Dicas de Marketing – 1: Alianças

Uma das estratégias mais comuns que existem é fazer alianças. Você sabia que a Fiat vende motores para a GM na Europa? E no Brasil os motores da GM equiparam carros da Fiat? Sim, alianças entre concorrentes pode parecer o cúmulo do absurdo, mas o importante é o ganho que isso pode dar para a sua empresa, organização ou relacionamento pessoal. Quantos de vocês já não fizeram uma aliança com os membros de um grupo da escola ou faculdade para terminar um trabalho.

Claro, para tudo tem um objetivo, uma intenção, um interesse. Esse é o poder de se fazer alianças. O casamento é um típico exemplo de aliança econômica do lado racional. Duas pessoas dividem a mesma geladeira, o aluguel, o condomínio e até o carro. Já imaginou a mesma estrutura para duas pessoas, o custo que isso não daria?

Uma empresa funciona da mesma forma. Uma padaria pode fazer aliança com o seu fornecedor dando exclusividade para seus produtos e comprar com preços menores, aumentando a sua margem de lucro. Um estacionamento pode fazer a aliança com um restaurante e dar um desconto para os clientes que forem almoçar, garantindo fluxo de ocupação de espaço no estacionamento. Uma banca que vende bijuterias em uma feira pode se aliar a outra que vende bolsas para que uma indique os produtos da outra aos clientes ou simplesmente, venderem os mesmos produtos, sendo que uma é dona das bijus e a outra das bolsas. Uma loja de informática pode se aliar a uma de telefonia celular e aumentar a gama de produtos aos clientes de ambas as lojas.

A empresa pode ser pequena, média ou uma mega empresa. Não importa o tamanho dela, o que importa é o resultado que a aliança irá trazer. No passado a TAM fez uma aliança com a Varig e puderam compartilhar as mesmas rotas, economizando e maximizando o número de assentos ocupados. Sua empresa não pode deixar de ter alianças. Elas lhe dão mais coesão em seu mercado e podem lhe proteger até de concorrências desleais. Enfim, aliança é isso, é a união de duas ou mais empresas com um fim comum de ganha-ganha.

O Fim do Marketing?

Depois de assistir a várias palestras neste ano, de celebridades, best-sellers, etc. A última deixou um recado interessante. O Marketing de Kotler morreu! Ééééé, exatamente, as teorias de Kotler, a exaltação dos 4P’s, a idéia de satisfazer as necessidades dos clientes, já e-r-a. Mas não desanimem, não dá para ler nas entrelinhas. Mas o fato é que há duas vertentes, uma que toda boa prática se torna uma teoria, e que toda teoria vem de uma boa prática. O resto é teoria da teoria das coisas que podem acontecer sem que ninguém tenha feito ainda. Como ciências sociais aplicadas, o marketing é uma prática e como uma história, ela representa os fatos, as histórias e os reflexos de um momento, um povo, um comportamento, um local, uma cultura e tudo o mais. Mas para tudo há bases estruturais e podemos dizer que as teorias de Kotler e outros são reflexos de momentos pelo quais passam as sociedades. Mas tudo muda, tudo é acrescido, como a moda que vai e volta, muda de cara, mas o tecido continua o mesmo, a linha é a mesma, mas a forma de entrelaçar é que muda.

Quem disse que um pedaço de tira da sobra de um tecido não poderia se tornar numa fita de chapéu de mulher, tempos depois se transformaria em um cinto e depois em uma faixa amarrada na altura do abdômen. São os tempos, são as modas, são as necessidades ou são as adaptações da evolução da sociedade?

Uma coisa é certa, quem não inova, quem não se adapta, morre e não serão as teorias do Kotler que irão destruir o seu negócio e sim você que não soube utilizar da estrutura da sociedade para transformar o Marketing em ferramenta de resultados.

Exposição em Supermercados

Um cliente comum não percebe, mas os produtos que estão expostos em grandes quantidades em um supermercado quase sempre acabam pagando para estarem lá! Mas nem tudo está perdido, afinal o cliente sai ganhando, ou melhor, paga menos. Quem acaba pagando a conta é o fornecedor, que se vê forçado a pagar para promover o seu produto. É como se a prateleira, gôndola para os marketeiros, fosse a "luva" do ponto comercial. Quem paga mais, fica com os melhores lugares, aqueles localizados na altura dos olhos. Então vamos pensar, margens reduzidas, preços pequenos, vendas enormes e quem paga o pato? Claro que não é o cliente, é o fornecedor! A exposição fica por conta deles também, o supermercado é apenas mero coadjuvante. Mas também são bonzinhos. As vezes os repositores dos supermercados são generosos e sempre colocam os produtos nos lugares certos. Recaptulando, exposição paga x não paga. Promotores é de fornecedor e repositor é de supermercado. Um paga a conta para expor, o outro ajuda com a outra metade e quem sai ganhando é o cliente! Bom pelo menos em uma coisa eles têm em comum, o cliente final. Mas será?