Estratégia de Marketing | Microsoft lançará novo Xbox em 21 de maio antes do Playstation 4 da Sony

Para tentar "minar" os efeitos do lançamento do Playstation 4, a Microsoft lançará o novo videogame após 8 anos da chegada do modelo 360, que se tornou uma das principais plataformas da empresa. Será que ela terá sucesso? Com certeza a experiência da realidade virtual envolverá todos os pontos altos do lançamento, ou será um fiasco! 

A Microsoft programou o lançamento da nova versão do Xbox para algumas semanas antes do evento mais importante do setor, a feira E3, que será realizada em junho em Los Angeles Los Angeles - A empresa americana Microsoft anunciou nesta quarta-feira que lançará seu novo videogame Xbox (720) no próximo dia 21 de maio em um evento que será realizado em sua sede, situada em Redmond, no estado de Washington.

A Microsoft lançará o novo videogame após 8 anos da chegada do modelo 360, que se tornou uma das principais plataformas da empresa.

O Xbox 360, lançado em 2005, foi atualizado em 2010, quando o Kinect (sensor de movimentos) foi apresentado.

O videogame em questão encerrará suas atividades como o console mais vendido dos EUA, um título que ostenta há 27 meses, segundo dados da NPD Group.

A Microsoft programou o lançamento da nova versão do Xbox para algumas semanas antes do evento mais importante do setor, a feira E3, que será realizada em junho em Los Angeles, onde a Sony, sua principal concorrente no setor, também lançará sua nova aposta, o esperado Playstation 4.

O lançamento poderá ser acompanhado em tempo real no site do videogame (xbox.com) e também pelo sistema Xbox Live.

JOGOS USADOS

O novo console de videogame da Microsoft precisará de conexão permanente com a internet para funcionar e vai impedir que jogos de segunda mão rodem nos equipamentos.

As informações são da revista "Edge", que cita fontes próximas ao desenvolvimento do próximo Xbox.

Ao comprar um jogo, o usuário do novo console deve ativar um código que ligará o game ao novo Xbox. Se o disco for inserido em outro console, não funcionará, em tese.

O sucessor do Xbox 360 também terá capacidade de rodar discos Blu-ray (função já presente no PlayStation 3, da rival Sony) e será equipado com um chip AMD de oito núcleos a 1.6 GHz e 8 Gbytes de RAM. A capacidade do disco do console permanece, até o momento, indefinida.

Ainda segundo a revista, o novo Xbox será lançado com nova versão do sensor de movimentos da Microsoft, o Kinect, que deve vir integrado ao console.

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fontes: Exame, Folha de São Paulo

Novos produtos | Dog's Care lança fraldas do Bidu para cachorros

Quem tem um pet em casa sabe que os donos de animais, normalmente não abrem mão da companhia do seu cãozinho. Mas é comum que nem todos os cachorros sejam disciplinados, principalmente quando se trata do local para o xixi. Pensando na liberdade e tranquilidade dos proprietários de pet, e também na preservação do meio ambiente, a Dog’s Care apresenta a nova linha de Ecofraldas do Bidu – aquele simpático cachorrinho da Turma da Mônica – com modelos exclusivos para machos e fêmeas.

Além do uso durante o período de cio para as fêmeas, o uso das fraldas também é indicado para cães machos que sofrem com a demarcação de território, estragando assim móveis e utensílios dentro de casa e causando constrangimento durante viagens. E também para cachorros com problema de incontinência urinária, que não conseguem segurar o xixi e para aqueles que não fazem xixi no lugar certo.

Além do conforto que proporcionam aos cães, pois possuem a mesma tecnologia utilizada nos produtos para bebês, as linhas terão embalagens e fraldas estampadas com historinhas em quadrinhos envolvendo a Turma do Bidu (Bugu, Floquinho, Monicão, Fifi e Bidu). E o melhor de tudo é que o produto não agride o meio ambiente. As fraldas são feitas com material oxi-biodegradável, por isso levam o selo de sustentabilidade da Turma da Mônica, com o personagem Chico Bento.


*Embalagens com 10 ou 20 unidades
*Fêmea – tamanhos: PP, P, M e G
*Macho– tamanhos: P, M, G e G
Onde? www.cobasi.com.br

Mais informações em www.dogscare.net

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Jony Lan
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Fonte: Notícia Expressa

Palestras direcionadas a profissionais e estudantes de marketing serão realizadas no Brazil Promotion Road Show Belo Horizonte

As apresentações serão gratuitas e acontecerão no dia 25 de abril, durante a maior feira de marketing promocional do país.

Durante o Brazil Promotion Road Show Belo Horizonte serão realizadas diversas palestras em parceria com as principais entidades do setor. AMPRO (Associação de Marketing Promocional), POPAI (The Global Association for Marketing at Retail – Brasil) e ABEOC (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) abordarão e atualizarão os profissionais e estudantes de marketing com conteúdos e tendências sobre marketing promocional. As vagas para as palestras são limitadas, sujeitas à lotação da sala. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não perecível, que será direcionado para a ONG Projeto Fred.

Segue programação das palestras:
Tema: 'Obtendo resultados com tecnologias emergentes.'
Horário: 10h às 10h40
Palestrante: Ronaldo Gazel – sócio-diretor da Gaz Games

. Panorama dos novos e empolgantes cenários multidisciplinares da comunicação digital
. Reposicionamento em relação às tecnologias emergentes
. Gameficação
. Promogames
. Advergames
. Instalações/mashups baseados na fusão dos universos online e offline.

