Redecard celular | número de celular substitui o cartão na hora da compra

cartão x celular
 Com uma base de celulares maior que a da própria população brasileira ativa, quem souber explorar melhor esse contexto, estará um passo à frente das demais empresas. No Japão o celular já é o objeto meio de diversos serviços, como metrô e transações bncárias. No Brasil, chegou a hora da verdade.

Em vez de passar o cartão na máquina POS na hora da compra, o cliente poderá digitar o número do celular, como forma de identificação. Então serão pedidas duas senhas: uma pessoal e outra dinâmica, que será recebida a cada compra via SMS. “A vantagem é que o cliente não precisará mais expor o número do seu cartão”, explica Massayuki Fujimoto, diretor de inovação da Redecard.

celular visa
O serviço Redecard Celular já está em teste há quatro meses. A previsão é de que até o final de outubro todos os clientes do cartão Vivo Itaucard de bandeira Mastercard possam adquirir o serviço. E até dezembro, a expectativa é de que a empresa consiga atender a bandeira Visa. Para utilizar a novidade, o cliente precisará entrar em contato com a administração do cartão para cadastrar o número do celular na conta do cartão de crédito. Segundo Fujimoto, o consumidor poderá associar até seis cartões ao seu número de celular.

"Esse projeto é importante para criar uma cultura de pagamento com o celular. O cliente precisa se acostumar a pagar e o varejista precisa se habituar a receber pelo celular", afirma o diretor. Já são mais de 600 mil de um total de 1,2 milhão de POS cadastrados para utilizar a nova tecnologia. “Para que o celular seja um meio de pagamento de ponta a ponta, do consumidor ao estabelecimento, é preciso que ele tenha ampla aceitação. Por isso, estamos estimulando essa experiência intermediária em grande escala. Por enquanto, as pessoas veem o celular como meio de comunicação."

O grande desafio agora será o de "aculturar"/educar o consumidor dessa nova forma de pagamento. Após a estruturação da rede de atendimento para aceitar o celular, a próxima fase da Redecard será convencer os clientes a utilizarem os celulares. O que dependerá de cadastramento do número de celular. O que vejo é a necessidade dos bancos e donos de bandeiras de cartões de crédito verem a "novidade" como uma oportunidade de ampliar os serviços prestados e fazer com que a base de clientes utilize mais facilmente o "cartão celular". As pessoas atualmente levam o celular, mas nem todas levam a carteira para todos os lados. Vamos medir a velocidade de implantação desse novo serviço e ver quem será os desdobradores das oportunidades abertas.

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Exame, SM

Mudança de serviço | Desconto não segura clientes da Oi

Os clientes da TV por assinatura da Oi começaram a perder os canais Globo News, GNT, Multishow, SportTV e SportTV 2, todos da Globosat. O cancelamento já havia sido avisado pela operadora, em agosto, por meio de cartas aos clientes, que tinham a opção de migrar de plano ou receber desconto de R$ 20 no valor da assinatura pela perda dos canais.

Mas muita gente não ficou satisfeita com a decisão da Oi. É o caso de Dayse Gomes de Faria, 72. A empresária diz que, quando contratou a OiTV, um dos atrativos oferecidos era exatamente o pacote de canais Globosat. "Para mim, não interessa ficar sem esses canais. Eu vou cancelar meu contrato com a Oi", garante.

Outra consumidora que não ficou nada satisfeita com a medida foi a dona de casa Manuella Almeida, 34, que diz que os canais GNT e Globo News são os preferidos dela. Já o marido faz questão dos dois SportTV. "Eu me senti traída pela operadora. Quando você compra uma coisa e, de repente, aquilo muda, é como se você tivesse sido enganada. Tudo o que eu queria era continuar com meus canais, que, aliás, valem mais do que esse desconto que a Oi está oferecendo. Por isso, vou procurar outra operadora", conta indignada.

