20 conclusões do mundo digital no Brasil com a Pandemia do Coronavírus

Em pouco menos de 15 dias o mercado brasileiro e mundial sofreu de tudo. Bolsas caíram, negócios fecharam, outros faliram, profissionais ficaram desempregados e o Mundo viu a pandemia chegar em um clique de televisão. Inclusive foi a TV quem mais alarmou sobre a pandemia. Mas ainda bem que existe a internet para separar os pingos nos iis.
Da noite para o dia, muitos pequ
enos negócios começaram uma corrida louca para entrar no mundo digital.
Eu já uso internet desde 1994 e para mim é uma “luta diária”, convencer empresários a investir no canal digital. Com a pandemia, e quase todos os negócios fechados, a busca por informação e digitalização subiu à extratosfera. Vivemos o mundo das lives diárias, das mensagens de whatsapp a cada minuto e conteúdos de todos os lados, mas tudo pelo mundo digital, pelo celular conectado à internet ou ao computador que não vive sem ele.
No último dia 04 de abril de 2020, a dupla sertaneja Jorge e Mateus bateu recorde mundial de live musical mais vista no Youtube, com um público de 2,7 milhões de pessoas. Além disso teve patrocinadores, propaganda e muita interatividade com o público. E a Rede Globo finalmente sentiu a pressão e aceitou fazer uma “live” com a Ivete Sangalo, antes dela perder o controle com seus patrocinadores. O “poder da comunicação” já mudou de mãos a tempos, mas a Rede Globo é como um elefante branco, demora demais a tomar decisões.
E a velocidade das decisões é o que poderá acabar com uma empresa em poucos dias.
Depois de várias conversar com empresários, clientes e empreendedores, somados à minha vivência nas consultorias como especialista em marketing digital, vendas e negócios nestes últimos dias, concluo os seguintes insights:
1) As empresas, empresários e empreendedores que estão mais bem preparados e sobrevivendo à esse momento, sendo que alguns até vendendo mais que a maioria, são 100% daqueles que já investem em digital há mais de 1 ano. Ou seja, possuem processos, pessoas e produtos/serviços adaptados ao mundo digital, seja como canal de vendas, seja como ponto de contato e relacionamento com o cliente.
2) Os empresários que ignoravam o digital ficaram humildes e estão considerando no seu orçamento como custo e não só como “investimento.
3) Não existe mais o famoso “sobrinho fazendo seu Instagram”. Ou profissionaliza ou perde mercado de vez.
4) O Digital faz parte do seu negócio. Seu negócio é qualquer coisa desde que tenha um canal digital, estas serão as únicas a sobreviver com elegância, as outras vão sofrer.
5) Venda pela internet será o principal canal de vendas de uma empresa ou a que mais receberá investimentos.
6) As lojas físicas como as conhecemos terão seu layout alterado, com espaços que respeitam os protocolos de higiene, e terão menos contato humano do que imaginamos.
7) O modelo Take Away será o predominante, os clientes compram pela internet e retiram na loja. Ou simplesmente compram na loja e levam embora para consumir em outros lugares.
8) As vendas migrarão rapidamente para o online. Seja produto ou serviço.
9) Restaurantes terão que reavaliar o layout, os formatos das mesas e o espaço de distribuição delas no salão;
10) 600 mil negócios fecharam suas portas em menos de 1 mês no Brasil e milhões foram demitidos. Resultado: o que não era bom, foi engolido pelo mercado em uma única tacada, não há mais espaço para o amadorismo.
11) As escolas, faculdades e universidades que não estão com o EAD ativo, vão migrar 100% em poucos dias e em todos os níveis.
12) A “parada” momentanea da China expôs o problema de fornecimento no mundo. Isso pode abrir oportunidades para novas políticas de fabricação local. Exemplo das máscaras. Mesmo que improvisadas por falta de produção local adequada, ganharam espaço em todas as empresas que possuem máquinas de costura.
13) O mundo digital não é mais futuro, é necessidade básica do passado e requisito do presente. Quem já está com processo e operação no mundo digital, está anos à frente de quem resolveu decidir começar agora. Quem ainda não executou essa decisão, está perdendo anos em dias de competitividade para seus concorrentes.
13) O concorrente indireto ou produto substituto das viagens de negócios finalmente ganhou destaque com as video conferências. 
14) O mundo online quebrou a borocracia do sistema de saúde e cada vez mais teremos a telemedicina e o atendimento à distância finalmente sendo usados para atender a população.
15) Irão cair as barreiras de controle privacidade sobre as pessoas, cada vez mais o reconhecimento facil e novas tecnologias serão utilizadas para controlar a movimentação da população, sua localização e status corporal. Principalmente para controle de epidemias, doenças e segurança da sociedade.
16) As empresas que entenderem mais rapidamente que precisam melhorar o atendimento online e a comunicação com os clientes de forma digital, sairão dessa pandemia mais fortalecidos. Os negócios fechados que estão esperando abrir as portas sem comunicação digital, irão sofrer a transformação digital do seu concorrente.
17) Os profissionais que quiserem continuar trabalhando terão que falar o “digital” para se adaptarem ao novo contexto. Quem “não souber” usar um simples Instagram ou um Whatsapp Business, será descartado em uma seleção daqui para frente. Ou seja, quem não treinar sua equipe terá que substituir.
18) Sobreviverá e crescerá quem souber “gastar” melhor o seu caixa com novas tecnologias e novos processos. E todos eles estarão interligados com o mundo digital, com as ferramentas da internet e com quem quiser comprar.
19) Setores inteiros terão que adaptar o seu negócio para se tornarem mais relevantes e menos propícios a novas crises, pois novas Pandemias irão acontecer em breve.
20) É hora de “reinventar os negócios”, mexer em processos, criar novos cargos, adaptar os produtos e serviços. Esse momento histórico já foi vivido em outras épocas, em que crises transformaram a sociedade, seja desde o modo de comer ao modo de viver. A diferença é que todos eles irão considerar o mundo digital sem pestanejar.
Pronto para começar no mundo digital ou ainda está em dúvida?