Tema: 'Gestão e profissionalização das empresas de eventos'
Horário: 11h20 às 12h
Palestrante: Rodrigo Cordeiro, diretor de capacitação da ABEOC-SP e diretor da Acqua Consultoria

. Momento e tendências do mercado de eventos
. Uma visão, um plano
. Profissionalização das empresas de eventos
. Estrutura, planejamento, equipe, gestão e certificação

Tema: 'O Varejo no Brasil e no mundo: cenários e tendências.'
Horário: 14h00 às 14h40
Palestrante: Ana Cláudia Costa – diretora executiva do POPAI Brasil

. Uma visão do varejo brasileiro
. Principais tendências
. Cenários mundiais
. Principais players
. O novo consumidor
. Novos canais

Tema: 'Programa Turismo de Negócios & Eventos de Belo Horizonte.'
Horário: 15h20 às 16h
Palestrante: Thadeu Chaves Tolentino Neves, gerente do programa de turismo de negócios e eventos de BH, BID/FUMIN – Sistemas FIEMG

. Trabalho em rede, conceitos e ferramentas
. Oportunidades de negócios em eventos para empresas de BH e região
. Brindes artesanais para eventos
. Ações 2013

Tema: 'Varejo 3.0. As marcas estão preparadas?'
Horário: 16h40 às 17h20h
Palestrante: Ana Cláudia Costa – diretora executiva do POPAI Brasil
. Varejo 2.0 e Varejo 3.0 – as principais mudanças
. Como as empresas devem se preparar
. Cases de sucesso

Tema: 'O LIVE MARKETING. A ideia inovadora e o que há de novo no mercado.' Horário: 18h às 18h40
Palestrantes: Renato Villamarim – diretor Regional MG da AMPRO e dirigente do GUIA MKT Promocional e Alexa Carvalho Pereira – sócia-diretora de Atendimento/Planejamento da agência ETC &  TAL, especializada em marketing promocional

. Novo conceito de Marketing promocional. A AMPRO e o Live Marketing.
. A ideia e os eventos autorais. Ao vivo é melhor
. Como o cliente entende a ideia de inovação e criatividade? Ousar é correr riscos?
. O mercado mineiro x o mercado paulista. Quem valoriza a ideia?
. Como devemos formar profissionais na nova visão do Live Marketing?

Serviço:
Brazil Promotion Road Show BH
Data: 25 de abril de 2013
Horário: 10h às 18h
Entrada para as palestras: 1 kg de alimento não perecível
Vagas: sujeitas à lotação da sala
Local: Imperador Eventos
Endereço: Av. do Contorno, 8657 – Gutierrez
CEP: 30110-059 – Belo Horizonte – MG
Site para mais informações e cadastramentos:
www.brazilpromotion.com.br/roadshow2013


Brazil Promotion Road Show Campinas
Brazil Promotion Road Show CampinasVocê é nosso convidado especial para visitar a exposição Brazil Promotion Road Show, versão itinerante de um dia da maior feira de marketing promocional do país, que será realizada em Belo Horizonte.

- Exposição com os fornecedores mais expressivos do setor.
- Novidades e lançamentos em brindes, produtos e serviços para campanhas, eventos corporativos, ações promocionais e de merchandising no ponto de venda.
- Produtos promocionais sustentáveis e ideias para as comemorações visando a Copa das Confederações e Copa do Mundo.
- Business, entretenimento e relacionamento. 

Confira também a programação de palestras sobre tendências de marketing promocional. Para participar, basta doar 1kg de alimento não-perecível, que será destinado à ONG Projeto Fred.
Brazil Promotion Road Show Campinas
Brazil Promotion Road Show Belo Horizonte
Brazil Promotion Road Show Belo Horizonte


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Jony Lan
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Fonte: Agenda Comunicação Integrada

Novos produtos | Crystal lança água em garrafa de 1 litro do mercado

Em bebidas e outros produtos, uma estratégia para lançar um "novo produto" é apenas lançá-lo em embalagens e tamanhos diferentes, mas o conteúdo é sempre o mesmo! A Coca-Cola Femsa Brasil lança a embalagem de 1 litro da água mineral Crystal sem gás. Essa é a primeira marca envasada no Brasil em garrafa de PET com esse volume. A embalagem tem tampa esportiva para facilitar o consumo em movimento. Segundo a engarrafadora, a nova embalagem foi criada devido à demanda do mercado. “Estamos atentos às necessidades do nosso consumidor e confiantes de que a nova embalagem de água mineral Crystal irá agradar”, afirma Luciane Chimenti, gerente de não-carbonatados da Coca-Cola Femsa Brasil.

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Fonte: embalagemmarca

Novos negócios | 'Angry Birds' criará 32 playgrounds nos shoppings do Brasil

Rovio cria três modelos de playgrounds de 'Angry Birds' percorrerão 32 shoppings no país. Parquinhos fazem sua estreia em julho, durante férias escolares. Acorda Galinha Pintadinha!!!!

A Rovio, criadora do game “Angry Birds”, e a administradora de shoppings BRMalls anunciaram nesta quarta-feira (17) parceria para criar espaços de entretenimento baseados nos games para smartphones, tablets e videogames com os pássaros furiosos. Entre julho de 2013 e julho de 2014, três modelos de playgrounds baseados nos jogos percorrerão 32 shoppings administrados pela BRMalls no Brasil. De acordo com a companhia, foram investidos R$ 5 milhões, incluindo royalties, construção dos espaços de atividade e verbas de marketing.

Além de levar os playgrounds para shoppings da rede, serão feitos eventos comemorativos durante o ano em que os três parquinhos ficarão viajando. Os playgrounds fazem sua estreia em julho, durante as férias escolares. As atrações serão lançadas primeiro em shoppings de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Curitiba e se extenderão para outras cidades com centros comerciais administrados pela operadora.

A maior parte das atrações nos três modelos de espaços será gratuita. Os formatos serão adaptados para os diversos tipos de shoppings da administradora. "Os parques serão gratuitos, mas haverá atrações pagas como, por exemplo, as garras que permitem tentar pegar bichinhos do Angry Birds. Ainda não temos informações de como será feita a cobrança destes brinquedos, se usaremos fichas ou algum tipo de ingresso", disse Ruy Kameyama, diretor de operações da BRMalls.
Imagem do projeto do parque de Angry Birds (Foto: Divulgação/BRMALLS)

"Temos parques na China, Europa e nos EUA", disse Peter Vesterbacka, diretor de marketing da Rovio. "É ótimo poder trazer parques para os milhões de brasileiros. O país será o centro do mundo nos próximos anos com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e é muito bom estar aqui no país".