Segundo a advogada do Instituto Brasileiro do Consumidor Mariana Ferreira Alves, os clientes precisam analisar o desconto oferecido e ver se ele é proporcional à quantidade de canais excluídos da grade. "O consumidor deve pegar o valor do plano da TV e dividir pela quantidade de canais para saber o valor de cada um. Aí, multiplicar por cinco para descobrir se os R$20 de desconto valem a pena", explica Mariana Alves.

Mas a advogada admite que essa é uma decisão subjetiva, pois os canais cortados podem ser mais importantes para um cliente do que para o outro. Uma das alternativas é solicitar à operadora a substituição dos canais por outros similares. Caso isso não interesse ao consumidor, ele ainda pode rescindir o contrato sem ter que pagar multa. "Como é uma alteração do produto feita de forma unilateral pela empresa, ela não pode cobrar pelo cancelamento do serviço", conclui.

Segundo o comunicado da Oi TV aos clientes, eles devem ligar para a central de atendimento (106 31) para conhecer as novas ofertas. Atualmente, a empresa oferece pacotes com preços a partir de R$ 49,90. As grades de programação variam de 39 a 69 canais.

Combo
Prejuízo. Quem possui os pacotes combo da Oi (TV a cabo, internet, celular e fixo) reclama que, para manter os descontos, precisa continuar com o pacote da Oi TV, mesmo sem os canais Globosat.

Bom, esse é um exemplo que mostra que em serviço não adianta preço barato se o que o cliente quer não é atendido. É como se você pedisse uma feijoada e depois descobrisse que não tem Paio ou comprasse um café e depois descobrisse que não tem açúcar. Mas a Oi com certeza tem suas razões e como em qualquer questão, a mudança nunca é 100% satisfeita. A diferença é como é feito essa mudança.


Abs,


Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: O Tempo

Inovação e comportamento | Fogão a gás "mudou a vida da mulher" nos anos 30

Era o início da década de 1930 e a vida nos centros urbanos brasileiros começava a ficar barulhenta. O som de rádios, sirenas e alto-falantes fazia coro com o ruído das buzinas, das vozes dos camelôs e do arrastar dos bondes elétricos. “Eram máquinas e tudo nas cidades era só máquina”, registrou o poeta Mário de Andrade (1893-1945). De fato, o desenvolvimento tecnológico e o avanço da indústria mobilizaram mudanças de hábito radicais, dentro e fora dos lares.

“O fogão a gás foi a maior inovação dos anos 30 no que diz respeito aos assuntos da alimentação”, avalia Sandro Dias, professor de história da gastronomia do Senac.

Fogão a gás foi a maior inovação na década de 30 na área de gastronomia

Com esse e outros aparelhos elétricos à disposição, as donas de casa passaram a economizar tempo, fator importante para o novo e agitado ritmo de vida da época. “Comparado aos fogões a lenha, os novos modelos a gás trouxeram praticidade. Por outro lado, a cozinha deixou de ser um elemento importante no convívio familiar. Elas eram pequenas e quase sempre relegadas à parte dos fundos das casas”, explica Dias.

Livros e enciclopédias indicam que as geladeiras também começavam a aparecer nos idos de 1930, mas era item de luxo, assim como a água potável. Boa parte da população ainda conservava os alimentos a partir de técnicas de salga e cozimentos.

Para além da vida privada, as mudanças na esfera pública corriam a olhos vistos. “O trabalhador não conseguia mais voltar para casa na hora do almoço, por isso muitos lugares passaram a servir comida caseira em botecos e lanchonetes que beiravam as fábricas”, conta o professor.

Com novo fogão, donas de casa passaram a economizar tempo na cozinha

Ao que tudo indica, teria nascido daí, portanto, o esquema de “prato do dia” ou “prato executivo”, já que os almoços precisavam ser preparados de forma rápida e ao gosto da variada clientela de imigrantes. A pressa da vida urbana transformou também o hábito do cafezinho. Antes servido nas mesas, a partir dos anos 30 ele passa a ser consumido “em pé”, no balcão, mediante ficha comprada no caixa.

