Estratégia de Branding | BB cria revista para gerar negócios em clientes de alta renda e estreitar o relacionamento

Na terça-feira 10, o Banco do Brasil lançou a revista Estilo. Direcionada ao público de alta renda, e com o objetivo principal de viabilizar negócios, o magazine será disponibilizado mensalmente apenas em versão digital. O BB estima que mais de 700 mil pessoas integrem o público alvo da plataforma.

A proposta do lançamento é unir assuntos relacionados ao mercado de luxo aos anunciantes. A publicação irá apresentar matérias sobre viagem, gastronomia, cultura, arte, motor e moda, além de conteúdo associado a promoções, pré-vendas e à apresentação de produtos.

Segundo Jorge Teixeira, head de criação da AgênciaClick Isobar, responsável pelo desenvolvimento do projeto, o público com maior poder aquisitivo quer diferenciação. “Por isso criamos uma linguagem própria”.

A primeira edição aborda temas relacionados à Itália. A intenção é divulgar a mostra “Mestres do Renascimento”, que ficará em exposição no Centro Cultural do Banco do Brasil até 23 de setembro.
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Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: mmonline

Modelo de Negócios | Revistas: muitos leitores, pouco dinheiro

"Há algum tempo, nossa principal discussão girava em torno da dúvida: se éramos ou não necessários e se os outros meios iam acabar conosco. Hoje, essa dúvida acabou. Temos consciência da força do nosso meio e precisamos apenas encontrar um novo modelo de negócio". Com essas palavras, o diretor geral da Editora Globo, Frederic Kachar, abriu os trabalho da VII edição do Fórum da Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER), na manhã desta terça-feira, 10, em São Paulo.

Ao apresentar dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) e compará-los com os recentes resultados do Projeto Inter-Meios, o presidente da Aner apontou a grande contradição atual do meio. "Nunca tivemos números tao bons de circulação e de vendas avulsas. Contudo, nosso faturamento publicitário caiu 8,7% nos últimos 12 meses. Temos público, mas não estamos conseguindo monetizar com isso", reclamou Kachar.

Segundo ele, várias medidas são necessárias para mudar esse quadro, como a criação de novos formatos publicitários e o investimento em técnicas de mensuração de resultados. Ele também ressaltou a necessidade de enxergar o leitor como um ser multimídia que anseia pelo consumo do conteúdo em diferentes plataformas. Por fim, ele também alertou para a necessidade de união do meio. "Precisamos criar uma política comercial que nos valorize e enfatizar ao mercado as vantagens e atributos que são exclusivos das revistas, como credibilidade e poder de captar a atenção do leitor", finalizou.

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Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: mmonline

Branding | Yahoo lança novo logotipo e reflete reestruturação da empresa por Marissa Mayer


Em um ano, companhia comprou 21 empresas de tecnologia.


O Yahoo apresentou o novo logotipo da companhia, parte das mudanças feitas pela presidente-executiva Marissa Mayer para reestruturar a empresa e aumentar o interesse dos internautas pelos serviços.

O ponto de exclamação e as cores já tradicionais foram mantidas. Em 2013, Motorola, Ebay e Microsoft mudaram seus logotipos.

Com sede em Sunnyvale, Califórnia, o Yahoo! comprou 21 empresas desde que Mayer assumiu o comando da empresa, em julho de 2012, e se comprometeu a reativar a empresa, pioneira da internet, mas que perdeu terreno para o gigante Google.

Parece ter dado resultado. Em junho, a companhia ultrapassou o Google como o site com maior audiência nos Estados Unidos pela primeira vez desde 2011. As cifras não incluem o recentemente adquirido Tumblr.

A maior parte das aquisições foram de startups, embora também tenham desembolsado US$ 1,1 bilhão para comprar o site de blogs Tumblr, com o qual o Yahoo! espera atrair um público de internautas mais jovem.

O plano de Mayer para ressuscitar o Yahoo! prioriza os dispositivos móveis, o vídeo e o conteúdo digital personalizado, e aposta em aumentar a popularidade da companhia fora dos EUA.