Três tipos de parque
O parque maior terá 250 metros quadrados e contará com uma tirolesa com mais de 10 metros de altura, além da torre de saída com 7,5 metros. Haverá ainda parede de escalada de 6,8 metros com 60 garras inspiradas pelos pássaros do game, um tobogã em forma de espiral, áreas com jogos e cercado com bichinhos para as crianças menores. Também haverá espaço para tirar fotos.

O segundo projeto terá área de 200 metros quadrados e terá um simulador de queda livre com sete metros de altura. O destaque será um estiligue para lançar porcos. Haverá um castelo dos porcos, onde as crianças poderão entrar e salvar os ovos dos Angry Birds. Para as crianças menores, haverá balanços na forma dos personagens.

O terceiro projeto terá uma roda gigante como principal atração, uma pista de boliche - as bolas serão os pássaros - e espaço com estilingue para lançar os pássaros.

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Fonte: G1

Fusão | juntas, Kroton e Anhanguera Educacional atendem mais de 1 milhão de alunos

Vantagem competitiva | Juntas, as companhias atendem um milhão de alunos no país. A tendência será continuar comprando mais instituições de ensino, mas um passo importante pode ser a aquisição de instituições fora do país para poder ganhar relevância e uma ponte para os alunos tramitarem entre as instituições no exterior, exigências de cursos para ter mais notas no MEC.

A rede de ensino privado Kroton Educacional anunciou nesta segunda-feira (22) um acordo para incorporar a Anhanguera Educacional, em uma operação envolvendo ações e avaliada em cerca de R$ 5 bilhões.

A fusão das duas maiores companhias de ensino de capital aberto do país cria uma gigante com valor de mercado de cerca de R$ 12 bilhões. Segundo as empresas, a associação formará o maior grupo de educação do mundo em número de alunos e em valor de mercado.

O anúncio fez dispararem as cotações das ações das duas companhias. No final do pregão desta segunda-feira, os papéis da Kroton Educacional fecharam com alta de 8,4%, enquanto os da Anhanguera ganharam 7,76%.

A nova companhia englobará um universo de aproximadamente um milhão de alunos. A operação, no entanto, ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"Nós já éramos a primeira e a terceira maiores companhias do mundo em valor de mercado e juntas somos mais que o dobro que a segunda maior companhia de educação do mundo, a New Oriental", afirmou, em teleconferência com analistas, o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, que será o futuro presidente-executivo da empresa combinada.

Kroton Educacional compra grupo Uniasselvi por R$ 510 milhões Sob os termos do acordo, a Kroton irá adquirir a totalidade das ações da Anhanguera, considerando a relação de troca de 1,364 ação ordinária da Kroton por cada papel da mesma classe da Anhanguera.

Após a conclusão da incorporação da Anhanguera, o controle da nova companhia permanecerá disperso, com a Kroton detendo a parcela majoritária de 57,48% da nova empresa formada e a Anhanguera 42,52%.

A Kroton vai emitir 198.763.627 de novas ações para incorporar a Anhanguera. A ação da Kroton encerrou na sexta-feira cotada a R$ 25,14, o que conferia à transação um valor de R$ 4,99 bilhões.

"A companhia combinada seguirá listada no Novo Mercado da BM&FBOVESPA e as companhias esperam que a associação também resulte em uma companhia com elevado nível de liquidez de suas ações", informaram as empresas em comunicado conjunto.

Nesta segunda, perto das 12h, as ações da Kroton subiam 9,09% na Bovespa, cotadas a R$ 27,43.

Valor de mercado de empresas de educação de capital aberto, em milhões de dólares, segundo dados da Bloomberg de 19 de abril.

1 milhão de alunos atendidos e receita bruta de R$ 4,3 bilhões

Segundo comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira, as receitas brutas das duas companhias somaram R$ 4,3 bilhões no ano passado.

As duas empresas possuem mais de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas distribuídas por todos os estados brasileiros, englobando um universo de aproximadamente um milhão de alunos no segmento de educação superior, educação profissional, ensino a distância, educação básica e outras atividades associadas à educação no Brasil. O valor de mercado das companhias é próximo de R$ 12 bilhões. Entre as instituições que integram a rede Kroton estão Universidade Norte do Paraná (Unopar), Faculdades Pitágoras, Unic (Universidade de Cuiabá), Unime (Universidade Metropolitana de Educação e Cultura). Já a rede Anhanguera é dona da Univerdade Bandeirante de São Paulo (Uniban) desde 2011.

A Anhanguera informa ter perto de 490 mil alunos e a Kroton diz atender mais de 500 mil alunos no ensino superior.

A transação confirma a estratégia da Kroton de mirar aquisições de grande porte. No início deste mês, o presidente-executivo da empresa, Rodrigo Galindo, disse à Reuters que daria prioridade a aquisições de instituições de grande porte voltadas ao ensino presencial e localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ele afirmou na ocasião que tais aquisições seriam financiadas com emissão de dívida.

O movimento ocorre em meio a um ambiente aquecido para o segmento de educação no país. Recentemente, a Abril Educação, também agressiva em aquisições, anunciou a compra das escolas de línguas estrangeiras Wise Up.

As empresas evitaram fazer comentários sobre quando o Cade poderá julgar o acordo, mas afirmaram que velem sobreposição de apenas quatro cidades com operações de ensino superior presencial em um total de 80 municípios em que estão presentes. "Nossa participação de mercado no Brasil como um todo é baixa e existem poucos municípios tanto em ensino a distância, quanto no presencial que tem sobreposição", disse Galindo, segundo a Reuters.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o Conselho de Administração da companhia combinada terá 13 membros, sendo que o Gabriel Mário Rodrigues será eleito Presidente do Conselho de Administração e o Ricardo Leonel Scavazza será indicado para o Conselho de Administração. Rodrigo Calvo Galindo exercerá a função de diretor presidente.

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Fonte: G1

Negócios | Hering lucra R$69,4 mi no 1º tri, 26,9% de Ebitda e 638 lojas abertas


Qual estratégia seguir? Aumentar o número de lojas ou o número de canais de vendas?



O lucro líquido da varejista de vestuário Cia Hering recuou 1,2 % no primeiro trimestre na comparação anual, a 69,4 milhões de reais, informou a companhia nesta segunda-feira.