Abs, 
Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios 
jonylan@mktmais.com

Lives de Negócios #2 Atendimento ao Cliente em tempos de quarentena

Nesta Live, converso com Diogo Castro (instagram @diogo.supervendas) para falarmos de Atendimento ao Cliente em tempos de quarentena, gravada em 22.03.2020.
Pontos discutidos:
  • Atendimento ao cliente B2B e B2C
  • Trabalho em Home-Office
  • Manter contato com os clientes
  • A importância de repensar os negócios
  • Criar Parcerias de Negócios
  • Novos Comportamentos Sociais
  • Estar em todos os canais de vendas

Acompanhe:




Abs,
Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Branding - Coca-Cola aumenta espaçamento das letras por causa do Coronavírus



Como um efeito cascata de alteração de logos, talvez para justificar os altos honorários das agências, parece que todos resolveram aproveitar o efeito da pandemia e bem provavelmente sugeriram a Coca-Cola usar seu icônico outdoor da Times Square em Nova York para começar a veicular uma mensagem bastante sutil sobre a prática de evitar contato e manter distância de outros na rua.

Usando a frase “Manter-se separado é a melhor forma de nos mantermos unidos”, a Coca também aumentou drasticamente o espaçamento de seu logo no meio, o que gera um efeito de branding impactante – confira abaixo:




Abs,
Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Branding - Mercado Livre adapta logo com a pandemia de coronavírus

A logo da plataforma de e-commerce Mercado Livre foi modificada temporariamente em resposta ao contexto da pandemia de coronavírus como forma de adaptar o Branding da empresa com o momento em que passamos.




Conforme o post:
O momento é de pensar em todos e ficar em casa. Por isso, nós vamos continuar aqui para o que você precisar. Mas lembre-se de consumir com responsabilidade e não comprar além do que você precisa. Juntos, vamos fazer com que dias melhores cheguem o quanto antes.





Desse modo, a empresa para de ilustrar sua marca com um aperto de mãos e muda para um encostar de cotovelos. A imagem acompanha a frase “Juntos. De mãos dadas, ou não”.