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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: G1

O "A" da Atenção | para vender caminhão, presidente da Volvo se pendura em guindaste a 20 m de altura sobre a água a 8 graus abaixo de zero

Claes Nilsson, presidente mundial da Volvo Caminhões, elevou a outro nível a expressão "vestir a camisa". O executivo topou subir em um caminhão da marca que foi içado a 20 metros de altura sobre o porto de Gotemburgo, na Suécia - assista ao making of do vídeo ao lado (em inglês).

Detalhe: Nilsson não estava dentro do veículo, mas em pé, sobre a frente do caminhão de 15 toneladas. O gancho de reboque do caminhão é o que segura o veículo ao guindaste. A façanha foi para a gravação de um comercial, divulgado no último domingo (2)

"Tenho que admitir que fiquei com o estômago revirado e pensei várias vezes no que eu estava me metendo. Não sou alpinista e não gosto de altura", reconheceu o presidente. Segundo a Volvo, ele teve que ficar mais de 2 horas pendurado em cima do caminhão.


"Estava bem frio: 8 graus abaixo de zero. E o vento soprava a 10 metros por segundo, então minhas mãos ficaram bem frias depois de um tempo. Mas correu tudo bem. A segurança foi 100% todo o tempo, então nunca me senti realmente com medo", relatou Nilsson.

O lançamento da Volvo é o modelo FMX e a ideia para o comercial, entilulado "O gancho", era mostrar a resistência do gancho de reboque do veículo, voltado ao ramo de construções. Era esse gancho que ligava o caminhão ao guindaste. E o executivo também segurava um gancho, para mostrá-lo. A filmagem foi feita a partir de um helicóptero.

Ano difícil
Em fevereiro passado, a Volvo alertou para um início de ano difícil no setor de caminhões, após a fraca demanda nos mercados mais relevantes para a fabricante sueca ter levado suas fábricas a operar à metade da capacidade, resultando em queda maior que a esperada no último trimestre de 2012.

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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: G1

Mercado | Índia terá canal de TV 24 horas só sobre casamento em mercado que só cresce no país

Programas abordam lua de mel, vestidos e relacionamentos.

Indianos são obcecados por casamentos e reality shows. Agora, um novo canal de televisão com sede em um subúrbio da capital da Índia, espera ter encontrado uma ideia imperdível - fundir as duas coisas em uma rede de TV matrimonial, com transmissão 24 horas.

A Shagun TV pode ela mesma parecer uma obsessão. As artes nas janelas de seu lobby descrevem uma procissão de casamento indiano, com os homens de turbante batendo tambores e uma carruagem puxada por um elefante trazendo o noivo. No principal estúdio de TV, um grande mapa astral de papelão que estampa a parede é usado pelo apresentador para responder questões de relacionamento. E uma televisão de plasma passa vídeos de uma cerimônia nupcial.

Depois, há os programas. Há um de transformação de noiva, outro com destinos de lua de mel dos sonhos e um sobre a relação muitas vezes repleta de problemas entre mães e noras. Há um show sobre joias nupciais e em breve telenovelas - sobre o mesmo tema.

"Não há controlando a inclinação para (casamento) celebrações na Índia", disse Dheeraj Sinha, autora de "Consumer India:. Dentro da mente indiana e Wallet". "Eles só estão se tornando mais forte e mais profissional", disse Sinha.


Analistas de mídia dizem que o canal é o primeiro na Índia a oferecer entretenimento de casamento ininterrupto. Ele espera lucrar com o farto mercado de casamento indiano de cerca de US$ 38 bilhões por ano e que deve crescer de 25% a 30% ao ano, de acordo com Alex Kuruvilla, diretor da Conde Nast Índia, que publica uma série de revistas de luxo.


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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: G1

Estratégia de expansão | por que o McDonald's foi para o interior, 56% das lojas foram inauguradas fora das capitais em 2013

Responda rápido: quais são as únicas capitais do Brasil sem McDonald's? Hoje, a rede de fast-food só não atua em Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Boa Vista (RR). Logo, era natural que as atenções da companhia se voltassem para o interior. Das 69 lojas abertas no país em 2013, 14 ficam em cidades brasileiras que não são grandes centros.

