes grupos num curto espaço de tempo. A transação inflou, também, o valor que ele mesmo atribuía às suas ideias.

E deu origem a um plano que ou criaria um dos maiores grupos empresariais do mundo ou terminaria em fracasso. Há cinco anos, começou a tentativa de repetir o sucesso da MMX nos outros setores — cinco empresas do grupo abriram o capital a partir dali.

As empresas cresciam com dívidas elevadas, nenhuma geração de caixa, planos de investimentos ousados e premissas otimistas para o preço das commodities — e, como já foi visto, tudo entrelaçado de forma simbiótica. Uma combinação extremamente arriscada, já que o sucesso final do grupo dependeria de uma miríade de fatores, muitos deles fora de seu controle.

Mas Eike seguiu, firme, em sua tentativa de quebrar a banca. O otimismo era tanto que, em 2010, ele recusou os 7,5 bilhões de dólares oferecidos pela chinesa Sinopec por 40% dos direitos de exploração de seus poços de petróleo na Bacia de Campos. “Era o momento de ter um sócio para dividir o risco, mas prevaleceu a ganância”, diz um executivo que acompanhou as negociações.

Se tivesse vendido parte da empresa na época, a OGX não teria uma dívida de 4 bilhões de dólares e lhe sobraria algum caixa para investir em novos campos. Mas aquele se provou um brutal erro de cálculo. Depois, Eike tentou vender participações em outras empresas, mas não conseguiu e acabou obrigado a administrar todas as companhias e efetivamente colocar, ou tentar colocar, os projetos de pé.

O excesso de confiança fez com que Eike não se preparasse para um cenário em que as coisas não dessem tão certo. “Ele poderia ter usado parte do dinheiro que captou para comprar empresas estabelecidas e rentáveis”, diz o presidente de um banco de investimentos.

“Isso diminuiria o risco de colapso.” Como todos os projetos estão em fase inicial, e ele não tem onde se apoiar, acabou obrigado a colocar à venda todas as suas empresas.

5 Enriqueceu executivos sem enriquecer a empresa

Para atrair profissionais tarimbados para suas companhias, Eike Batista ofereceu pacotes de remuneração extremamente generosos, com base na distribuição de gordos lotes de opções de ações. Se os papéis valorizassem, todos sairiam ganhando. Mas havia um problema.

Ao contrário do que acontece em empresas como a cervejaria Ambev, o pagamento do bônus não era atrelado a indicadores que garantissem a saúde de longo prazo das empresas — mas meramente à cotação das próprias ações na bolsa. Criou-se um paradoxo. Os projetos do grupo EBX eram de longo prazo, mas todos os incentivos financeiros eram ligados ao curto prazo.

Por causa disso, dezenas de executivos que atuavam no grupo ficaram milionários muito antes de as empresas começarem a extrair petróleo, exportar minério, construir plataformas. De 2010 a 2012, os cinco principais executivos da petroleira OGX, por exemplo, embolsaram 129 milhões de reais, de acordo com relatórios da companhia.

Essa estratégia era ótima para os funcionários e péssima para os negócios. Para tornar a coisa ainda pior, Eike aceitou uma sugestão dos funcionários da OGX para cortar de quatro para dois anos o período pelo qual os executivos eram proibidos de negociar o lote de ações que recebiam.

O resultado é que estavam todos vendendo ações próximas do preço recorde sem que uma gota de petróleo tivesse sido extraída do fundo do mar. “O pulo do gato não é oferecer bônus elevados, é incentivar os funcionários a trabalhar pela causa correta”, diz Leonardo Salgado, diretor da consultoria de recursos humanos Hay Group.

6 Confundiu ambição com pressa

Pressa não costuma combinar com bons resultados no longo prazo. Especialistas em gestão e estratégia recomendam que uma companhia comece a diversificar sua atuação apenas quando seu negócio principal estiver maduro a ponto de sustentar as empresas iniciantes — que demoram a engrenar e, fatalmente, perdem dinheiro em seus primeiros anos.

Conglomerados bem-sucedidos costumam seguir essa lógica. O grupo Odebrecht, maior conglomerado brasileiro da atualidade, com mais de 16 empresas, levou 35 anos até partir para seu segundo negócio. De 1944 a 1979, atuou apenas em construção. Hoje, tem empresas de petroquímica, de energia e até de administração de estádios.

O fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann, que compra empresas de dois em dois anos, só parte para o próximo alvo depois de concluir uma reestruturação completa na companhia adquirida antes. Ninguém pode acusar Lemann ou a família Odebrecht de pensar pequeno. A diferença entre eles e Eike está no método, não na ambição.

Eike criou negócios em uma velocidade inédita na história do capitalismo brasileiro, em setores altamente complexos e sem dar tempo para que uma empresa servisse de pilar do grupo. Tudo foi feito ao mesmo tempo para aproveitar o dinheiro farto que vinha de investidores estrangeiros. “Ele subestimou os inúmeros desafios que naturalmente surgiriam em cada um desses projetos”, diz um ex-membro da cúpula da EBX.