O resultado, pressionado por um menor resultado financeiro e impostos mais altos, ficou em linha com a média de estimativas de analistas consultados pela Reuters, que apontava para lucro de 71,6 milhões de reais.

O crescimento em base anual de 13,6 % do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), para 102,2 milhões de reais, também teve impacto sobre a linha final do balanço, informou a Cia Hering. A margem Ebitda foi de 26,9 %, ante 27,5 % no primeiro trimestre de 2012.

A receita líquida de janeiro a março cresceu 16,2 % na mesma base de comparação, para 379,7 milhões de reais.

Segundo a empresa, o início das vendas no primeiro trimestre, com o período da liquidação de verão, foi fraco por conta da indisponibilidade de estoque nas lojas.

"A partir da entrada da coleção de outono nas lojas, que se deu após o Carnaval (...) tivemos resposta bastante positiva de vendas", disse em seu balanço de resultados.

"Adicionalmente, fizemos no trimestre o showroom da coleção de inverno, que também apresentou boas perspectivas para o segundo trimestre", adicionou.

A Cia Hering encerrou março com um total de 638 lojas e mantém seu plano de abrir 30 novos pontos de venda no formato Hering Kids e 77 Hering Store em 2013.

Os investimentos da varejista no primeiro trimestre foram de 8,5 milhões de reais, sendo a maior parte destinado à área de tecnologia da informação.

A Hering afirmou, ainda, que vai continuar apostando em seu potencial de crescimento orgânico em 2013, e que mantém otimista em relação a esta perspectiva.

"Após um início de ano com sinais positivos, normalização das operações, e o bom desempenho das coleções tanto na demanda de franqueados e multimarcas quanto nas vendas das lojas para o consumidor final indicam um cenário de crescimento nos próximos trimestres", disse.

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Fonte: Exame

Estratégia da Mars | dona da M&M's fatura USD 33 bilhões e quer expandir e atrais mais profissionais

Blas Maquivar, presidente da Mars para a América Latina: “O Brasil é um mercado estratégico para nossa expansão”. A fabricante americana de chocolates Mars tem um plano ambicioso para crescer no Brasil. Para realizá-lo, ela quer conquistar você pelo estômago e pelo desafio de carreira.

A ideia de conhecer uma fábrica de chocolate costuma mexer com a imaginação das pessoas — crianças ou adultos. Quem nunca entrou em uma pode fantasiar como é lá dentro: o piso de grama comestível com uma grande cascata jorrando o líquido negro e formando um rio caudaloso de puro chocolate, exatamente como na refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), do diretor Tim Burton. E com os Oompa-Loompas, claro. Pena que não é assim.

A linha de produção é um conjunto de ilhas de máquinas em que os ingredientes são misturados de um lado e saem prontos e embalados do outro. Chega até a ser um tanto decepcionante. Mas trabalhar vendo chocolate e sentindo o cheiro dele todos os dias pode ser prazeroso e divertido.

É também nisso que a Mars aposta para dobrar o número de funcionários em dez anos, chegar em 2020 vendendo anualmente 500 milhões de dólares de chocolates no Brasil e passar de menos de 2% de participação no mercado brasileiro de chocolate para mais de 10% em sete anos.

“Para alcançarmos essa meta agressiva, vamos ter de crescer cerca de 25% ao ano, e vamos precisar de profissionais para a fábrica e para as áreas de vendas, marketing, recursos humanos, administrativo e financeiro”, diz Blas Maquivar, presidente da Mars Chocolates para a América Latina.

A Mars é a terceira maior companhia de capital fechado dos Estados Unidos e fatura globalmente 33 bilhões de dólares por ano. Além da divisão de chocolates, que emprega 500 pessoas no Brasil, é dona das linhas de produtos para cachorro e gato Pedigree, Royal Canin e Whiskas, e de temperos e arroz, com as marcas Masterfoods e Uncle Ben’s, que empregam outros 1 100 funcionários.

No Brasil, seu produto mais conhecido são os confetes M&M’s. Mas a empresa quer fazer das suas outras marcas, como as barras Snicker e Milkyway, mais conhecidas por aqui. Comandada há 102 anos pela mesma família, que dá o nome à companhia, a empresa não divulga números sobre investimentos para o mercado. Os dados apresentados pela VOCÊ S/A são uma exceção aberta pela companhia.

Dentro do grupo, os funcionários são chamados de associados e os escritórios ao redor do mundo são montados no conceito de open space, sem divisórias.

“Temos um jeito muito próprio de trabalhar e gostamos de não ter barreiras entre os associados de menor e maior nível. Não temos banheiros exclusivos para os chefes, não há secretárias e todos têm acesso imediato aos seus líderes”, diz Blas Maquivar. Talvez por isso o índice de engajamento dos funcionários seja de 73%, segundo o instituto de pesquisa Gallup. “Estamos 25% acima das empresas com os melhores índices desse tipo”, diz Blas.

Quem chega ao escritório da empresa, onde também fica a fábrica, na cidade de Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo, pode até pensar que se enganou e entrou em uma agência de publicidade ou em uma dessas empresas de TI à la Google — que ficou famoso como a empresa que oferece um ambiente descontraído, com jogos, comidinhas e até happy hours com cerveja (controlada, claro) dentro do escritório.

O ambiente leva as cores de seu carro-chefe, os coloridos M&M’s. As semelhanças com a gigante da internet, no entanto, não param por aí. Uma sala com sinuca e tênis de mesa está sempre disponível para quem quer dar um tempo da tela do computador. Em uma sala com uma cachoeira artificial (não é de chocolate) é possível tomar café degustando um dos produtos da casa feitos a poucos metros dali.

“A liberdade que temos de flexibilidade de horário de trabalho, de expressarmos o pensamento e de descontração é algo que não encontrei em nenhuma outra empresa em que trabalhei antes”, diz Luciano Batista, de 33 anos. Ele é gerente de TI e foi contratado há menos de um ano.

E, ao contrário do que se possa imaginar, o número de gordinhos entre os funcionários é praticamente zero. “Acreditamos que o chocolate pode fazer parte da dieta alimentar das pessoas, basta ter equilíbrio”, diz o presidente. Um dos benefícios mais atrativos da empresa é o pagamento semanal. As parcelas do salário são depositadas todas as sextas-feiras.