Em São Paulo, começavam a despontar as casas de sotaque italiano como a Castelões, inaugurada em 1924 e até hoje em funcionamento. E como solucionar a distribuição de alimentos para a crescente população urbana de São Paulo? A resposta veio com a criação, em 1933, do Mercado Municipal, por obra do engenheiro Xavier de Toledo.

No Rio de Janeiro, os botequins eram opções baratas para se comer bife a cavalo, filé Osvaldo Aranha e feijoada. De outro lado, a classe mais abastada continuava a frequentar salões de chá e confeitarias, como a Colombo, além de restaurantes instalados em hotéis suntuosos, a exemplo do Copacabana Palace. “É nessa época que os cardápios começam a revelar expressões francesas ligadas à gastronomia, como à la carte e bufê. Era o modelo de cozinha francesa que pautava as mesas burguesas”, registra a obra Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Guta Chaves e Dolores Freixa.
E com a economia de tempo, o que a mulher fez? Bom o que ela fez "eu não sei", mas sei que compras é com elas mesmas. Quer tirar a prova? Conte quantas lojas para as mulheres existem em um shopping e conte quantas são voltadas só para os homens?



Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fontes:
IG
Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Dolores Freixa e Guta Chaves (Editora Senac, 2008)
História da Vida Privada no Brasil, Vol.3 – República: da Belle Époque à Era do Rádio, vários autores (Companhia das Letras, 1998)
Coleção Nosso Século – 1930 (Círculo do Livro- Abril)

Resultados das estratégias do Café 3 Corações | crescimento de 10% a.a. maior que o mercado

Em 2006, no primeiro ano de vida da companhia – joint venture composta pela brasileira Santa Clara e pela israelense Strauss-Elite – as vendas de café no mercado interno chegaram a 75 mil toneladas, gerando um faturamento de R$ 787 milhões. A expectativa para este ano é de que sejam comercializadas 126 mil toneladas do produto, com receita de R$ 1,65 bilhão.

Os resultados em volume representam um ritmo de crescimento anual de 13,6% nos últimos cinco anos, enquanto a receita teve um aumento médio de 21,8% no período. No mercado interno, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), a alta média anual foi de apenas 3,3% no volume consumido no mesmo período de cinco anos.

Estratégias
Para a 3 Corações, a alta acima da média nacional está ligada ao forte posicionamento da marca no Nordeste, uma das regiões que mais cresce no País. Além disso, a atuação no Sudeste conta com investimento de marketing principalmente na capital paulista. “Se o negócio não tem sucesso em São Paulo, acaba ficando limitado”, explica Pedro Lima, presidente da 3 Corações.

E a estratégia para o próximo ano é aumentar a participação de café torrado no mercado doméstico por meio do segmento “fora de casa”. De acordo com a Abic, em 2003, entre as pessoas que declararam consumir café, 95% tomavam a bebida em casa e 17% fora do lar. Na última pesquisa apresentada pela associação, neste ano, 99% dos entrevistados disseram beber café em casa e 46% fora de seus domicílios. “Vamos investir nesse segmento, sabendo que quem determina o movimento do mercado é o consumidor”, afirma Lima.

A decisão do Café 3 Corações se apoia em duas estratégias simples: expansão e marketing. Sua empresa não faz isso? Quer crescer mas não expande sua atuação regional? Quer vender mais mas não investe em ações de marketing? Bom, o Café 3 Corações faz e investe. Será que suas estratégias estão "erradas"?

Abs,

Jony Lan

Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Valor Econômico

Pesquisa | Brasileiro é o segundo povo mais otimista no mundo

O brasileiro é o segundo povo mais otimista com a situação do país, segundo apontou uma pesquisa que analisou o humor de 22 países, e o destaque é a animação com a economia.