E você o que achou?

Pelo visto a moda de mudar a "logo" temporariamente pegou.

Abs,
Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Lives de Negócios #1 Dicas de Marketing Digital aqui é Mato

Live de Negócios com Jony Lan com o tema: Dicas de Marketing Digital aqui é Mato Gravado em 22.03.2020. Confira abaixo:






Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

McDonald's abre loja número 1000 em São Paulo com inovações


Méqui 1000’ chega com inovações no menu, na experiência e no uso de tecnologia

Nesta sexta-feira, 18 de outubro, o McDonald’s abre as portas de sua nova unidade, localizada em um dos endereços mais simbólicos do país, a avenida Paulista. O restaurante nasce com potencial de ser o mais novo ponto-de-encontro de quem trabalha, estuda ou está ‘turistando’ pela região. Afinal, além da localização privilegiada, o Méqui 1000 apresentará ao público um projeto de arquitetura inovador e experiências únicas. 

“Para nós, essa inauguração é bastante significativa. Chegamos ao Brasil há quatro décadas e o primeiro restaurante de São Paulo foi também na Avenida Paulista, em 1981. Estamos ampliando nossa presença na região, para entregar ao nosso cliente mais do que um local onde ele possa fazer suas refeições: o Méqui 1000 é um espaço minuciosamente criado para que as pessoas tenham uma experiência única com a nossa marca”, afirma Paulo Camargo, presidente da divisão Brasil da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s no país e em outros 19 países da América Latina e Caribe. 
O restaurante 1000 chega para celebrar os 40 anos da marca no país, em um momento de forte investimento. Além da expansão, a empresa está modernizando os restaurantes da rede, resultado de investimentos de R$ 1,25 bilhão anunciados pela Arcos Dorados para o triênio 2017-2019. Desse total, cerca de 60% serão destinados para abertura e reforma de unidades no Brasil.

Méqui 1000
A nova unidade está instalada em uma das esquinas mais charmosas da avenida, com a alameda Ministro Rocha Azevedo, em um casarão construído na década de 1940 – muito conhecido dos turistas que visitam a região na época do Natal. Isso porque o imóvel é tradicionalmente enfeitado para as festas de final de ano, prática que será mantida pelo McDonald’s. “Essa sacada terá uma das melhores vistas de uma das festas de Réveillon mais famosas do Brasil”, avisa Paulo Camargo. 
A fachada traz o já inconfundível ‘Méqui’, uma ação de marketing que virou febre em todo o país, pois celebra a intimidade entre a marca e seus clientes. Camargo conta quais são as outras novidades: “Temos uma esteira que sai da cozinha e vai até o Drive-Thru.
Os produtos serão entregues por lá e quem estiver na fila do drive poderá ver seu pedido chegando”, antecipa o executivo. “O restaurante tem diversos espaços instagramáveis, um terraço agradável e uma área verde incrível. Está na Paulista, mas é um espaço de todos os clientes, do Brasil e do mundo”. 

Quem for conferir o Méqui 1000 também verá outros aspectos tecnológicos em seu interior e que já são marca registrada do McDonald’s, como totens de autoatendimento, menu board digital e atendimento dual point
A unidade tem capacidade para atender 220 pessoas simultaneamente e gerou cerca de 100 novos postos de trabalho. A equipe, escolhida a dedo, é considerada ‘a prata da casa’, contando com diversas lideranças femininas e profissionais bilíngues. 
Com funcionamento 24 horas, Drive-Thru e McDelivery, o novo restaurante é assinado pelo arquiteto australiano Mark Landini, autor de diversos projetos para o McDonald’s no mundo, reconhecidos principalmente pela inovação.

Você só vê aqui
Dois aspectos desta unidade chamarão a atenção dos clientes. O primeiro é o cardápio, com produtos exclusivos como McPolpetone, pão de queijo sem lactose, Mozzarela Sticks e Pão de Queijo Burger, combinações que estarão disponíveis por tempo limitado.  
A segunda novidade fica por conta do uniforme dos funcionários que, assim como a arquitetura do local, também une o clássico ao moderno, segundo definição da estilista Patricia Saada, que também assina os trajes que há dois anos vestem os colaboradores McDonald’s de todo o país. “Quis que as peças refletissem a sensação que os clientes terão ao entrar em um prédio clássico, mas com um interior totalmente tecnológico”. 