7 Promoveu apenas os otimistas

Eike Batista não gosta de más notícias. por isso alçou ao topo da hierarquia o “yes man”, aquele que sempre diz sim ao chefe. O mais notório foi o geólogo Paulo Mendonça, promovido a presidente da OGX em abril de 2012, dois meses antes do início da derrocada.

Considerado no setor um geólogo brilhante, porém otimista demais, Mendonça tornou-se o par aparentemente perfeito para o empresário, que o apelidou de Dr. Oil. Hoje, a amigos, Mendonça reconhece que não queria ser visto como mensageiro de más notícias.

O valor das ações da OGX era impulsionado pelas notícias infladas divulgadas pela companhia, o que enriquecia os executivos e criava um terreno árido para quem dissesse que o rei estava nu. A quem dizia que estava errado, costumava responder com frases como “Quem é o dono disso aqui?” e recebia funcionários perguntando que “boas notícias” tinham para dar.

Marcelo Faber Torres, ex-diretor financeiro da OGX, caiu em desgraça quando se opôs a uma operação financeira arquitetada pelo patrão. No início de 2012, Eike queria captar recursos no exterior usando como garantia a produção futura da OGX. Torres argumentou que o fato de a petroleira ainda não ter produção regular faria com que os investidores exigissem um desconto muito alto para comprar os papéis.

Desgastado, Torres foi demitido em abril. Mendonça, hoje uma espécie de bode expiatório para o fracasso da OGX, era um otimista aparentemente sincero. Uma cópia de sua declaração do imposto de renda de 2012, obtida por EXAME,­ mostra que ele tinha mais de 9 milhões de ações da OGX. Um ano atrás, essas ações valiam 53 milhões de reais. Hoje, valem 5 milhões.

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fontes: Exame

Inovação e Empreendedorismo | como identificar problemas para criar grandes negócios


O empreendedor deve agir como um investigador: enxergando e solucionando problemas para inovar cada vez mais, indica Rafael Duton. O caso do mercado de máquinas fotográficas é um bom exemplo. A evolução tecnológica teve, sem dúvida, enorme impacto nele. As máquinas digitais definitivamente mudaram tudo – e, em tempos de altíssima conectividade, caíram como uma luva para as pessoas que compartilham sua vida com o mundo.

Mas existir o filme e precisar da revelação não era um grande problema para as pessoas. Ninguém deixava de registrar um momento único porque depois teria um enorme transtorno em revelar as fotos. Foram outras soluções que resolveram melhor os problemas que as pessoas tinham.

Basta analisar qual a empresa que mais vendia câmeras digitais em 2005. Kodak? Sony? Canon? Nikon? Não. Quem mais vendeu câmera fotográfica em 2005 foi a Nokia! Isso mesmo, a fabricante de celulares! Pois desde 2003 já se vendia no mundo mais câmeras digitais integradas em telefones celulares do que câmeras independentes.

Um grande problema que as pessoas tinham não era o trabalho de revelar o filme depois de registrado aquele momento inesquecível, mas justamente o de estar com o aparelho fotográfico no momento exato em que se queria registrar o tal momento (e óbvio, poder compartilhá-lo imediatamente!). Poucas pessoas passavam o dia inteiro com suas máquinas digitais no bolso, mas o celular sempre estava lá.

E não foi apenas o aparelho celular que resolveu problemas aproveitando o novo cenário tecnológico. Em 2002, Nick Woodman percebeu que diversos segmentos de clientes buscavam um tipo de solução bastante específica no mercado de fotografia, mas que não havia ainda uma solução realmente adequada. E ele criou a GoPro. O problema que ele identificou que precisava ser resolvido? Capturar imagens de ação. Simples e extremamente específico.

E o que aparentemente poderia ser confundido com algo restrito apenas a praticantes de esportes radicais mostrou ser um mercado gigante: em 2011 a GoPro atingiu faturamento de 250 milhões de dólares. Hoje, o uso do aparelho se estende desde cientistas que enviam astronautas ao espaço, pesquisadores nas profundezas dos oceanos, equipes de resgate em locais remotos (foi usada no resgate dos mineiros chilenos presos na mina em 2010), médicos-cirurgiões, empresas de petróleo, militares... até os mais diversos programas de reality-shows da TV e simples turistas se divertindo em montanhas-russas.

Aos olhos da maioria das pessoas, talvez apenas os praticantes de bungge jump e paraquedismo tivessem esse problema. O próprio empreendedor diz ter iniciado o projeto após uma de suas viagens para surfar, decepcionado de não conseguir registrar os momentos radicais com a devida qualidade. Mas ao se projetar algo tão adequado para resolver o problema desse segmento de clientes, descobriu-se um encaixe perfeito para inúmeros outros.

