Marketing Social| Pepsi muda estratégia de publicidade e aposta em projetos sociais

A publicidade tradicional, com grandes campanhas de imagem falando da qualidade dos produtos, parece ter ficado pequena para a companhia de bebidas Pepsi, que optou em 2010 em diminuir em US$ 20 milhões seus investimentos em propaganda e destinar esse dinheiro a projetos sociais nos Estados Unidos.

"A Pepsi sempre teve uma publicidade muito boa, mas nos demos conta de que era o momento de evoluir e dar aos consumidores a oportunidade de que nos dissessem como refrescar realmente suas comunidades", explicou hoje à Agência Efe a diretora de marketing para Pepsi nos EUA, Ana María Irazabal.

A rival da Coca-Cola apostou em destinar parte de seu orçamento para o financiamento de projetos que vão desde renovar os parques de uma população da Pensilvânia, até melhorar os hábitos alimentares das crianças da Louisiana e fornecer transporte gratuito a doentes de câncer.

"É preciso estabelecer uma relação diferente com o consumidor, porque o povo espera comprar marcas que estejam alinhadas com seus valores", sustentou Irazabal, que explicou que foram precisos nove meses para criar a campanha "The Pepsi Refresh Project".

A novidade é que esse dinheiro não sai da fundação com a qual a PepsiCo conta para destinar fundos a trabalhos filantrópicas, mas do orçamento que a empresa destina a publicidade.

Em andamento desde janeiro, a campanha já financiou 192 projetos que beneficiam 45 mil pessoas nos EUA e até o final do ano espera superar as 360 iniciativas ambientais, alimentícias, artísticas, educativas e de melhora de vizinhanças.

"Queremos dotar os consumidores de poder, pegar as boas ideias e torná-las realidade, e fazer isso mediante um processo democrático", disse Irazabal em referência aos projetos que são apresentados na internet e submetidos à votação popular. Os mais votados recebem as verbas.

"Toda companhia tem consciência social. Queremos demonstrar que podemos ir muito bem em lucros e ao mesmo tempo fazer o bem social", acrescentou.

A diretora explicou que a Pepsi, que esse ano deixou de anunciar no Super Bowl - a final da liga de futebol americano - pela primeira vez desde 1987 para destinar fundos a este projeto, transformou seu compromisso social em uma estratégia de marketing.

"Claro que é publicidade, mas se trata de uma tática diferente". "Sabemos que quando os consumidores veem que a empresa faz algo por sua comunidade, algo tangível, sua intenção de compra é muitíssimo mais alta, por isso completamos o objetivo final da publicidade", acrescentou.

A Pepsi se comprometeu em destinar esses US$ 20 milhões a projetos circunscritos aos Estados Unidos e só até dezembro, mas agora que os efeitos positivos começam a ser visíveis em suas vendas e sua imagem, a empresa não descarta que o projeto seja ampliado e, inclusive, saia do país.
Confira mais no site da ação: http://www.refresheverything.com


E você, tem acompanhado as ações de marketing social no Brasil?

Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Exame, Pepsi

France Soir | anúncio de jornal francês tem erro na imagem

France Soir é um jornal que tem o modelo de negócios parecido com o Jornal Aqui e Super de Belo Horizonte. Por alguns centavos você consome notícias diariamente. O conceito da peça é bem bacana, todos lendo o jornal. Mas nesse anúncio há um erro aprovado pelos nossos caros colegas profissionais franceses. Alguém consegue identificar qual?


Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Ao estilo Melissa, Grendene lança linha de sapatos masculinos de plástico

O mais novo lançamento global de calçados da Grendene, o M:ZERO, surge para complementar o guarda-roupa de homens urbanos de senso estético apurado. O logotipo M:ZERO une, de maneira original, inspirações como o formato dos aparelhos de aviação e dos relógios. As bandeiras milenares dos samurais e a alfaiataria masculina também influenciaram a escolha dos elementos que representam a marca.