Os looks criados por Patricia contam com suspensório, avental com detalhes em jeans, camisetas reversíveis, moletom e colete para o McDelivery. “O mais interessante desse processo foi poder contar com a ajuda dos próprios funcionários, que com seus inputs sobre o dia a dia no restaurante me ajudaram a chegar ao uniforme ideal”, comenta a estilista.

O tecido escolhido para parte das peças é um jeans com características mais ambientalmente corretas. Fabricado no Brasil pela Vicunha Têxtil, conta com o selo Eco Cycle, que indica redução do consumo de água no tingimento e utilização menor quantidade de matéria-prima virgem, a partir do uso de fibras recicladas. Sua confecção é certificada pela ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) e se dá a partir de processos mais racionais e limpos, que reafirmam o compromisso da marca com a Sustentabilidade.

Sobre a Arcos Dorados
A Arcos Dorados é a maior franquia McDonald’s do mundo, tanto em vendas totais do sistema como em número de restaurantes. A Companhia é a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe, com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios, incluindo Argentina, Aruba, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Equador, Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, St. Croix, St. Thomas, Trinidad & Tobago, Uruguai e Venezuela. A Companhia opera ou franqueia mais de 2.200 restaurantes McDonald’s com mais de 90.000 funcionários e é reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no América Latina. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO).  Para saber mais sobre a Companhia visite a seção de Investidores de nosso site: www.arcosdorados.com/ir


Fonte: Multitexto Comunicação Empresarial

Como criar um CATÁLOGO DE PRODUTOS e serviços no Whatsapp Business de graça

Aprenda a configurar o Catálogo de produtos e serviços usando o Whatsapp Business de forma gratuita, sem pagar nada por isso e ainda poder colocar um link de pagamento.



Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Observação | principal característica a desenvolver em um profissional do mercado de marketing e vendas

Ouça o podcast que preparei exclusivamente para você, meu caro leitor.

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A principal característica profissional a ser desenvolvida para quem quer atingir a alta performance é a capacidade de observação.

Todo profissional deve ter a capacidade de fazer uma leitura não verbal, de entender os sinais, o contexto, de visualizar primeiro e somar, na sua interpretação, e definir os próximos passos.

Se você quer desenvolver uma capacidade de alta performance, primeira característica que deve se preocupar é com a sua capacidade de observação.

Principalmente para quem trabalha com Vendas, Marketing e Marketing Digital

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Bayer mata marca Monsanto como empresa após pagar US$ 66 bilhões

A fusão global das duas empresas foi anunciada em 2016, por US$ 66 bilhões, e criou a maior companhia integrada de pesticidas e sementes do mundo.

Quem paga, manda
O grupo alemão dos setores farmacêutico e agroquímico Bayer anunciou (04.06.2018) que suprimirá a marca Monsanto depois de comprar a empresa americana de sementes e pesticidas.

A Bayer informou que pretende completar a compra da Monsanto em 7 de junho por um valor próximo a US$ 63 bilhões. O grupo alemão afirmou que recebeu todas as autorizações necessárias das agências reguladoras.

"Bayer continua sendo o nome da empresa. Monsanto como nome de empresa não será mantido", afirma um comunicado divulgado pelo grupo alemão.

As marcas dos produtos vendidos pela Monsanto, no entanto, serão mantidas. O grupo alemão não apresentou nenhuma justificativa par a supressão do nome Monsanto.

A fusão global das duas empresas foi anunciada em setembro de 2016, em negócio estimado em cerca de US$ 66 bilhões, e criou a maior companhia integrada de pesticidas e sementes do mundo.