O movimento de expansão para o interior é uma tendência dos últimos três anos. Em 2012, 34 dos 69 novos restaurantes foram inaugurados fora de capitais; Em 2011, 21 de 47; Em 2010, 17 de 40.

"O investimento não sinaliza um saturamento das capitais, mas uma ampliação da visão de mercado", afirma Dorival Oliveira, Vice-Presidente de Desenvolvimento da Arcos Dorados, empresa que comprou as operações do McDonald's na América do Sul em 2007 e se tornou sua master-franqueada na região.

"A ascensão da classe C aumentou a demanda desse tipo de serviço", explica Marcus Rizzo, especialista em franquias. A mudança de cenário veio acompanhada de outros fatores – como o aumento dos problemas de circulação nas cidades médias em função da urbanização, que impede as pessoas de comerem em casa na hora do almoço. Considerando tudo isso, o McDonald's desenvolveu um estudo sobre todos os municípios do país a partir de 2010. O objetivo era identificar oportunidades para novas lojas.

De acordo com Oliveira, o levantamento contou com a ajuda de um software enviado pela matriz da empresa que computou dados como número de escolas, bancos e postos de gasolina e outras informações. "Pesquisas desse tipo permitem prever níveis de faturamento e a eventual rentabilidade de uma loja", afirma Rizzo.




Visitar é preciso

Conhecer a região onde pretende abrir um restaurante é um dos segredos do McDonald's em sua ofensiva no interior do país. Segundo Oliveira, a rede manda representantes que visitam as áreas de interesse da companhia para realizar tarefas como medições de tráfego e coleta de dados sobre residentes. "A presença de concorrentes pode ser um bom sinal: mostra que existe um mercado", assinala Rizzo.

É com base nessas visitas que o McDonald's desenvolve sua estratégia para cada loja. Se áreas como a Avenida Paulista e o Centro do Rio têm uma demanda tão alta que permite uma maior proximidade entre os restaurantes, a mesma regra não vale para espaços mais afastados. "Uma loja de bairro atende o mesmo cliente do centro, só que em outros em contexto: é preciso estar preparado", adverte Oliveira.

O executivo da Arcos Dourados lembra que a empresa constrói todos os seus restaurantes antes de oferecê-los aos interessados em assumir a franquia. "Essa é uma forma de reduzir os custos com obras e selecionar quem vai operar os restaurantes – o que garante mais qualidade", explica Rizzo, o consultor em franquias.

Segundo o consultor, o McDonald's procede assim desde meados dos anos 1990 – quando uma onda de inflação aumentou o valor das lojas então alugadas num momento de poucas vendas, o que trouxe problemas para a rede.

Loja aberta

Não se assuste se, um dia, um engravatado vier puxar papo com você no McDonald's. "É muito comum que executivos conversem com clientes em nossos restaurantes", diz Oliveira. Ele explica que essa é uma forma de sondar a satisfação dos clientes.

Outro desafio para a rede é manter o padrão em todas as lojas. "No caso das franquias, se adaptar aos mercados pode ser uma armadilha", explica Rizzo. Mesmo os postos avançados, como as sorveterias, pertencem a operadores de lojas próximas – como forma de manter a qualidade. A propósito, Rizzo revela que a venda de sorvetes corresponde a 16% do faturamento do McDonald's no Brasil.

Loja fechada

E quando, ainda assim, uma loja dá errado? Oliveira admite que esses casos existem e Rizzo recorda um restaurante da rede aberto em Campinas. Localizada numa confluência de rodovias na entrada da cidade, a loja aberta nos anos 1980 não rendeu o esperado e teve de ser "relocalizada" em cinco anos. "O McDonald's nunca fecha uma loja", explica Rizzo.

Segundo ele, o erro no caso foi a adoção do modelo americano de localização de lojas – que privilegia espaços acessíveis por carro. No Brasil de 30 anos atrás, as pessoas iam fazer seus lanches a pé. "É impossível ter 100% de sucesso, mas grandes empresas tentar eliminar incertezas", conclui Rizzo.