Dois modelos foram desenvolvidos com cinco variações de cores cada, com acabamento flocado ou liso. Ambos foram inspirados em calçados icônicos do guarda-roupa masculino. O modelo drive não contém cadarços. O segundo, que se assemelha a um Oxford, contém o bico mais fino. Recicláveis, os sapatos são desenvolvidos de forma não poluente e sustentável.

Disponíveis no mercado brasileiro e no exterior a partir de julho, os modelos poderão ser comprados em multimarcas masculinas e pelo site. Ambos os modelos custam R$ 120,00. A marca foi pensada para um público que, em tempos de massificação, procura produtos com informação de moda e design para desenvolver um estilo pessoal único.


Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: fashionbubbles

Malibu e Decathlon em ação com Marketing Mobilizing People, o Flash Mob patrocinado

O Flash mob puro não tem cunho mercadológico, em marketing seria interessante criarmos um termo caso tenha uma marca por trás, um patrocínio, um objetivo de marketing, não? Então, em marketing, vamos falar de Marketing Mobilizing People ou MMP (Marketing de Mobilização de Pessoas).

Recentemente a bebida Malibu fez uma ação de Marketing Mobilizing People no City Hall Park em New York.

As empresas estão evoluindo na utilização dessa ferramenta e acabam fazendo a aparição da marca de forma bem sutil. Neste case a Malibu usou as mulheres de biquíni para chamar a atenção discretamente, mas que no vídeo abaixo fica aquela impressão de que dá vontade de ver de novo.




Já a Decathlon fez a primeira ação de Marketing Mobilizing People dentro de sua loja na França. Está mais para uma ação de Marketing Shakesperiano, tudo ensaiado e sem a participação do público. E mais, em um local controlado, a loja. Já fizeram uma ação em supermercado, enfim, qualquer lugar é lugar para uma ação de marketing.





Em Las Vegas, um "flash mob" em pleno Planet Hollywood em novembro de 2009. Lembra bem uma performance de "Show Bar" em boates e danceterias. Neste caso, o patrocínio foi mascarado e mostra uma parceria com o próprio Planet Hollywood.



E a sua empresa, já pensou em investir em uma ação ao estilo "Flash Mob"?


Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Moda responsável: coleção holandesa é destinada apenas para aqueles que doam sangue

Objetivo
Coleção de moda holandesa deseja recrutar uma nova geração de doadores de sangue

Você daria o sangue pela moda? Essa é a pergunta que a coleção Red Rail fará para aqueles que se interessarem por suas peças. Não é possível comprar com dinheiro, ou troca de roupas, só terá acesso à coleção aquele que for doador de sangue. Red Rail foi confeccionada para atrair e recrutar uma nova geração de doadores de sangue, que colocam a soliedariedade acima das questões do vestuário.

Com essa estratégia, a coleção, apresentada na Semana de Moda de Amsterdam, é composta por 20 peças desenvolvidas por 18 jovens estilistas. Entre eles revelações da moda holandesa como Ellen Benders, Ivona Batuta e Mirte Engelhard.

Como o número de peças é muito limitado, a coleção será sorteada entre os interessados. É simples: basta escolher a peça, doar o sangue, enviar um email para theredrail@stichtingnobel.nl com o pedido e a comprovação da doação e esperar pelo sorteio feito em janeiro de 2011. Vale ressaltar, que o sorteio só vale para os holandeses.

Iniciado pela Fundação Nobel e patrocinado pela Fundação DOEN, o projeto foi desenvolvido para recrutar um novo grupo de doadores de sangue e aumentar a consciência da necessidade da ação. “Red Rail espera transmitir a mensagem de que a doação de sangue é um dom” diz o site oficial da coleção. Altruístas e fashionistas, agora é só doar o sangue e torcer os dedos.