De acordo com o Pew Research Center, metade dos brasileiros disse estar satisfeitos com a situação geral do país. Na contramão, 49% disse estar insatisfeito. Mesmo com a população dividida, o Brasil só perde para China, onde 87% das pessoas estavam satisfeitas.

É a economia, o principal motivo para o brasileiro sorrir, pelo menos, para 62% das pessoas, que consideram a situação boa. E a perspectiva com o futuro também é otimista, visto que 75% acham que vai melhorar e 76% creem que o governo realiza um bom trabalho nesta área.

Além de mostrar o que anima, a pesquisa aponta também o que preocupa. Para 85% dos brasileiros, as drogas são um problema muito grave no País, seguidas pela criminalidade (83%), políticos corruptos (79%), desigualdade social (66%), poluição (62%), doenças infecciosas (58%) e problemas econômicos (53%).
Entre os líderes políticos mais bem avaliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 78% de aprovação, encabeçando a lista. Na rabeira, aparece o presidente da Venezuela Hugo Chávez, com 13%.

Lula exerce influência positiva sobre a situação atual do Brasil para 84% das pessoas. E são 53% dos brasileiros, os que acreditam que o País um dia se tornará uma grande potência.


Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com


Fonte: Band

Segmento feminino | Samsung lança versão feminina do celular Galaxy S com cosméticos

Depois de vermos aparelhos cheio de funções e com cristais voltados para o público AAA, agora chegou a vez da dupla promoção, ou seja, celulares que oferecem muito mais do que falar, no case em questão, um kit de cosméticos.

A Samsung anunciou recentemente o lançamento na Coreia do Sul de uma versão feminina do smartphone Galaxy S.Além disso a empresa anunciou uma parceria com a fabricante de cosméticos AVEDA para o lançamento de uma edição especial do aparelho, batizada de "Galaxy S Femme". O kit inclui um Samsung Galaxy S cor-de-rosa, um cartão microSDHD de 4GB, uma bolsa de viagem com cosméticos AVEDA e um cupom de desconto na compra de produtos da marca, além de um aplicativo (pré-instalado no smartphone) com dicas de beleza.

Esse é um diferencial que a Samsung vislumbrou para se diferenciar no mercado, segmentar mais ainda o produto e transformá-lo em algo com a utilidade que as mulheres gostam, beleza.

O kit "Galaxy S Femme" será vendido em Taiwan, e apenas 5 mil unidades serão produzidas. O preço não foi divulgado.

E agora, quem será a primeira a lançar a combinação cosmético com celular no Brasil?


Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com


Fonte: PCworld

Enfim, o fim? | Blockbuster pode entrar em breve com pedido de concordata

Que a Blockbuster Inc. perdeu mercado, todo mundo já sabe. Que o modelo de negócios de locação de filmes está ultrapassado, todo mundo também já sabe. O problema da Blockbuster, que virou sinonimo de audiência e bilheteria dos filmes que "bombam" nos cinemas, demorou demais para tomar uma atitude séria. É aquela velha história. Alguém fala que o seu negócio, que a sua empresa já não está tão boa, que precisa ser renovada, que há novas tendências que devem ser consideradas, que há consultorias que fazem um trabalho de análise para homologar a necessidade de mudança, mas você não dá atenção ao fato. Não acha que é conveniente, afinaç, você quem construiu a empresa, há anos faz a mesma coisa e nunca precisou mudar nada, não será outra pessoa que irá ensiná-la a fazer negócios.

Situações como essas nós encontramos a todo momento. Com certeza se você não é dono de empresa, verá algo parecido ou similar em seu chefe, no dono da empresa para quem trabalha e até mesmo dentro da sua casa. Essa lentidão na tomada de decisões frente à mudanças ou o endurecimento frente à tendências de mudanças é um comportamento comum, mostra que a segurança prevalece sobre o risco.