No fim do mês ainda há um acréscimo de pontualidade. Os associados ganham um bônus de até 10% de seu salário caso não faltem ou não se atrasem, além de todos os benefícios de praxe. As promoções são baseadas em avaliações de desempenho, que acontecem religiosamente duas vezes por ano. Fernando Caraça, de 23 anos, atribui suas duas promoções a essas avaliações. Ele entrou há três anos como empacotador e hoje é responsável pelo setor de logística do turno da noite.

Em breve, quem indicar um amigo que seja contratado vai receber uma recompensa financeira. “Dessa forma vamos conseguir atrair pessoas que têm afinidade com nossos princípios. Mas ainda estamos estudando”, diz Simone Karpinskas, diretora de recursos humanos. Na busca por esses novos talentos, a Mars se juntou com a cervejaria Heineken para fazer o primeiro programa de trainee compartilhado entre empresas.

De quase 2 000 pessoas por vaga, dez jovens foram selecionados. Eles vão ser divididos em dois grupos e cada um vai passar um ano em uma companhia e, no segundo ano, trocam de organização. “A lógica é fazer com que eles tenham a experiência em duas grandes empresas com visões complementares”, diz Simone. A troca de funções entre as divisões internas dentro do grupo também é possível.

Quem quer dar um tempo de chocolates pode seguir para a divisão de alimentos ou de pet care. São opções diversas mas que oferecem, segundo a empresa, oportunidades similares de crescimento profissional num mercado que está em franca expansão.

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Jony Lan
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Fonte: Exame

Novos produtos | All Day é a nova marca de farinhas da Bunge

A Bunge Brasil volta ao mercado de farinhas destinadas ao consumidor final. Com investimentos de 8 milhões de reais, a empresa aposta no retorno da marca All Day apresentando uma linha completa de produtos.

A nova linha contará com portfólio completo de farinhas, que serão oferecidas nas versões tradicional, com fermento e integral, em embalagens de 5 quilos, 1 quilo e 500 gramas. A empresa também promete outras novidades “em breve”.

Segundo o diretor de Marketing de Alimentos & Ingredientes da Bunge Brasil, Sérgio Mobaier, a Bunge vai “replicar no varejo toda a experiência bem sucedida em termos de qualidade e desempenho do produto no food service. Com isso, pretendemos alcançar 5% do mercado em dois anos”.

Para definir qual marca seria utilizada, a Bunge realizou pesquisas com consumidores e resgatou do seu portfólio a marca All Day, lançada em 1991. Mesmo sem ativação há mais de 10 anos, a marca foi uma das mais lembradas por 48% dos consumidores consultados.

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Fonte: embalagemmarca

Como escolher o melhor lugar para começar seu negócio no ponto de vista de uma advogada

Com alta bem acima da inflação, o ponto comercial virou um desafio a mais para quem começa uma pequena empresa. Além da escassez de imóveis, os preços tornam a negociação essencial para que a empresa se estabeleça. “Está difícil, mas existem pontos e tudo vai depender da negociação”, explica Marina Bechtejew, advogada..

Com um planejamento em mãos, fica mais fácil localizar o lugar ideal para começar o negócio. “A missão é conseguir o melhor ponto e o menor custo. A ciência de localização de ponto está cada vez mais valorizada. Para quem não conhece ou não tem parâmetro é difícil avaliar qual ponto é melhor”, diz Luis Henrique Stockler.

O passo inicial é certificar-se de quem é e onde está o seu mercado consumidor. “Verifique se o produto se encaixa na região. Não adianta colocar uma loja sofisticada em uma rua popular”, diz Marina.

1. Faça uma lista de prioridades

Faça uma lista com 20 a 30 itens fundamentais para o ponto do negócio. “Se a loja precisa de estacionamento e o ponto não tem, é melhor vetar porque isso vai prejudicar o negócio”, opina Mariana. Para Stockler, vale a pena atribuir pesos a cada item. “Começa a ser mais criterioso ao dar nota”, diz. Com essa lista em mãos, o empresário deve avaliar seu limite e o que ele pode abrir mão ou não.

2. Verifique as regras

De nada adianta o ponto perfeito, se o empreendedor não tiver as autorizações exigidas para operar no local. “Infelizmente, muitos corretores não se atentam a esses detalhes. A gente conhece muitas histórias de pessoas que não tiveram o cuidado de verificar e depois que assinam o contrato, vão descobrir e não conseguem alvará”, diz Marina.

Segundo ela, em São Paulo, a verificação pode ser feita pela internet. “Não adianta tomar por base outros lojistas, que podem ter conseguido alvará lá atrás ou estar na clandestinidade”, afirma.

3. Observe o ponto

Alguns fatores que parecem irrelevantes podem valorizar ou não um local. “Se faz sombra ou sol, se os clientes chegam a pé, se existe um lado da rua mais movimentado”, exemplifica Stockler. Para saber como isso influencia a decisão de compra do consumidor, vale a pena passar alguns dias observando o movimento no local. “O movimento muda e tem que visitar o ponto na hora que abre e fecha. Visitaria segunda, quarta, sexta, sábado e domingo”, sugere o consultor.

4. Cheque a concorrência

Um ponto importante antes de escolher o local é verificar a presença de concorrentes. Dependendo da região, muitas lojas do mesmo tipo em uma determinada rua fazem bem ao negócio. “Dependendo da operação, verifique se cabe mais uma loja em um determinado local”, explica Marina.

5. Faça um contrato de 5 anos

A negociação é indispensável. Um ponto muito importante é o tempo de contrato. “Na parte da negociação, o ideal é sempre pegar um contrato de pelo menos cinco anos”, explica Marina.

Outro fator importante é a avaliação das condições físicas do negócio. “Dependendo da obra, tem que aproveitar esse momento para pedir uma carência de aluguel ou uma redução”, explica a advogada.

6. Não decida sob pressão

Ponto é uma decisão sem volta, define Stockler. “Depois que colocou dinheiro, não adianta reclamar”, diz. Por isso, a dica é ter cabeça fria na hora de escolher o local e não se deixar levar pela pressão do proprietário ou do corretor. “Precisa fazer conta e colocar tudo no papel. Faça isso com muita cautela”, diz o consultor.