Quem sabe a São Paulo Fashion Week e a Fashion Rio e outras mais não adotam o mesmo tipo de projeto? Bacana!

Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: EcoD

Dia dos Pais: Riachuelo lança coleção LOS DOS LIMITED


A Riachuelo e a marca de moda masculina LOS DOS se uniram para apresentar a coleção de polos LOS DOS Limited Edition, lançamento exclusivo para o Dia dos Pais que será vendido somente nas lojas Riachuelo.

Conceito
Desenvolvida para agradar homens modernos que buscam peças com design diferenciado e são apaixonados por futebol, o detalhe dessa coleção são as reproduções idênticas das peças adultas em versão miniatura, para os filhos que, assim como os pais, gostam de futebol, estilo e conforto.

As camisas polo foram desenvolvidas para pegar a ideia de "tal pai, tal filho". Boa ideia para encurtar a vontade de vestir os filhos como os pais e vender um pouco mais que só as roupas dos Pais.



Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: CRpress

Custo Brasil: abrir uma empresa custa mais de R$ 2 mil

O custo médio para abrir uma empresa no Brasil é de R$ 2.038. Esse valor varia quase 274% entre os estados brasileiros, considerando o mínimo registrado na Paraíba (R$ 963) e o máximo apresentado em Sergipe (R$ 3.597).

Ao comparar com outros países integrantes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o montante representa o triplo do valor cobrado, cuja média é de R$ 672.

Dos países da América do Sul, a referência na abertura de empresas é a Colômbia, com a média de R$ 1.213, quase a metade do custo brasileiro.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) divulgado na sexta-feira (23).

Análise por atividade
Ao analisar a atividade econômica, o estudo aponta que o custo de abertura de empresa industrial, que é de R$ 2.840, é superior ao do comércio e serviços, cujos valores médios são de R$ 2.631 e R$ 2.600, respectivamente.

No caso das micro e pequenas empresas, o custo de abertura no Brasil é de R$ 1.494, com alvará sanitário, sendo o valor mínimo registrado no Distrito Federal (R$ 490) e o máximo em Sergipe (R$ 3.208).

Já para a abertura de empresas de médio e grande porte, o custo médio é de R$ 2.912. Esse valor varia quase 431% entre os estados, sendo o menor na Paraíba (R$ 1.525) e o maior no Rio de Janeiro (R$ 5.080).

Taxas
Em relação às taxas cobradas, o custo de autenticação de cópias de documentos em cartórios varia 307% no País, sendo o Rio de Janeiro o estado mais caro (R$ 183) e a Bahia, o mais barato (R$ 45). Os cartórios representam 3% do custo total no processo da abertura de empresas.

O visto do advogado representa 35% do custo total gasto pelos empresários. A cobrança de honorários de advogado para validação do contrato social depende da determinação das OABs (Ordem dos Advogados do Brasil) estaduais e podem variar até 1.241%.

Já os alvarás do corpo de bombeiro, sanitário e de funcionamento, representam 25%, 12% e 11% do custo total. O registro da Junta Comercial representa 10% do custo.

Firjan pretende apresentar sugestões para simplificação
Além da simplificação do processo, a ideia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) é apresentar sugestões para reduzir os custos de abertura de empresas no país. Uma delas é eliminar a exigência de ter o visto de um advogado no processo.
"O verdadeiro valor do advogado não é receber para dar o visto em um documento, e, sim, o trabalho que faz de avaliação do negócio", afirmou o gerente de infraestrutura e novos investimentos da Firjan, Cristiano Prado.

A redução do custo do alvará do Corpo de Bombeiros, que representa 25% dos gastos totais, faz parte do rol de sugestões. Outras que certamente farão parte do trabalho, segundo o executivo, são a eliminação dos custos com cartório e o fim da necessidade de autenticar documentos.

Quer abrir uma empresa? Faça um plano de negócios, cuide bem das finanças e vamos em frente!

Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Correio do Estado, O tempo

Mercado: varejo espera o melhor Dia dos Pais desde 2005

Os varejistas estão otimistas com relação ao Dia dos Pais deste ano. Uma pesquisa da Serasa Experian realizada com mais de 1 mil executivos do setor revela que 55% deles apostam em alta do faturamento ante igual período de 2009. Este é o maior percentual desde que o levantamento começou a ser feito, em 2005.

Já 39% dos entrevistados acreditam que o faturamento ficará no mesmo patamar registrado no ano passado, enquanto 6% estimam queda.

Os economistas da Serasa Experian notam que o otimismo prevalece, apesar dos juros mais altos e do maior nível de endividamento do consumidor. Para eles, uma das razões é a evolução do crédito, com prazos cada vez mais longos.

Além disso, a Serasa enfatiza que a base de comparação não é fraca, uma vez que, no Dia dos Pais do ano passado, a economia brasileira já tinha se recuperado da crise financeira.

Na análise por regiões, verifica-se que os varejistas do Nordeste são os mais otimistas, com 67% esperando faturar mais. Na sequência, aparecem Centro-Oeste, com 61%, Sudeste (55%), Norte (53%) e Sul (50%).

O estudo também revelou um equilíbrio entre as vendas a prazo e à vista. No Dia dos Pais deste ano, 51% das vendas serão a prazo e 49% à vista, de acordo com a Serasa Experian.

No que se refere aos meios de pagamento, o dinheiro será a preferência dos consumidores que optarem pelo pagamento à vista, com 39%, seguido por cartão de crédito (25%); cartão de débito (18%); cheque (16%) e cartão da própria loja (2%).

As vendas a prazo, por sua vez, se dividirão entre cartão de crédito parcelado (43%); cheque pré-datado (33%); financiamento ou crediário (16%); cartão de débito parcelado (4%); cartão da loja parcelado (2%) e outros (2%).

Quanto aos presentes, para 55% dos entrevistados, haverá mais demanda por roupas, sapatos e acessórios. Já o celular é a aposta de 23% dos varejistas. Depois aparecem eletrônicos (6%), perfumaria e cosméticos (6%), e vinho e bebidas (2%). Agora é esperar e fazer as contas.

Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Valor

Marketing Político: Australian Sex Party faz anúncio com modelo semi-nua


O Australian Sex Party foi criado em 2008 como "uma resposta política às necessidades sexuais da Austrália no século 21". Sim meus leitores, o Partido do Sexo na Austrália. Seu mais recente anúncio provoca, chama a tenção, dá duplo sentido e tudo mais. A ideia é que o anúncio pergunta se as pessoas são "legais", ou seja, se elas estão legalmente registradas para votar. O foco são os jovens, mas sexo e política, pelo menos por cima dos panos é bem complicado de se ganhar respeito.
 
Conceito
O Australian Sex Party é um partido político que tem o propósito de dar a oportunidade dos eleitores terem um contato com o sexo e as leis deste gênero que são formulados no país. 

No site do partido, há o que muita gente gosta, mas pouca gente admite: "Como um membro do partido do sexo, você estará ajudando a eleger legisladores que gostam e apreciam o sexo e que não têm medo de apoiar os outros na busca de uma vida sexual satisfatória."


O partido tem bons propósitos, mas uma barreira enorme pela frente, a do tabú. Mas ganhou um espaço no oceano azul nos segmentos dos partidos políticos do mundo. Mas isso não significa que estará entre os eleitos. Bom, pelo menos em Marketing eles estão se saindo bem, falta agora entender a métrica de resultados. Como dizem: "Boa sorte na próxima ereção eleição".


Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Mercado: passagens aéreas nacionais estão mais baratas que nos últimos anos

Ao custo médio de R$ 256,13, as passagens aéreas nacionais atingiram em abril o menor valor registrado desde 2002 – ano em que teve início o levantamento de preços do setor, aponta a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

47%
foi a redução do preço médio das passagens aéreas domésticas nos quatro primeiros meses de 2010 ante igual período de 2004, quando a tarifa média estava em R$ 514,42

Para realizar uma viagem de avião para um destino nacional, o consumidor desembolsou 23,9% menos em abril deste ano do que em igual mês de 2009, segundo a Anac. Em relação ao mês anterior, março de 2010, as tarifas ficaram 7,5% mais baratas.

A redução do preço das passagens ocorreu no mesmo mês em que a procura por voos domésticos aumentou 23,5%. De acordo com a agência reguladora, os preços estão mais acessíveis porque a concorrência está cada vez mais acirrada no setor.

Entre janeiro e abril deste ano, o valor médio dos bilhetes para voos dentro do território nacional ficou em R$ 272,44. Na comparação com igual período de 2004, quando a passagem aérea doméstica tinha um preço médio de R$ 514,42, a redução foi de 47%.

O preço médio pago por passageiro para cada quilômetro voado ficou em R$ 0,39 – uma queda de 24,6% em relação a abril do ano passado e de 7,4% ante março de 2010 –, mostra o levantamento.

Agora é a hora das cias aéreas melhorarem a estrutura de negócios dela ou veremos uma nova onda de aquisições no setor.



Abs,

Jony Lan 
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Band

Conceito: Brahma revela a sua lata vermelha

A Brahma acaba com o mistério em torno de sua lata e divulgou, no último sábado (24), a segunda fase da campanha que reposiciona a cerveja no mercado. A nova embalagem, vermelha, é parte da estratégia que tem como slogan "O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma". Além da lata, o logotipo, reproduzido nas garrafas e em todo o material de comunicação, também foi modificado para reforçar o novo conceito.

Ao longo dos últimos três anos, a Brahma focou a comunicação nos valores do consumidor, no 'brahmeiro', e teve como auge desse posicionamento os comerciais transmitidos durante a Copa do Mundo, em que Dunga foi garoto-propaganda. Na nova fase, a ideia é focar no produto. "Com a campanha 'Brahmeiros' conseguimos reforçar os valores e nos aproximar ainda mais do consumidor da marca. A gente falou muito de quem é esse brahmeiro. Agora a gente vai falar do que ele gosta. É isso que entregamos com este novo conceito: o 'Brahmeiro' que conhecia sua cerveja de olhos fechados, também poderá identificá-la de olhos abertos", diz Sérgio Eleutério, gerente de comunicação de Brahma.

Atrelada à nova comunicação visual, a marca estreia também uma nova forma de se comunicar com seu público, com tom mais irreverente, já apresentado nos vídeos que disseminaram o teaser com a pergunta "Por que a lata da Brahma é branca?" pela internet. A página da cerveja no Youtube alcançou cerca de 400 mil visualizações em uma semana, de acordo com Eleutério.


O comercial "Perguntas", que revela a nova lata, começa com uma série de questionamentos curiosos e sem respostas: "Por que as mulheres escolhem tanto, se homem é tudo igual?" ou "Por que a conta sempre sobra para quem senta na ponta da mesa?". Até chegar a dois amigos num supermercado que também se questionam: "Se o caminhão, a embalagem e a geladeira da Brahma são vermelhos, por que a lata da Brahma é branca?". Neste momento, um terceiro personagem aparece e fala "Muda pra vermelho logo!". O vídeo finaliza com a revelação da nova embalagem.

É a primeira vez na sua história que a Brahma passa por uma reformulação na sua linha de produção. A nova marca foi desenvolvida pela Narita Design, e a campanha publicitária é da agência Africa.

O filme vai ao ar no sábado em emissoras de todo o país. O plano de mídia inclui também peças no PDV, anúncios e peças para web.