A Blockbuster está na etapa final da preparação do comunicado de recuperação judicial, que deve marcar a mudança de uma loja de vídeos para uma empresa que entrega filmes por email e internet. A informação consta da edição de hoje do Wall Street Journal (WSJ). Esse é o resultado final da falta de atitude da Blockbuster em admitir que ela precisaria mudar. Pagou o preço mais alto, quebrar para mudar.

Se o mundo fosse rígido, a inovação não seria a propulsora da nossa evolução e a mudança não seria uma palavra do nosso dicionário. Faça a diferença, de forma equilibrada, mas tome uma atitude. Não deixe que a sua empresa vire uma Blockbuster.

Boas vendas!

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Valor

Inovação | Cliente pode rastrear carne do Walmart pela internet

No Rio Grande do Sul, o churrasco já pode ser pesquisado por clientes de Porto Alegre
O Walmart deu início no Rio Grande do Sul a um projeto que em alguns anos deve permitir que os consumidores conheçam a origem de toda carne e hortifrutigranjeiros comprados nos supermercados controlados pela marca no país.

Atualmente, clientes de quatro supermercados da rede Nacional em bairros nobres de Porto Alegre – Auxiliadora, Três Figueiras, Bela Vista e Boa Vista – já podem conferir pela internet, através de um código na embalagem, qual é a fazenda de procedência dos cortes especiais para churrasco vendidos na marca Novilho Campeiro.

A novidade é possível graças a tecnologia da CheckPlant, com o apoio do Mafrig, frigorífico que abate o gado oriundo de 70 fazendas gaúchas que supre as gôndolas do Nacional e de quatro produtores de hortifrutis orgânicos.

No site, o consumidor pode conferir fotos e a localização exata da fazenda criadora, indicada no Google Maps, assim como a data de abatimento no Marfrig.

Quem quiser fazer o teste sem sair da frente do computador, deve acessar http://walmart.rastreabilidadeonline.com.br/ e digitar 00334X183F42, a identificação de um corte de picanha mostrada em coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre em 17 de setembro de 2010.

– Esperamos ter essa novidade disponível em todos os 100 Nacionais que vendem Novilho Campeiro até a meta de 2011 – prevê José Noeli, gerente comercial do Walmart para o Rio Grande do Sul.

É um bocado de carne. A marca Novilho Campeiro responde por 10% das vendas totais de carne bovina do Nacional no estado, algo em torno de seis a sete toneladas de carne mensais.

Noeli destaca que o custo de implementação da novidade – não revelado pelo Walmart – não será transmitido para o consumidor final.

– O custo é dividido entre nós e os produtores e a vantagem é mostrar que oferecemos um produto com origem garantida – comenta o executivo.

A possibilidade do consumidor rastrear a origem da carne é originada em um acordo assinado entre Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar com frigoríficos em 2009, pelo qual os fornecedores se comprometiam a não comprar gado oriundo de fazendas que praticassem desmatamento ou trabalho escravo.

– Esse tipo de informação e garantia será cada vez mais exigida pelos consumidores – acredita Noeli.

Experiente no ramo de carnes, onde atua há 15 anos, o profissional estabelece uma comparação com os cortes vendidos a vácuo, cuja oferta e consumo começaram pequenas e hoje representam metade das vendas.

Fundada por dois ex-alunos de 30 anos da Ciência da Computação da UCPel, com mestrados pela UFSC e Ufrgs, a CheckPlant emprega 15 profissionais das áreas de TI e agronomia em Pelotas.

A empresa é especialmente forte na área de frutas para exportação, onde é grande a exigência dos compradores por rastreabilidade: metade das frutas rastreadas vendidas no país usa tecnologia da CheckPlant.

Quando os fornecedores começam a trabalhar em conjunto com os clientes e criam mais um plus ao seu produto e serviço, mais valor agregado é entregue e maior é a tendência da fidelização do cliente, ainda mais quando leva novidades para os clientes do cliente.


Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: canalrural

Tendência | Marketing da Gatorade monitora redes sociais para alavancar vendas

Gatorade

Para reverter a queda nas vendas da bebida, em retração há três anos, a PepsiCo criou nos Estados Unidos um centro de monitoramento em redes sociais para interagir com seu público-alvo na internet. Os principais sites de relacionamento são monitorados 24 horas por dia e a esperança é descobrir oportunidades para promover o novo lançamento da marca, G-Series.

Isso parece que se tornou uma tendência, monitorar as redes sociais. A facilidade de acessar as redes e a sua "digitalização" favorecem o procedimento para que seja feito pela própria empresa. Isso é uma oportunidade para empresas que querem trabalhar com marketing digital.

Toda vez que a marca é mencionada no Twitter ou no Facebook os funcionários do Centro de Controle têm acesso e podem interferir corrigindo informações ou informando sobre pontos de venda da marca.

O monitoramento das redes sociais permitiu mudanças nas estratégias de marketing. Uma vinheta de 60 segundos dos produtos foi transformada em música para baixar depois que os internautas perguntaram várias vezes quem cantava a canção. Problemas identificados por meio da rede também influenciaram na produção, já que as reclamações de produto em falta feitas pelos consumidores permitiram direcionar os distribuidores para fazer reabastecimento.

No segundo trimestre, as vendas de Gatorade subiram 7% nos Estados Unidos. O primeiro semestre registrou aumento de 2,4%.

Mesmo que o pouco que as redes possam representar, a Gatorade demonstra que é possível fazer o básico, atender bem o cliente e usar a internet para fazer esse meio de campo. Nada mais é do que "ouvir o cliente" e mudar a estratégia em campo sem frescuras, delongas e justificativas que nada mais são do que o medo de tomar a atitude adequada. Como dizem alguns, o clientes (quase) sempre tem razão. E a sua empresa, sabe realmente ouvir os clientes?

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Valor Econômico

Pergunta | Antes de realmente dar o inicio ao meu negócio, gostaria de aprimorar meus conhecimentos. Que curso fazer?

Opa! Mais uma pergunta, agora de uma leitora do MKTmais.com

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Bom dia ! Jony

Meu nome é Juliana ,trabalho com minha família , há dez anos, em um estabelecimento de comércio varejista em BH .

Adoro ler artigos e tudo que se refere a este admirável mundo do empreendedorismo , novos negócios , MKT, varejo, etc.

Há um tempo estou com algumas idéias que pretendo formartar e começar meu própio negócio.

Contudo antes de realmente dar o inicio ao projeto , gostaria de aprimorar meus conhecimentos. Tenho experiência no comercio varejista.

Cursei um ano na faculdade Estácio de Sá em BH o curso de Tecnólogo em marketing, tranquei matrícula... e desmotivei ... pois todo mundo que eu comentava que estudava lá "reprovava"esta intituição como modelo de ensino.

Tem algum curso que vc me indicaria ? Algo mais rápido e ferramental ?

Obrigada pela atenção

Juliana


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Cara Juliana,

Muito obrigado pela sua mensagem e sua pergunta. Seu depoimento é um exemplo clássico de que nem sempre fazer qualquer curso é a solução. Mas pelo que relata, saiba que nenhum curso de graduação cai como luva para as pessoas. Os cursos, em geral, são genéricos. Cabe aos estudantes descobrir as afinidades que o curso terá para aproveitar naquilo que ele mais almeja.

Como o seu caso é ser uma empreendedora, os cursos de administração e gestão são os mais adequados para que você adquira o conhecimento necessário para aplicar no seu dia-a-dia. Ao escolher cursos em faculdades de primeira linha, você terá a oportunidade de ver matérias que irá se apaixonar e outras que se perguntará eternamente o por quê de estudar aquilo. O importante é que você aproveite "TODAS" as matérias e em todas, tente explorar o seu objetivo, aplicar em um empreendimento. Exemplo: O que a filosofia tem haver com o meu futuro negócio? A filosofia irá delimitar os aspectos que estão no dia a dia da empresa, que fazem diferença na maneira que se constroi a cultura daquela organização. E para que eu tenho que estudar direito do trabalho se eu quero trabalhar com vendas? O direito do trabalho irá demonstrar à você que ao lidarmos com pessoas em uma empresa, há limites, deveres e direitos tanto do patrão quanto do empregado que devem ser respeitados. E por aí vai.