Com mais de 740 lojas no Brasil, o McDonald's emprega cerca de 50 mil funcionários no país e atende 1,7 milhão de clientes por dia. No segundo trimestre, a marca faturou 1 bilhão de reais no Brasil.


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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: Exame

Marketing Digital | Angry Birds terá versão para o Rock in Rio


Game da Rovio ambientado na Cidade do Rock será disputado em setembro

O festival de música Rock in Rio será tema de uma edição especial do game Angry Birds. A organização do evento e a Rovio, criadora do jogo, anunciaram oficialmente a parceria na segunda-feira, 2. O projeto inclui a realização de dois torneios mundiais, entre 9 e 22 de setembro, sendo cada um deles com uma semana de duração.


O melhor jogador será aquele que acumular a maior pontuação. O jogo estará disponível no Angry Birds Friends do Facebook, do iPhone, do iPad e também dos aparelhos que rodam com o sistema Android. A identidade visual do Rock in Rio estará presente no jogo, que será ambientado na Cidade do Rock. Um pássaro temático também foi desenvolvido.



De acordo com Raul Azevedo, diretor comercial do Rock in Rio, a parceria com a Rovio representa a entrada do festival no mercado digital mundial, o que faz parte da estratégia comercial de internacionalização da marca.

Essa é a segunda grande ação da Rovio para o mercado brasileiro neste ano. Em parceria com a BRMalls, detentora de 51 shoppings no País, a empresa finlandesa trouxe um parque temático do Angry Birds para o Brasil. Com investimento de R$5 milhões, o parque itinerante passará por 33 empreendimentos


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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte:  mmonline

Estratégia | Kodak sai da falência com foco em impressão digital de alta velocidade e impressão de embalagens flexíveis para produtos de consumo

Kodak: companhia saiu nesta terça-feira do Capítulo 11 da lei norte-americana de proteção à falência. A Eastman Kodak Co, pioneira na área de fotografia, saiu nesta terça-feira do Capítulo 11 da lei norte-americana de proteção à falência, com planos de continuar como uma empresa de impressão digital menor.

A nova Kodak vai focar em produtos comerciais como tecnologia de impressão digital de alta velocidade e impressão de embalagens flexíveis para produtos de consumo.

"Vocês não podem imaginar o quanto eu esperei por este momento... Esta é uma companhia totalmente nova", disse a repórteres o presidente-executivo Antonio Perez.

Fundada em 1880 por George Eastman, a Kodak foi por anos sinônimo de câmeras domésticas de uso familiar. A empresa apresentou falência de 6,75 bilhões de dólares em janeiro de 2012, pressionada pelos altos custos de fundos de pensão e longos anos de atraso em adotar a tecnologia de câmeras digitais.

A nova companhia espera ter receita de 2,5 bilhões de dólares este ano, disse Perez.

A companhia resolveu em abril uma disputa crucial com seu fundo de pensão britânico, que desistiu de uma demanda de 2,8 bilhões de dólares contra a Kodak. O fundo também comprou os negócios de imagens personalizadas e impressão de documentos da companhia por 650 milhões de dólares.

Perez, no cargo desde 2005, vinha tentando direcionar a empresa para impressoras de consumo e comerciais, mas não conseguiu conter a fuga de recursos. A empresa não tem um lucro anual desde 2007.

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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: Exame

Estratégia | Salgados do Brasil dobra o lucro com franquias

Sistema de franquias trouxe o dobro de rentabilidade para a rede Salgados do Brasil, com margem de 18%

Edson Braga, da Salgados do Brasil: a margem de lucro dobrou com as franquias

O empreendedor Edson Braga, de 39 anos, dono da Salgados do Brasil, criada há 15 anos em São Paulo, viu a rentabilidade do negócio dobrar ­desde o início de 2012 — agora, a margem de lucro é 18%. O que mudou? "Aderi ao sistema de franquias", diz Braga.

Antes, a receita vinha apenas da venda de salgados, como coxinhas e quibes, para outras empresas, como hotéis, bares e restaurantes. Hoje, a Salgados do Brasil tem três lojas franquea­das, no Centro-Oeste e no Nordeste. "Até dezembro, devem ser abertos mais 20 pontos", diz Braga.