Empreendedores em busca de negócios inovadores devem agir como investigadores, como médicos que procuram pelas dores de seus pacientes. E considere que:

· Inovações tecnológicas podem mudar completamente alguns mercados, mas os produtos e serviços que realmente fazem a diferença para as pessoas são aqueles que são endereçados adequadamente à resolução de um problema significante;

· Quando se encontra a combinação de um problema muito específico - que ainda não possuiu uma solução exatamente adequada - e que muitas pessoas precisam tê-lo solucionado, é um indício de que realmente pode existir uma grande oportunidade;

· Resolver um problema que você, sua família, grupo de amigos ou colegas de trabalho possuem é um bom começo - não uma garantia de que existirá um grande mercado pra solução criada. Mas, se não resolve o problema de ninguém, não ter mercado passa a ser uma certeza!

A maioria dos problemas não está tão aparente quanto o resolvido pelos celulares com câmeras. Muitos outros já são solucionados pelas pessoas de forma parcial ou adaptada, tornando-se mais difíceis de serem percebidos. Daí vem a extrema necessidade do empreendedor de desenvolver e aguçar seu faro para desvendar problemas. 

Abs, 

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios 
jonylan@mktmais.com

Fontes: Exame, Endeavour

Gestão | 8 ferramentas de marketing essenciais para empreendedores


Especialista afirma que as ferramentas não podem ser vistas de forma isolada, pois sua aplicação deve estar orientada a intenções estratégicas da empresa. Então quais são as ferramentas de marketing indispensáveis para empreendedores? Respondido por Eduardo Andrade, especialista em marketing.

A principal crítica que se faz à busca desenfreada por ferramentas de marketing está na crença superdimensionada de que elas são recursos salvatorianos para remediação de qualquer mal. Embora sejam extremamente úteis, não podem ser vistas de forma isolada. Sua aplicação deve estar orientada a intenções estratégicas e sistêmicas da organização, seja ela de que porte for.

Jovens ou inexperientes gestores tendem a se tornar condicionados ao uso das ferramentas de gestão, atraídos pelo caráter prático e objetivo delas. Essa postura vulnerável pode gerar uma miopia para elementos igualmente importantes como abstração de conceito e capacidade crítica e analítica de ambientes. Citando Shaw, "para todo problema complexo, existe uma solução clara, simples e errada". Portanto, o uso de ferramentas é condição necessária, mas não satisfatória para garantir o sucesso na gestão de marketing.

1. Benchmarking
É o método sistemático de procura por melhores processos, ideias inovadoras e procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior. Importante lembrar que o verdadeiro benchmarking tem como princípio a inovação e não a cópia de ações desenvolvidas pela concorrência. Por isso, sua prática não se deve restringir apenas ao setor de atuação da empresa.

2. Servqual
É uma escala concisa de múltiplos itens, com boa confiabilidade que as organizações que atuam com serviços podem usar para compreender melhor as expectativas e percepções dos seus consumidores. Ele fornece um esqueleto básico através das suas declarações de expectativas/percepções para cada uma das cinco dimensões da qualidade do serviço: tangibilidade, confiabilidade, suscetibilidade, garantia e empatia.

3. CRM (Customer Relationship Management)
É uma integração de processos de produção, distribuição, vendas e marketing, de forma orientada ao cliente. Com isso busca-se conquistá-los, aumentar a satisfação dos atuais e estimular neles a fidelidade visando maior lucratividade para a empresa. Mais do que uma ferramenta, o CRM é uma filosofia de gestão baseada em marketing de relacionamento. Existem diversas soluções tecnológicas disponíveis no mercado para suportar o conceito original de relacionamento.

4. SWOT ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças)
Sistema de análise de ambiente que, por sua facilidade de compreensão e uso, é utilizada em diversos negócios. Objetiva entender o cenário momentâneo e identifica o posicionamento das marcas ou produtos que fazem parte da análise.

5. Segmentação de mercado
Processo de identificação, dentro de um mercado, de um subgrupo de clientes cujas necessidades, desejos e/ou recursos são diferentes de tal modo que os faz responder de forma diferenciada a determinados estímulos de marketing. Com essa prática as empresas podem, por exemplo, priorizar ações de marketing para clientes mais rentáveis e direcionar recursos de menor custo para clientes menos importantes.

6. Sistema de informações de marketing (S.I.M.)
Pessoas, equipamentos e procedimentos dedicados a coletar, classificar, analisar, avaliar e distribuir as informações necessárias de maneira precisa e oportuna para aqueles que tomam decisões de marketing.

7. Pesquisas de marketing
Fazem parte de um S.I.M. É a concepção, coleta, análise e comunicação em bases sistemáticas de dados, das descobertas relevantes de marketing para uma empresa. Tem grande valia no processo de tomada de decisões.

8. Plano de marketing
Documento formal que resume o entendimento sobre o mercado com suas tendências e peculiaridades. Aponta a forma como a empresa almeja atingir seus objetivos de marketing dadas as limitações de recursos da empresa. Geralmente, é apresentado em três etapas: planejamento, implementação, avaliação e controle.

Abs, 

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios 
jonylan@mktmais.com

Fonte: ExamePME