Monsanto foi alvo de prostestos durante décadas
A nova empresa vai conservar os produtos da Monsanto, como o Roundup - um dos herbicidas mais usados no mundo, mas acusado de ser nocivo para a saúde -, mas deixará de usar o nome Monsanto, objeto durante décadas dos protestos dos ativistas do meio ambiente.

O abandono da marca Monsanto é uma maneira para o grupo alemão tomar distância de um nome que foi alvo, por muitos anos, de protestos de organizações ecológicas e de grupos de agricultores.

A Monsanto foi objeto de vários processos por questões de saúde ou de efeitos nocivos para o meio ambiente atribuídos a seus produtos.

Desde o anúncio da aquisição da empresa americana, os defensores do meio ambiente pressionam as autoridades com protestos.

"Vamos ouvir os que nos criticam e vamos trabalhar juntos, mas o progresso não deve ser detido pelo fortalecimento das frentes ideológicas", declarou Werner Baumann, presidente da Bayer.

As agências que regulamentam a concorrência nos Estados Unidos e na Europa autorizaram a operação, mas obrigaram a venda de atividades importantes à rival alemã BASF, avaliadas em quase US$ 9 bilhões (7,7 bilhões de euros).

A Bayer é farmacêutica e companhia de produtos químicos. A Monsanto é líder mundial em herbicidas e engenharia genética de sementes e dominava, antes da venda de ativos para a Basf, o setor de sementes transgênicas de milho, trigo e soja.

Aposta grande
Ao mesmo tempo, a compra da Monsanto por US$ 63 bilhões, um valor sem precedentes para um grupo alemão por uma empresa estrangeira, é um momento histórico para a Bayer, cujo objetivo é reforçar consideravelmente sua divisão agroquímica, a segunda em importância, atrás apenas da farmacêutica.

Para financiar a operação, a Bayer anunciou no domingo uma ampliação de capital de 6 bilhões de euros e uma dívida de mais de US$ 30 bilhões, o que nesta segunda-feira levou a agência de classificação financeira Standard and Poor's a reduzir sua nota de crédito a longo prazo de "A-" a "BBB".

O anúncio da fusão, em maio de 2016, foi o resultado da aposta da Bayer por uma agricultura cada vez mais intensiva, em um planeta que terá 10 bilhões de habitantes em 2050, mas que não possui terras cultiváveis suficientes para alimentar a todos.

A Monsanto, uma empresa fundada em 1901 pelo químico John Francis Queeny, se concentrou a partir dos anos 1990 na química agrícola e se especializou nos produtos fitossanitários e semente.

As agências que regulamentam a concorrência nos Estados Unidos e na Europa autorizaram a operação, mas obrigaram a Bayer a vender parte de suas atividades à rival alemã BASF.

Após a fusão, a divisão agroquímica da Bayer terá um faturamento de quase 20 bilhões de euros, valor que já leva em consideração a venda de atividades para a BASF, que representam quase 2 bilhões de euros.

A nova empresa vai superar as concorrentes do setor que concretizaram fusões recentemente: ChemChina, que se uniu à suíça Syngenta, e Dow com DuPont, duas empresas americanas.

A princípio, as autoridades expressaram o temor de um abuso de posição dominante na área dos produtos agrícolas.

A fusão também permitirá a Bayer assumir o Roundup, o polêmico herbicida que alguns estudos consideram cancerígeno.

"Para nós, a Monsanto agora se chama Bayer", afirmou a associação ecologista Bund, enquanto o Greenpeace pediu "uma mudança fundamental da política comercial da nova megaempresa".

"Vamos ouvir os que nos criticam e vamos trabalhar juntos, mas o progresso não deve ser detido pelo fortalecimento das frentes ideológicas", declarou Werner Baumann, presidente da Bayer.

Fonte: France Presse, via G1

Walmart perde US$ 4,5 bilhões ao vender operação no Brasil

Já era, a empresa de private equity Advent Internacional vai adquirir uma participação de 80% nas operações do Walmart no Brasil, enquanto a varejista vai manter uma fatia de 20%. O valor do negócio não foi informado.

Como resultado da transação, o Walmart espera registrar nos Estados Unidos uma perda líquida sem efeito em caixa de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, a ser registrada no 2º trimestre como item extraordinário.