"A escala me dá poder de negociação com os fornecedores, e os custos caem." A expectativa é faturar 10 milhões de reais neste ano, o dobro de 2012.


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Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
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Fonte: Exame

Empreendedorismo | alguns começam na faculdade e o Brasil tem apenas 33 centros de empreendedorismo contra 400 nos EUA


Como o ensino do empreendedorismo não deve se limitar à sala de aula, as instituições de ensino superior investem na criação de centros dedicados ao assunto. No Brasil, existem 33, muito pouco se compararmos com os mais de 400 em funcionamento nos Estados Unidos. Esses dados fazem parte de estudo, patrocinado pelo Sebrae-SP, e foi conduzido pelo professor Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo da Faap.

Existe até um encontro dos centros, o Global Consortium of Entrepreneurship Centers (Gcec), realizado nos Estados Unidos. “Vários estudos já demonstraram que apenas o conteúdo da disciplina não é suficiente para o aluno. É preciso complementar com outras atividades”, pontua Hashimoto.

É nesse ponto que entram os centros, que promovem workshops, palestras, organizam competições de planos de negócios e, em alguns casos, implantam até mesmo as incubadora de negócios.

Hashimoto foi responsável pelo centro do Insper e chegou este ano na Faap para implantar um programa semelhante ao da universidade concorrente. “Existe uma certa predisposição do aluno da Faap de qualquer curso em montar seu próprio negócio. Ou ele está sendo preparado para assumir os negócios da família”, analisa.

O Centro Universitário da FEI também vai implantar estrutura semelhante, sob a coordenação do professor Edson Sadao – ele foi responsável pelo modelo adotado pela Fecap. “Alguns centros ficam focados no ensino ou na extensão, criando incubadoras de empresas. Na minha ótica, o centro tem que articular ações nesses três campos: ensino, pesquisa e extensão”, afirma.

Na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios existe há oito anos. A instituição realiza competições de planos de negócios, palestras e prepara atualmente a implantação de uma incubadora. “Temos pesquisas que mostram que 25% dos alunos, em média, depois de dez anos de formados, se tornam empreendedores”, afirma Tales Andreassi, coordenador na FGV.

“Quando falamos de empreendedorismo vem na cabeça a ideia de criar um negócio. Existem alunos que não têm essa vocação. Mas isso não quer dizer que o empreendedorismo não é importante”, diz o diretor de novos projetos acadêmicos do Insper, Irineu Gianesi. O diretor explica, inclusive, que diversas grandes empresas buscam profissionais com essa visão. “O papel do centro é desenvolver essa competência.”

Apoio ao empreendedorismo faz com que empresas comecem já na faculdade

A universidade estimulou o empreendedorismo e o resultado é o surgimento de novas, e promissoras, pequenas empresas

Não faz muitos anos, as universidades brasileiras passaram a estimular o empreendedorismo entre seus alunos – seja na graduação ou em cursos de especialização. E o resultado o País começa a colher agora: há uma série de novos negócios, que surgiram ainda nos câmpus, e que têm tudo para ganhar espaço no mercado.

É o caso de Marisa Peraro, que criou a Pró-Corpo Estética. A empresa nasceu do seu trabalho de conclusão de curso, ainda em 2006 na faculdade de administração, e hoje ela fatura R$ 2 milhões por ano. “Fiz um bom plano de negócios e escolhi montar uma empresa que oferecesse serviços com preços justos e para mulheres que não têm muito tempo”, conta.

Quando formou-se, Marisa enxergava dois caminhos: seguir na área de recursos humanos ou montar uma empresa. “Eu tinha um brilho dentro de mim que a ideia do TCC daria certo e fui muito incentivada pelo meu sogro. Ele disse que eu tinha perfil empreendedor e as palavras dele foram decisivas.”

O investimento inicial para abrir a clínica foi de R$ 17 mil e hoje a Pró-Corpo possui seis unidades próprias e uma franquia. “Quero alcançar 500 lojas em cinco anos”, afirma Marisa.