Claro que universidades de primeira linha custam mais caro. Mas nem sempre serão as melhores em relação à determinadas matérias. O fato é que quem faz o diferencial mesmo em um curso é o aluno, sua dedicação, seu interesse. No geral as universidades de primeira linha lhe darão uma tranquilidade na qualidade de ensino e caberá à você, estudar e se dedicar nas matérias. Coloque como diferencial a transformação e aplicação do que se está estudando naquilo em que almeja, o seu negócio.

Sobre os cursos mais "ferramentais", procure cursos no Sebrae, leia bastante sobre Gestão, Marketing e Negócios. Livros de biografias como de Jack Welch irão lhe inspirar.

Uma reflexão: há vários presidentes de empresas, principalmente familiares, que construíram seus negócios do nada, sem estudos, apenas com gana e vontade do empreendimento dar certo. Alguns chegam lá bem rápido, outros demoram mais, ouros então, nem chegam lá. Caminhos há aos montes, mas se você puder encurtá-los, use o conhecimento dos outros para isso. Estudar é um desses "encurtadores" de caminhos, principalmente quando aplicamos o conhecimento e desenvolvemos nossas habilidades em ações concretas. Pense nisso e boa sorte!

Vamo que vamo!

Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Comportamento | Crianças lembram mais facilmente da cor das embalagens

A cor e a marca foram os elementos das embalagens de salgadinho e biscoito doce recheado mais lembrados por 152 alunos matriculados no ensino fundamental I de uma escola da rede privada da cidade de Taubaté, São Paulo. O dado é de uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, que analisou a influência da propaganda de alimentos dirigida a crianças.


"O trabalho avaliou as embalagens para identificar as estratégias de comunicação presentes nelas e avaliou a memória visual das crianças em relação a essas estratégias", diz a nutricionista Ana Paula Gines Geraldo, autora da pesquisa, que faz parte de sua dissertação de mestrado Avaliação de estratégias de comunicação e da memória visual na embalagem de alimentos processados dirigidos ao público infantil, pela FSP.

As crianças desenharam uma embalagem de salgadinho e de biscoito recheado que se lembravam, independentemente se elas consumiram recentemente os produtos ou se nunca os consumiram alguma vez. Por intermédio dos desenhos foram identificadas as marcas citadas pelos alunos e categorizados os componentes de marketing presentes nas embalagens.

A nutricionista verificou que, em relação à memória visual das embalagens de salgadinho, os componentes que apareceram com maior frequência nos desenhos foram marca (54,6%), imagem do produto (45,4%) e personagem (27,0%) e as cores mais utilizadas foram vermelho (36,8%), azul (30,3%) e amarelo (22,4%). Para o biscoito doce recheado, apareceram com maior frequência marca (62,5%), personagem (30,9%), imagem do biscoito (25,0%) e sabor (15,8%) e as cores mais utilizadas foram azul (36,8%) e marrom (26,3%).

As cores identificadas pelas crianças, tanto para salgadinho como para biscoito recheado condizem com os produtos comercializados. Todas as embalagens de salgadinho apresentavam a imagem do produto e 53,8% possuíam o personagem que representa a marca. Para o biscoito, em 54,5% das embalagens havia presença de personagem.


Segundo Ana Paula, a indústria pode utilizar estratégias de comunicação em seus produtos, como personagens e brindes, para que a imagem destes e as suas marcas fiquem gravados na memória da criança. Sobre a forte recordação da marca, a nutricionista comenta: "A marca está presente em todas as ferramentas de marketing utilizadas para comunicação do produto. Logo, é natural que a criança acabe se lembrando dela. Mas, vale destacar que para as crianças do 4° e 5° ano é mais fácil se lembrar da marca em relação às crianças do 2° e 3° ano."