De acordo com o Walmart, parte significativa da perda líquida se deve ao reconhecimento de perdas acumuladas de conversão de moeda estrangeira e a perda final pode flutuar significativamente devido a alterações nas taxas de câmbio até a data do fechamento.

Após um fechamento previsto para o final deste ano, o Walmart não espera nenhum impacto significativo contínuo para o lucro por ação no atual ano fiscal e um leve impacto positivo no próximo ano fiscal.

Em comunicado, a Advent International anunciou que concordou em investir em uma participação majoritária no Walmart Brasil para fortalecer o negócio e posicioná-lo para o sucesso no longo prazo. O negócio está sujeito à aprovação regulatória no Brasil.

“Atuamos no Brasil há mais de 20 anos e estamos entusiasmados com essa parceria com o maior varejista do mundo”, disse Patrice Etlin, sócio-gerente da Advent International.

“Acreditamos que com nosso conhecimento do mercado local e expertise em varejo poderemos posicionar a empresa para gerar resultados expressivos e alcançar novos patamares de sucesso no Brasil. Planejamos investir no negócio e trabalhar com a equipe da empresa para criar um ambiente mais ágil e moderno, a fim de acelerar o seu desenvolvimento e melhorar a experiência do consumidor”, completou.

De acordo com o Walmart, a decisão veio de uma análise cuidadosa e consciente do portfolio internacional da empresa.

“Manteremos participação no Walmart Brasil e continuaremos compartilhando nossa experiência global em varejo, dando ao nosso negócio no Brasil a melhor oportunidade de crescimento de longo prazo, proporcionando oportunidades para nossa equipe e preços baixos para os clientes”, disse Enrique Ostale, vice-presidente executivo e CEO do Walmart nas regiões de Reino Unido, América Latina e África.

O Walmart foi assessorado na negociação pela Goldman Sachs, e a Advent International, pelo Credit Suisse e Euro Latina Finance.

Atuação das empresas
A Advent International informou que tem experiência de investimentos no varejo tanto no Brasil quanto internacionalmente e que desde a inauguração do escritório em São Paulo em 1997 o fundo já investiu em mais de 30 empresas brasileiras de diversos setores. No Brasil, a Advent tem participações na Dufry, Quero-Quero, Allied, IMC, Fortbras, Estácio, Easyinvest e Restoque. A empresa vendeu sua participação no Grupo Fleury em 2017.

O fundo concentra investimentos em cinco setores principais: negócios e serviços financeiros; saúde; indústria; varejo, consumo e lazer; tecnologia, mídia e telecomunicações. Em nível mundial, nos últimos 28 anos, a Advent realizou 40 investimentos no segmento de varejo em 14 países.

Com presença no Brasil há 22 anos, o Walmart Brasil possui atualmente 438 lojas em 18 estados, com 55 mil funcionários. Em 2017, as vendas totais da empresa somaram mais de R$ 25 bilhões.

Nova campanha da TIM foca na evolução digital e no jovem


“A Evolução Não Para” é o novo tagline da marca; campanha criada pela Z+ conta com o
dançarino alemão Sven Otten e crianças numa trajetória para o futuro digital

A evolução é o caminho para o futuro. Esse é o mote da nova campanha institucional da TIM, que
reforça o compromisso da operadora com a transformação digital. Na comunicação desenvolvida pela
Z+ e com a participação do dançarino alemão Sven Otten, a antiga assinatura “Evoluir é Fazer
Diferente” dá lugar ao novo tagline: “A Evolução Não Para”. O filme para TV já está no ar.





“O filme e a nova assinatura refletem a atual estratégia da TIM, de evoluir junto com os hábitos dos
consumidores e oferecer aos clientes mais possibilidades, exclusividade e um constante avanço na
oferta de produtos, serviços e tecnologia. A presença do Sven nessa ação é resultado do sucesso que
nossas campanhas focadas em música e dança vem fazendo. É uma linha de comunicação que nos
aproxima ainda mais dos usuários e que será importante nessa virada da marca”, destaca Ana Paula
Castello Branco, diretora de Advertising e Brand Management da TIM Brasil.