Os engenheiros Luiz Lamardo, Laio Burim e Marcelo Koga se conheceram na faculdade de engenharia da Universidade de São Paulo e, quando se reencontraram na pós-graduação, resolveram retomar um projeto de automação. Era o estopim para a criação da Mvisia, empresa incubada no Cietec desde o começo de 2012.

O trio de empreendedores desenvolveu uma máquina que usa uma tecnologia chamada visão computacional, além de aspectos da inteligência artificial, para selecionar e separar mudas de flores por categorias, isso conforme o tempo que levarão para crescer.

Até agora, o investimento feito foi de R$ 30 mil. O objetivo da empresa é vender dez máquinas em dois anos e, dessa forma, faturar R$ 750 mil. Mas o salto poderá ser ainda maior. Segundo Koga, a invenção consegue ser usada para separação de frutas e legumes em áreas de seleção ou controle de qualidade. “Existem soluções similares na Europa, mas os equipamentos são muito caros, nossa ideia é fazer máquinas com preços mais baixos”, diz Lamardo.

Outra empresa que nasceu do trabalho de conclusão de curso da faculdade, no Senac, é a Consultoria Escolha Verde. Beatriz Couto, Bruna Cavassa e Gaby Degaky são sócias do empreendimento, também incubado no Cietec desde o ano passado. A empresa pretende atender o segmento têxtil. “Queremos propor uma produção mais limpa às confecções, para elas aumentarem sua ecoeficiência”, diz Beatriz.

Um dos casos mais conhecidos – e até usado como modelo por jovens empreendedores brasileiros – é o da criação do Mercado Livre. A ideia do negócio foi do argentino Marcos Galperin, e tudo começou quando ele cursava MBA nos Estados Unidos. Galperin conta que desenvolveu o plano de negócios durante o curso e conversou com muita gente sobre o projeto, incluindo um professor que facilitou o contato entre ele e um investidor.

“Muita gente não acreditava no comércio eletrônico na região (América Latina), mas eu abandonei o meu emprego da época na área de finanças e montei o Mercado Livre”, afirma o empreendedor.

Atualmente, o empreendimento opera em 13 países e movimentou US$ 5,7 bilhões no ano passado. Mas o sucesso da companhia, garante Galperin, não teria chegado nunca sem o mais importante: encontrar as pessoas certas e que acreditavam na importância que a internet teria nos anos seguintes. Ele e a equipe estavam certos.

Ambiente acadêmico estimula novas ideias

Para o professor de economia Jose Eduardo Amato Balian, da ESPM, o ambiente acadêmico é importante para que o aluno desenhe o seu futuro profissional. “Os estudantes podem enxergar que há opções diferentes de carreira, que eles poderão trabalhar em grandes empresas ou investir em seus negócios próprios”, diz. Segundo o especialista em empreendedorismo, que também coordena projetos na incubadora de negócios da faculdade, “atualmente há muita interação entre as ideias empreendedoras e as matérias da escola”, afirma.

Ainda segundo Balian, quem inicia o empreendimento no período em que ainda está estudando pode sair na frente. “Não deveria haver diferenças entre uma empresa que nasce na faculdade e outra que não, mas é fato que dentro da incubadora há um acompanhamento mais próximo e muita dedicação e orientação para o empreendedor, o que auxilia principalmente no início”, analisa.

O que pode ser negativo para quem começa a empresa ainda nessa fase de estudos, conta ele, é a falta de vivência no mundo do trabalho. “A pessoa pode ainda estar muito crua, por isso, o nosso acompanhamento é um diferencial”, completa.

Mas ter organização é importante. No caso de Marisa Peraro, por exemplo, ajudou o fato de a empreendedora ter elaborado um bom plano de negócios. Mas sua proposta de clínica de estética não teria dado certo caso ela não tivesse encontrado um diferencial em relação aos concorrentes: a agilidade na prestação do serviço.


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Jony Lan
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Fonte: Estadão

Aquisições em pesquisa de marketing | Britânica WGSN compra brasileira Mindset


A WGSN já era representada pela Mindset há nove anos na América do Sul.


Controlada pelo britânico Top Right Group , a empresa de pesquisa de tendências WGSN anunciou a compra da consultoria brasileira Mindset nesta segunda-feira, numa investida para elevar a oferta de produtos e a representatividade na receita global, disse o gerente-geral do Top Right no país.