Marina lembra a importância de verificar o valor final do aluguel com bastante cuidado. “Faça uma boa negociação do valor do aluguel. Depois que estiver assinado, não adianta reclamar”, afirma a advogada.

7. Exija a cláusula de vigência

No contrato, uma condição em especial é muito importante. É a chamada cláusula de vigência. “Esse item fala que quando o imóvel for vendido para um terceiro ele é obrigado a respeitar o contrato de locação até o final do prazo”, explica Marina. Esta condição tem que estar no contrato e na matrícula do imóvel.

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Fonte: Exame

Marketing promocional | Como fazer promoções com mais resultados e menos gastos


O que os pequenos e médios varejistas devem levar em consideração para obter resultados em uma promoção?


Em certas épocas, principalmente no início do ano e em datas comemorativas, quem passeia por shopping centers e ruas comerciais logo percebe que as promoções tomam conta do varejo. É difícil passar por alguma vitrine que não anuncie descontos.

Mas reduzir aleatoriamente o preço dos produtos ou oferecer brindes e prêmios só para imitar os concorrentes nem sempre traz bons resultados. "Antes de fazer qualquer tipo de promoção, é preciso saber a que propósito ela servirá e qual impacto financeiro pode trazer para a empresa", diz Kito Manzano, presidente da Associação de Marketing Promocional (Ampro).

A oferta deve ter um objetivo claro, um desconto que não comprometa a rentabilidade da empresa, prazo definido para terminar e uma comunicação que atinja diretamente o público-alvo da marca.

Com planejamento detalhado, metas claras e a ajuda da tecnologia para anunciar as ofertas aos consumidores certos, a promoção pode ser uma ferramenta eficiente e barata para que os pequenos e médios varejistas divulguem sua marca e seus produtos e aumentem as vendas.

Exame PME ouviu especialistas e empreendedores para saber que aspectos é preciso considerar para fazer uma promoção com inteligência e obter bons resultados com o menor investimento possível. Veja quais são.

1 Qual o objetivo?

O propósito da promoção pode ser aumentar as vendas, divulgar novos produtos, conquistar novos clientes ou fidelizar os antigos. Ao perceber que as metas de vendas estão longe de ser atingidas e o estoque está cheio, a empresa pode reduzir os preços temporariamente para tentar reverter o quadro.

Já nos períodos em que os consumidores estão naturalmente mais dispostos a comprar, como nas trocas de estação, os descontos podem ser um estímulo adicional para que eles levem mais produtos para casa, aumentando o valor do tíquete médio. A promoção também pode funcionar como uma propaganda barata dos novos produtos.

Mais clientes: Outra meta pode ser a conquista de novos consumidores, já que os descontos são uma forma de despertar o interesse pela marca e seus produtos — mesmo para quem nunca tinha ouvido falar daquela empresa antes.

Hoje é comum que muitas marcas condicionem a participação dos consumidores nas promoções ao preenchimento de um cadastro ou à assinatura nas redes sociais. Assim, elas formam um banco de dados e podem se comunicar com esses clientes em outras ocasiões.

Premiar os consumidores que fazem compras recorrentes ou de valores mais altos também é uma forma de recompensar a preferência que eles dão à empresa e fidelizá-los. Pode ainda estimular os demais clientes a comprar mais para ter acesso a melhores condições de pagamento.

2 Que produtos pôr em oferta?

Os descontos podem ser aplicados em apenas uma peça, em várias peças ou em todo o estoque da loja. O importante é que os produtos selecionados para entrar em oferta ajudem a alcançar o objetivo da promoção.

Para escolher que peças terão o preço reduzido, o consultor especializado em gestão Diego Báez, sócio da Heartman House, recomenda dividi-las em dois tipos: as mais vendáveis (que têm mais saída e normalmente são mais baratas do que a média do estoque) e as mais rentáveis (que não costumam ser as mais vendidas, mas têm uma margem de lucro maior e ajudam a empresa a se diferenciar dos concorrentes).

Os produtos que estão na lista dos mais vendidos pela empresa são, naturalmente, mais conhecidos pelos clientes e comprados com mais frequência. “Para quem quer aumentar as vendas, esses são os itens adequados para entrar na promoção”, afirma Báez.

Ao colocá-los em oferta, o fluxo de clientes na loja tende a crescer — quem estava há um tempo sem comprar vai querer aproveitar os bons preços. Isso ajuda não apenas a aumentar as vendas dos itens com desconto, como de tudo o mais que estiver nas prateleiras.

Quando o propósito da promoção é conquistar novos clientes, os produtos que devem entrar em oferta são os mais rentáveis. Esses itens costumam ter margem de lucro maior porque são mais elaborados e valorizados pelos consumidores — mas não estão entre os mais vendidos, porque normalmente custam mais caro.

Ao colocá-los em promoção, a empresa chama a atenção para a marca e atrai também consumidores que não costumam comprar ali.

Dar desconto nos produtos mais rentáveis apenas para clientes especiais é uma boa maneira de fidelizá-los. Quem faz uma compra acima de 2.000 reais numa loja de roupas, por exemplo, pode ganhar uma peça mais cara como brinde.

A empresa pode ainda ligar para os clientes mais antigos e informá-los que, se eles forem à loja em determinado período, terão um desconto significativo na compra dos itens mais rentáveis.

Lançamentos: O único tipo de produto que não deve ser vendido com desconto são os recém-lançados. “Uma vez que o cliente conhece o produto com preço reduzido, dificilmente ele vai querer comprar pelo preço cheio”, afirma a consultora de gestão Bibiana Carneiro, sócia da BCME Consulting. Nesse caso, o melhor é criar uma promoção diferente, oferecendo amostras grátis ou degustações.

Foi o que fez o gaúcho Giancarlo Zanetello, de 54 anos, dono da Saúde no Copo, rede de franquias de lanchonetes sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Como o cardápio era formado por sucos, lanches saudáveis e outros alimentos de baixa caloria, as vendas costumavam cair bruscamente no inverno.