O filme traz crianças dançando e interagindo com o Sven, ao som de “Another Day of Sun”, trilha
sonora do filme La La Land. A campanha começa em uma sala de aula tradicional, onde a professora
mostra para os alunos que o mundo está mudando. Com a chegada de Otten, todos começam a dançar
e seguem para um túnel, que representa a evolução para um futuro próximo, dentro de uma nova
realidade digital. As cenas com a participação das crianças mostram as transformações em diferentes
aspectos como inovação, entretenimento e tecnologia. No encerramento, a narração explica: “A TIM
sabe que a evolução é o caminho para o futuro. Por isso, a cada dia, traz para você mais tecnologia,
mais qualidade, mais entretenimento, mais possibilidades. Vem pra TIM. Aqui, a evolução não para”.
Para a produção das peças, foi construído um painel de LED de 75 m² com os mesmos recursos
tecnológicos usado em filmes como “Oblivion”, de Joseph Kosinski. Sven Otten atravessa o cenário,
que se transforma a cada passo.

“Nosso ponto de partida foi o entendimento de TIM sobre as mudanças que vem por aí na educação,
cultura, música e esportes. Para as quais a operadora se compromete a evoluir todos os dias.
Imprimimos esse futuro não somente na narrativa da campanha, mas também na produção, com a
tecnologia de filmes Hollywodianos”, conta Alexandre Vilela (Xã), CCO da Z+.
Além do filme para TV, a campanha conta com peças para a mídia impressa, digital, rádio e OOH.

Ficha técnica
Anunciante: Tim Celular S/A
Agência: Z+ Comunicação LTDA
Título: Kids - Reposicionamento
Produto: TIM Institucional
Chief Creative Officer (CCO): Alexandre Vilela (Xã)
Diretor de Criação: Rico Lins
Criação Filme: Rico Lins, Juliano Almeida
Diretor de Criação Digital: Luigi Alliegro
Supervisor de Criação Digital: Enzo Sunahara
Criação Digital: Gabriel Argenta e Alexandre Silva (Big)
Motion: Nader El Kadri
Planejamento: Daniel Rios e João Guerra
Atendimento: Guilherme Alonso, Gabriel Redigolo, Mônica Abreu, Marcella Lyra, Fernanda Salum, João Mendes,
Patrícia Gabriel e Arthur Gregolini.
Mídia: Marylena Gorayeb, Leonardo Menezes, José Lucas Ferreira e Cleberson Luque.
Aprovação/Cliente: Ana Paula Castello Branco, Marcelo Murras, Ana Carolina Abess, Diogo Laranjo.
Projetos: Rafael Coelho, Felipe Brentan e Grazielle Evangelista
Produção RTV: Gilberto Pires (Gibinha) e Viviane Dias
Produção Gráfica: Z+
Artbuyer: Alice Sueko
Produtora: Delicatessen Filmes
Diretor: Gustavo Leme
Diretor de Fotografia: Marcelo Durst
Diretor de Arte: Ricardo Van Steen
Produtora Executiva: Renata Dumont
Sales: Roberta Reigado, Mari Pinheiro e Thais Previato
Coordenação Produção: Tathiana Pires e Samira Smidi
Coordenação de pós-produção: André Serra
Montador: ONON

Finalizador: DAVID CAZELI
Cor: PSYCHO N' LOOK
Pós-Produção: TRIBBO POST
Diretor de Pós-Produção: BBINHO CARVALHO
Produtora de áudio: Cabaret
Música: Guilherme Azem
Produtor: Angelo Colasanti e Lucas Comparato
Atendimento: Ingrid Lopes e Vitoria Capelasso
Locutora: Juliana Araripe
Coordenação: Verusca Garcia e Nicole Bonnet

Abs,

Jony Lan 
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Quem é a geração X, aquela que tem dinheiro e compra


Pesquisa do Grupo Abril traçou o perfil de consumo da geração X, que representa 27,1% da população brasileira e gera 51,3% da renda das famílias

Por anos, os millenials assumiram o protagonismo na publicidade. Ansioso por essa fatia de mercado, o meio acabou por deixar de lado um grupo mais velho e disposto a abrir a carteira para consumir: a geração X, composta por pessoas de 35 a 54 anos de idade.