A WGSN já era representada pela Mindset há nove anos na América do Sul. A empresa, que vende assinaturas de um portal que busca antecipar o que estará em voga na indústria da moda e design, conta com uma base de 370 clientes e tem faturamento anual estimado em 6,5 milhões de dólares na região. O Brasil responde por cerca de 80 por cento desse montante.

"Temos uma visão de longo prazo para o país, que foi escolhido junto com a China como mercado prioritário para a expansão do Top Right", disse José Papa Neto, adicionando que o ambiente econômico atual não diminui as projeções para o futuro.

Segundo o executivo, a operação brasileira responde por 6 a 7 por cento do que a WGSN vende no mundo, uma fatia que a empresa quer elevar, crescendo a um ritmo anual de dois dígitos.

"O mercado europeu já está saturado e o Brasil é um país com 200 milhões de habitantes", afirmou à Reuters. "Não é uma preocupação corrente com juros e câmbio que mudará isso." Com a operação, o Top Right também assume o braço de pesquisa e análise do consumidor da Mindset, divisão criada no fim de 2009.

Entre as companhias assessoradas pela consultoria, estão Coca-Cola, Leroy Merlin, Hypermarcas e Lojas Renner --esta última contou com o trabalho da Mindset para estudar o mercado antes do lançamento da marca jovem Youcom.

Sócia-fundadora da Mindset, Andréa Bisker afirmou que a chancela da WGSN abre portas para a introdução de novos produtos na região. Um deles é o Planet Retail, serviço de dados do setor varejista, que passará a ser ofertado pela filial.

Pelo acordo com o Top Right, Andréa assumirá o cargo de diretora comercial para a América Latina por um prazo mínimo de três anos. Sua sócia Letícia Abraham, por sua vez, responderá pela diretoria de pesquisa e planejamento. O valor da operação, que envolveu a compra de 100 por cento da Mindset, não foi revelado.

"Com a venda, ganhamos musculatura para também dar força à assessoria de produtos, diante de um foco que era mais concentrado em marcas", disse Letícia, sublinhando que a empresa é essencialmente uma "fornecedora de conteúdo".

A proposta de oferecer assessoria às companhias, indo além da assinatura do portal WGSN, ainda engatinha no restante do mundo. A experiência brasileira deve ajudar a estudar movimentos semelhantes em outros locais, disseram as executivas.

ESTREIA AGRESSIVA A compra da Mindset é a segunda aquisição em menos de seis meses do Top Right Group no Brasil, grupo que controla quatro empresas diferentes: i2i (feiras de eventos), Emap (mídia e conteúdo pago), 4C (serviços de informação, como a WGSN) e Lions, que organiza festivais e tem Cannes, voltado ao mercado publicitário, como principal evento.

Em maio, pouco após abrir seu escritório no país, a companhia anunciou a compra da Educar/Educador, maior feira e congresso educacional da América Latina. Segundo Papa Neto, a companhia está aberta a outras aquisições no Brasil, desde que tenham "aderência com os negócios existentes da empresa".

Em 2012, o Top Right Group teve receita de 251,7 milhões de libras, alta anual de 9,2 por cento. Até 2016, o grupo tem como objetivo elevar a representatividade da receita internacional de 33 para 50 por cento.


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Fonte: Exame, Reuters

Design | Tuatara lança garrafa de cerveja com textura de pele de réptil

A cervejaria Tuatara, da Nova Zelândia, agora garrafas com textura de pela de réptil. A garrafa é inspirada na tuatara, o animal que dá nome à marca e é encontrado apenas no país da Oceania (foto abaixo). A embalagem imita as escamas do animal. A garrafa foi desenvolvida pela cervejaria em parceria com Owens-Illinois (O-I). “A ideia para esta garrafa é muito simples, porém os desafios técnicos foram imensos”, afirma o gerente geral da cervejaria, Sean Murrie. O projeto foi criado pelo designer Anton Hart. A garrafa é produzida na fábrica da O-I em Auckland.


Veja no vídeo abaixo como foi o processo de criação da embalagem.

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