Para aumentar as receitas da estação, em 2011, Zanetello elaborou um cardápio diferente para os dias frios, com cafés, sopas e outros pratos quentes. E lançou uma promoção para divulgar a novidade.

A empresa espalhou seis outdoors pela capital gaúcha pedindo para o consumidor mandar um SMS para o telefone da loja. Quem enviasse a mensagem receberia pelo celular um vale que daria direito a um caldo quente de abóbora — um dos destaques do novo menu. Durante 45 dias, 2.600 pessoas foram às duas lojas cadastradas pela Saúde no Copo para experimentar o creme e 30% consumiram algum outro produto.

"Os clien­tes aprovaram o novo cardápio e mais gente passou a frequentar a loja durante todo o ano", diz Zanetello. Com a promoção, o movimento naquele inverno aumentou 15% em relação a 2010, as vendas nos dias frios ficaram mais próximas dos resultados obtidos no verão e o faturamento subiu 21% em 2011, chegando a quase 4 milhões de reais. No ano passado, com 16 lojas, a Saúde no Copo faturou 6 milhões de reais.

3 De quanto deve ser o desconto?

O primeiro passo é avaliar as finanças da empresa. A promoção pode ser encarada apenas como uma ação de marketing ou ela deve dar lucro? É simplesmente um investimento ou precisa gerar receita? Quem cria uma oferta com o objetivo de vender mais ou atrair novos clientes, normalmente está preocupado em trazer mais dinheiro para o caixa.

Já as empresas que buscam fidelizar clientes ou apresentar novos produtos podem gastar os recursos sem contar com retorno imediato.

A Saúde no Copo, por exemplo, usou parte da verba de publicidade para distribuir os produtos gratuitamente e, como resultado, conseguiu divulgar os novos itens do cardápio — mas não estava preocupada com o lucro. Em casos como esse, o desconto pode ser de 100%, já que a empresa estava preparada para gastar todo o dinheiro.

No azul: Há ainda situações em que os empreendedores simplesmente optam por vender o produto pelo preço de custo. Isso costuma ocorrer quando a promoção não visa ao lucro, mas a empresa precisa de capital de giro naquele momento — seja para pagar despesas ou renovar o estoque. Para que a promoção dê lucro, basta que o desconto seja menor que a margem de lucro do produto.

Parece óbvio, e é — o problema é que alguns empreendedores não fazem essa conta antes de colocar a loja inteira em oferta. Para a empresa que quer aumentar as vendas sem sacrificar a rentabilidade, uma alternativa pode ser o desconto progressivo, que fica maior à medida que o valor da compra sobe.

Assim, a loja incentiva o consumidor a comprar por impulso, e o impacto causado pela redução do preço é compensado pelo aumento das vendas.

4 Quando acaba a promoção?

A oferta pode ser programada para durar horas, dias, semanas ou meses. No caso da rede de lojas de roupas gaúcha Budha Khe Rhi, o tempo de uma das promoções já feitas foi definido de acordo com o clima: quando o empreendedor Claudio Stein, de 29 anos, conferiu a previsão do tempo e descobriu que choveria forte em Porto Alegre no dia seguinte, ele programou uma oferta relâmpago.

A maioria das oito lojas da rede, que faturou 2,5 milhões de reais em 2012, está localizada em ruas comerciais. “Quando chove demais, os clientes ficam sem ânimo de sair na chuva só para fazer compras”, diz Stein. “Eles precisam de estímulo para vir até a loja.”

A promoção aconteceu em setembro passado, quando Stein colocou, por apenas um dia, os produtos da loja do bairro Moinhos de Vento à venda com descontos de 30% a 50%.

O dono da Budha Khe Rhi contratou o site de cupons de desconto Mobo, que consegue determinar a localização das pessoas em tempo real por meio do GPS de seus telefones celulares, para divulgar a oferta apenas para consumidores que estivessem perto da loja.

"Vendemos o triplo do que costumávamos vender em dias de chuva e o dobro da média dos dias de verão", diz Stein. A promoção fez aquela data ficar entre os três maiores faturamentos diários da história da loja.

"Ao criar a promoção, a empresa precisa estabelecer um prazo para encerrá-la", diz Bibiana. Uma oferta longa passa a ser percebida como preço fixo, acaba desvalorizando o produto e a marca e dificulta a venda quando a promoção acaba. "O tempo máximo de duração deve ser três meses, senão a empresa perde a credibilidade", afirma a consultora.

Validade: Quando o objetivo é aumentar as vendas e conquistar clientes, a promoção deve ser mais rápida. No limite, pode durar um mês. A empresa deve estabelecer metas diárias ou semanais de vendas, podendo estender ou encurtar a duração da oferta de acordo com os resultados alcançados.

No caso do lançamento de produtos, a promoção precisa começar assim que o item chegar às lojas e continuar até acabar o primeiro lote ou respeitar o prazo máximo de 90 dias.

A única exceção são as ações para clientes preferenciais, que podem ser mais longas ou até mesmo permanentes — um prazo muito curto pode gerar uma repercussão negativa, deixando os consumidores frustrados por não terem tido tempo de aproveitar os descontos.

5 Como fazer a divulgação?

Publicar anúncios em jornais e revistas de grande circulação costuma ser uma estratégia de divulgação cara para uma pequena empresa.

Por isso, durante muito tempo, as lojas se limitavam a anunciar a promoção com cartazes na vitrine ou, no máximo, propagandas em jornais de bairro. A tecnologia tem mudado esse cenário e ajudado os negócios de pequeno porte a encontrar formas mais baratas de se comunicar diretamente com seu público-alvo.

Os links patrocinados — como são chamados os anúncios que costumam ficar ao lado ou acima do resultado das pesquisas depois que os internautas digitam determinadas palavras em sites na internet — tornaram-se populares entre os empreendedores que investem em publicidade online.

Um dos motivos é que os sites que veiculam esse formato de publicidade — como os buscadores Google e Bing — cobram pelo número de vezes que os consumidores clicam nos links, e não pela quantidade de exibições.

Isso permite que as empresas saibam se os anúncios são atrativos e paguem apenas quando os consumidores demonstram interesse nos produtos oferecidos. O custo por clique costuma variar de 5 centavos a 2 reais.