“Estamos todos mergulhados no mundo digital”, explica Walter Longo, presidente do Grupo Abril (ao qual pertence EXAME.com), “e independentemente de faixa etária”. No entanto, o executivo nota que há uma obsessão da publicidade em conversar com o público por meio dos jovens, embora eles tenham menos dinheiro e menos vontade de consumir.

“É a geração X a que influencia, consome e paga a conta”, constata Maurício Panfilo, head de inteligência de mercado do Grupo Abril. Ele lembra que, entre os consumidores do e-commerce, a média de idade é de 43 anos e que 7 em cada 10 compras são realizadas por pessoas com mais de 35 anos.

Ao lado de Longo, Panfilo apresentou, nesta manhã, durante um evento em São Paulo, os resultados de um estudo inédito produzido pelo Grupo Abril, “O X da Questão”. A pesquisa avaliou os hábitos de consumo de um grupo que, além de representar 27,1% da população brasileira, gera 51,3% da renda das famílias.

Maurício Panfilo no evento "O X da Questão"
Panfilo: dicas para falar com a geração X (Flávio Moret/Abril)
Essa geração é ligada nos meios digitais e influente no consumo. Ainda assim, é pouco representada na propaganda. Há, no entanto, maneiras de alcançar sua atenção e conversar com essas pessoas. Veja abaixo algumas dicas baseadas nas constatações da pesquisa:

Estética, símbolos e conceito
O que funciona para as gerações mais novas não necessariamente funciona com as mais velhas. Hoje, entre millenials e X, esse é exatamente o caso, nota Panfilo: as pessoas podem até ter os mesmos interesses, mas, na maioria das vezes, não falam a mesma língua. Millennials: O que quer essa geração? Confira no vídeo do Mundo Corporativo! Patrocinado

Represente-a de fato
A geração X não quer ser representada pelo que não é. Tampouco deseja ser alvo de estereótipos. Tanto os homens quanto as mulheres desse grupo disseram, na pesquisa, que não se identificam com propagandas. Entre as mulheres, três quartos relataram esse sentimento.

É a geração multiplataforma
Entre as gerações (Z, millenials ou Y, X e baby boomers), a X é aquela na qual notou-se o maior equilíbrio entre o uso plataformas digitais e não digitais, além de essa ser a geração mais receptiva a diferentes formatos de propaganda.

A razão em destaque
A geração X prefere anúncios objetivos, focados nas características dos produtos. Ao equacionar razão e emoção, está mais ligada na racionalidade.

Mais sobre o produto
Esse grupo está mais interessado no produto que nos ideais e causas que uma marca defende, mostrou o levantamento. Busca a autenticidade e sabe distinguir o que é verdade do que é exagero nos produtos.

Envolva a família
Um dos valores mais caros para a geração X é a proteção à família, mas com toques de humor, modernidade e realidade. “É o clichê que dá certo”, explica Panfilo, “e é onde mais gastam com prazer”.

Foco no Conteúdo
As pessoas da geração X valorizam o conteúdo e se satisfazem com a profundidade das informações oferecidas.

Quebre paradigmas
Embora tenha levantado diversas bandeiras hoje sustentadas pelos millenials, a geração X tem traços mais tradicionais, o que exige cautela na forma como temas polêmicos são apresentados. “A aceitação de novos assuntos acontece mais gradualmente nesse grupo”, lembra Panfilo.

Promova a reflexão
O grupo é receptivo a anúncios que o façam refletir, mas a propaganda não pode ofuscar as características dos produtos.

Cuidado com generalizações
A geração X, no Brasil, é composta por 56 milhões de pessoas. É evidente que há uma variedade de comportamentos entre elas. Daí a importância de se trabalhar a individualidade. Generalizações podem dar margem a erros.


Fonte: Exame