Com o fim da Copa, os comerciais evoluirão com poucos motes até a chegada do Verão. Em tempo: os personagens do comercial usam ou roupa branca, ou roupa vermelha e quem está de vermelho sempre está em uma ação "positiva" e em linha com o novo conceito da campanha. Essas são as mensagens subliminares. Achou mais alguma?


Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Vantagem Competitiva: Índia desenvolve tablet de US$ 35

Parece que a Índia está se transformando em um centro de soluções para a camada mais pobre da sociedade (a maioria da população local). O ministro indiano, Kapil Sipal, mostrou em Nova Déli o protótipo de um computador portátil parecido com o tablet da Apple, o iPad, com preço de apenas US$ 35 (quase R$ 62). Como a população da índia é 5 vezes maior que a do Brasil e o governo investe mais em educação e tecnologia de base que o Brasil, soluções e inovações como essas se tornam mais "fáceis".

O novo computador ou tablet tem como público alvo os estudantes indianos, permite navegação na internet, vídeo conferências e vem com processador de texto, de acordo com os responsáveis pelo projeto.

O novo tablet foi desenvolvido pelas principais universidades de tecnologia da Índia. O dispositivo não tem disco rígido e, ao invés disso, usa um cartão de memória como um telefone celular, e poderá funcionar com energia solar.

O ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos da Índia, Kapil Sibal, afirmou que o governo está procurando um fabricante para o produto.

"(...) Agora convidamos indivíduos, empreendedores, firmas e indústrias para produzir o dispositivo a preços mais baratos do que este. Mostramos ao mundo que produzimos um dispositivo mais barato enquanto os preços dos computadores sobem", disse o ministro ao jornal indiano Economic Times.

Ao revelar o projeto, Sibal afirmou ao jornal que o laptop em formato de prancheta é a resposta indiana aos laptops de US$ 100 (cerca de 176) desenvolvidos pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos Estados Unidos.

O projeto americano, de 2005, visava distribuir um laptop de US$ 100 para cada criança nos países em desenvolvimento, mas o dispositivo acabou custando o dobro do preço prometido.

Em maio, Nicholas Negroponte, do Media Lab do MIT, anunciou os planos de desenvolver um tablet básico de US$ 99 (R$ 175) por meio de sua organização sem fins lucrativos One Laptop Per Child.

Linux
O computador indiano vai custar apenas uma fração do preço do tablet iPad lançado pela Apple, que custa cerca de US$ 499 (mais de R$ 880).

O ministro indiano afirmou que o aparelho em formato de prancheta, que operaria com o sistema Linux, deve ser introduzido no ensino superior indiano a partir de 2011.

O plano do ministro é baixar ainda mais o preço do dispositivo, para US$ 20 (cerca de R$ 35) e até chegar aos US$ 10 (cerca de R$ 17).

O Ministério do Desenvolvimento de Recursos Humanos já lançou projetos de tecnologia mais barata no passado e foi alvo de críticas. Em 2009, o Ministério foi criticado depois de revelar que estava prestes a mostrar um protótipo de laptop de US$ 10, o que chamou a atenção da imprensa internacional.

No entanto, houve muita decepção quando o "Sakshat" foi mostrado à imprensa e era apenas o protótipo de um dispositivo parecido com um celular com um preço não especificado, cujo projeto nunca se materializou.

Mamta Varma, porta-voz do Ministério, afirmou que foi possível desenvolver o novo dispositivo devido a queda dos custos de hardware.

A porta-voz não citou nomes de companhias, mas afirmou que vários fabricantes de outros países, incluindo pelo menos um de Taiwan, já manifestaram interesse no novo dispositivo.

Esse vai ser um pulo para democratizar o acesso à tecnologia da informação. Se isso se concretizar, cairá a barreira de acesso a computadores no mundo e o brasileiro não será mais só usuário de telefone celular, também será usuário de computador, tão maior quanto a base instalada de aparelhos de celulares no país. 

Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: AFP, BBC