O anunciante também tem autonomia para definir o valor máximo a ser gasto diariamente, além de programar a exibição dos anúncios apenas aos moradores de determinada cidade ou bairro.

Além dos links patrocinados, outras ferramentas — como o site de descontos Mobo — já permitem divulgar as promoções para pessoas que estão numa determinada região, aumentando as chances de o consumidor ir até a loja naquele momento.

Networking: Recentemente, as mídias sociais também se transformaram numa ferramenta eficaz e barata para divulgar as ofertas. Há a possibilidade de comprar anúncios no Twitter ou no Facebook e assim atingir maior número de pessoas.

Mas as empresas podem apenas publicar gratuitamente as informações da promoção na página da marca. De acordo com pesquisa da Ampro, 82% das empresas entrevistadas já usam as redes para divulgar promoções.

"Cerca de 40% dos usuários do Facebook curtem empresas apenas para receber informações de descontos e promoções", afirma Pedro Eugênio, criador do site Busca Desconto e da Black Friday brasileira.

Ao publicar as ofertas nas redes sociais, as empresas não estão apenas falando com os seguidores da marca — elas têm a chance de atingir um grupo maior de pessoas, caso seus seguidores julguem que a oferta é interessante o bastante para compartilhá-la com seus amigos.

A rede americana de lojas de roupas masculinas Bonobos, mencionada pelo próprio Twitter como exemplo de empresa que sabe divulgar suas ofertas na rede, costuma publicar em seu perfil promoções vinculadas ao número de retuítes que a marca alcançar.

Exemplo: calças vendidas por 85 dólares saem­ por 66 dólares se aquela mensagem chegar a 100 retuítes nas 3 horas seguintes. Ao mesmo tempo que anuncia a promoção, a empresa ainda consegue fazer com que mais pessoas conheçam a marca.

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
http://br.linkedin.com/in/jonylan

Fonte: ExamePME

Negócios | Repor Brasil abastece prateleiras de supermercados e fatura R$ 30 milhões por ano

Gilmar Nogueira "Estar presente nos grandes atacadistas foi fundamental para reduzir o custo de reposição por cliente".

O empreendedor Gilmar Nogueira, de 52 anos, não costuma prestar muita atenção às ofertas quando vai a um supermercado. Nogueira faz um serviço que muita gente acha trivial — o abastecimento das prateleiras em pontos de venda. Ele está à frente da Repor Brasil, empresa que faturou 30 milhões de reais no ano passado — quase o triplo de 2010.

"Atendo principalmente indústrias de alimentos e bens de consumo que precisam de visibilidade para atingir os consumidores", diz Nogueira.

O negócio começou há 16 anos, quando Nogueira morava em Cuiabá e tinha uma distribuidora de sacos de lixo. O volume de vendas era baixo e ele mesmo levava os sacos aos supermercados. Numa dessas visitas, Nogueira soube que a multinacional alemã Bayer precisava de gente para repor produtos em pontos de venda da cidade. "Eu já visitava esses locais e me ofereci para o trabalho", diz.

A estratégia da Repor Brasil para conquistar mercado é abastecer produtos de muitas empresas ao mesmo tempo num mesmo estabelecimento, em vez de trabalhar com equipes exclusivas para cada marca. Isso reduz o custo por cliente e torna o preço da Repor Brasil acessível para negócios com giro baixo.

"Meus clientes gastam, em média, 50% menos do que se mantivessem equipes exclusivas", diz. Nogueira pôde colocar a fórmula em prática nos atacarejos, formato de loja atacadista que também vende produtos em unidades fracionadas a preços promocionais.

Embaladas pelo aumento de renda das classes mais baixas, redes como Atacadão e Assaí estão proliferando pelo país. Segundo uma estimativa da consultoria Nielsen, só no Nordeste foram inauguradas 26 lojas de atacarejo no primeiro semestre do ano passado — praticamente dobrando o número de unidades na região.

"Essas lojas vendem 15.000 itens em média, o equivalente a dois supermercados comuns", diz Nogueira. Das 250 lojas em que a Repor Brasil atua, 70% são atacarejos. "Em algumas tenho equipes de 20 repositores que abastecem produtos de oito clientes diferentes", diz.

Para atender essa expansão de consumo, a Repor Brasil tem 1.300 repositores em 24 estados. O controle do trabalho exigiu investimentos em tecnologia. Há três anos, Nogueira contratou programadores para criar um site em que os clientes podem ver fotos dos produtos expostos nos pontos de venda.

As imagens são feitas diariamente pelos repositores, que andam com smartphones durante todo o expediente. Elas permitem que o fabricante acompanhe o ritmo das vendas e evite que a falta de produtos no estoque impeça a Repor Brasil de repor as prateleiras.

O monitoramento também ajuda a enfrentar um desafio para o varejo — as perdas com mercadorias que chegam com avarias ou passam da validade antes da venda.

"Isso acontece em 10% dos estoques", diz Rubens Batista Jr., da 2B Partners, consultoria em varejo. "O controle periódico ajuda o fornecedor a ajustar entregas para reduzir perdas."

Foi o que aconteceu com a Nita Alimentos, fabricante de produtos com farinha de trigo sediada em Santos, no litoral paulista. A empresa contratou a Repor Brasil há seis anos. "Começamos a fazer entregas menores e mais frequentes", diz o gerente de marketing Luiz Fernando dos Santos. "A perda de produtos que passavam da validade caiu 90%."

O trajeto entre estoques e prateleiras de supermercado levou Nogueira a diversificar os serviços da Repor Brasil. Há seis anos a empresa começou a fazer contagem de estoques dos varejistas — um serviço essencial para o fluxo de caixa. “As mercadorias passam por muitas mãos até chegar às prateleiras”, diz Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios de Varejo da ESPM.

"Fabricantes e varejistas buscam prestadores de serviço independentes para evitar erros nesse trajeto." Hoje, o inventário de estoques representa 35% das receitas da Repor Brasil."Em cinco anos, elas deverão ser metade do faturamento", diz Nogueira.

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
http://br.linkedin.com/in/jonylan

Fonte: Exame