Possíveis relações
A pesquisa também mediu o peso e a altura das crianças para verificar uma relação entre os alunos que tinham excesso de peso e a recordação dos elementos das embalagens. Contudo, as crianças com excesso de peso se lembravam igualmente às outras.

Além disso, o estudo tentou verificar se havia uma associação entre a lembrança dos componentes da embalagem e a frequência de ida ao supermercado e de consumo dos alimentos. Para isso, Ana Paula distribui um questionário para os responsáveis das crianças. Nesse caso, também os dois fatores não influenciaram na memória visual dos infantes.

Diante destes resultados observados, a pesquisa concluiu que os elementos de comunicação presentes nas embalagens ficam igualmente gravados na memória das crianças independente do estado nutricional, frequência de ida ao supermercado e de consumo dos alimentos.

Para Ana Paula, ainda não se conseguiu provar a relação de causalidade entre o marketing nas embalagens de alimentos com o aumento ou não do consumo dos mesmos. Isso será aprofundado pela nutricionista em sua tese de doutorado. "Eu acredito que com essa estratégia de comunicação que usam, as empresas aumentam o conhecimento da criança pelo produto, além de aumentar o desejo de ela adquirir o produto com estratégias como o brinde, cores atrativas e jogos", opina. Ela ainda ressalta que, no Brasil, há poucos estudos sobre este tema, quando o tem é concentrado nas propagandas televisivas.

O fatos é que a pesquisa mostra uma tendência, demonstra também que as empresas nem sempre pesquisam para determinar o comportamento de compra das crianças. Quem trabalha diretamente no supermercado sabe que o ideal é adaptar os produtos infantis para a altura das crianças, a máxima ainda vale, quanto mais perto da mão de uma criança, mais fácil dela levar para o carrinho de compras e não largar mais.


Abs,

Jony Lan
Consultor em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com


Fontes: Exame, FSP

Estratégia de diversificação | Carrefour vai dobrar área destinada a galerias comerciais

A decisão não ocorre por acaso. Com o projeto “Minha Loja”, a rede francesa está reavaliando o mix para adequar suas lojas às necessidades do consumidor. O aumento da área destinada a lojas de terceiros, as chamadas galeriais comerciais – é uma tentativa de atrair mais consumidores para os hipermercados, modelo cujas vendas estão em queda.

Para se ter uma ideia, pesquisa divulgada pela Nielsen apontou uma retração de 7% no volume de vendas do formato no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009.

Investir nas galerias comerciais parece ser uma boa estratégia. Pelo menos se consideraramos o interesse de lojas de franquias nos hipermercados. Nesse formato, o custo para abrir um ponto é cerca de 30% inferior ao dos shopping centers, o que compensa a menor frequência de público.

Com 942 lojas em todo o Brasil, a marca de chocolates Cacau Show é uma das interessadas em abrir unidades dentro dos hipermercados. A empresa fez testes durante mais de um ano e decidiu inaugurar dez unidades no formato.

O importante nesse ponto é que as redes de Hipermercados são de um setor altamente dinâmico, que buscam a todo custo a inovação em seus processos e modelos de negócios para aumentar a rentabilidade que não sai da casa dos 3% no geral. Se considerarmos que mais de 34% são impostos, o lucro das redes de varejo é muito pouco pelo tanto que elas arrecadam para o Governo. Nesse ponto, todas as empresas deveriam seguir a dinâmica de negócios de empresas como o Carrefour, aquelas que não abrirem a mente e não se permitirem pequenas mudanças, irão se defasar com o tempo e depois se perguntarão porque cada dia que passa, mais e mais concorrentes surgem no setor e acabam abocanhando uma fatia do faturamento que poderia ser dele. E a sua empresa, está aberta para novas ideias?


Abs,

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com

Fonte: Valor Econômico